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terça-feira, 14 de janeiro de 2014
o filme
Na minha cozinha existe um pequeno quadro de plástico colado à parede com uma caneta, que pode ser usada por quem quiser...
Um dia escreveram e eu deixei ficar...
A mensagem era bonita e ao mesmo tempo nova.
Hoje encontrei este filme e achei que davam as mãos. O filme e a frase:
"Não somos amados porque somos bons, somos bons porque somos amados."
quarta-feira, 5 de junho de 2013
"Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,
e vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
e em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distracção animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero.
Quero só pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar."
de "Eu só penso no sol - Poesia de Alberto Caeiro"
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
"Nos
anos 70, Marina Abramovic viveu uma intensa história de amor com Ulay.
Durante 5 anos viveram num furgão realizando todo tipo de performances.
Quando sentiram que a relação já não valia aos dois, decidiram percorrer
a Grande Muralha da China; cada um começou a caminhar de um lado, para
se encontrarem no meio, dar um último grande abraço um no outro, e nunca
mais se ver.
23 anos depois, em 2010, quando Marina já era uma artista consagrada, o MoMa de Nova Iorque dedicou uma retrospectiva a sua obra. Nessa retrospectiva, Marina compartilhava um minuto de silêncio com cada estranho que sentasse a sua frente. Ulay chegou sem que ela soubesse e... Foi assim."
(Traduzido por Rodrigo Robleño)
23 anos depois, em 2010, quando Marina já era uma artista consagrada, o MoMa de Nova Iorque dedicou uma retrospectiva a sua obra. Nessa retrospectiva, Marina compartilhava um minuto de silêncio com cada estranho que sentasse a sua frente. Ulay chegou sem que ela soubesse e... Foi assim."
(Traduzido por Rodrigo Robleño)
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
“- Adeus – disse para a flor.
Mas ela nao lhe respondeu.
- Adeus – repetiu o principezinho.
A flor tossiu. Mas nao era por causa da constipação.
- Fui muito parva – acabou por dizer. – Desculpa. Tenta ser feliz.
Ficou espantado por ela não se pôr com recriminações. ...
- Porquê essa admiração? É óbvio que eu gosto de ti – disse a flor- Por culpa minha nunca o soubeste. Mas, hoje, isso já não tem importância nenhuma. Olha, tu também foste tão parvo como eu. Agora, tenta ser feliz... e deixa essa redoma em paz. Não preciso dela.
- E o vento?
- Não estou tão constipada como isso... o fresco da noite só me pode fazer bem. Sou uma flor!
- E os bichos?
- Duas ou três lagartas terei mesmo de suportar para ficar a conhecer as borboletas. Dizem que são bonitas! E que outras visitas podem aparecer por cá? Tu, tu hás-de estar longe. E dos bichos maiores não tenho nada a temer. Afinal, para que quero eu as minhas garras?
Mais uma vez exibia ingenuamente os quatro espinhos.”
“«Cativar» quer dizer o quê?
- É uma coisa de que toda a gente se esqueceu – disse a raposa. – Quer dizer «criar laços»...
- ... por enquanto tu não és para mim senão um rapazinho perfeitamente igual a cem mil outros rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto eu não sou para ti senão uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativares, passamos a precisar um do outro (...)
– Sabes há uma certa flor... tenho a impressão que ela me cativou...
(...)
Mas voltou (a raposa) a insistir na mesma ideia:
- Se tu me cativares, a minha vida fica cheia de sol. Fico a conhecer uns passos diferentes de todos os outros passos. Os outros passos fazem-me fugir para debaixo da terra. Os teus hão-de chamar-me para fora da toca, como uma música. E depois, repara! Estás a ver aqueles campos de trigo ali adiante? (...) os campos de trigo não me fazem lembrar nada. (...) Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então, quando tu me tiveres cativado, vai ser maravilhoso! O trigo é dourado e há-de fazer-me lembrar de ti (...)
- Se fazes favor... Cativa-me! – acabou finalmente por pedir.
- Eu bem gostava – respondeu o principezinho, - mas não tenho muito tempo. Tenho amigos para descobrir e uma data de coisas a conhecer...
- Só conhecemos o que cativamos (...)
- Tens de ter muita paciência. Primeiro, sentas-te longe de mim, assim, na relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas podes-te sentar cada dia um bocadinho mais perto... (...)
- Se vieres às quatro horas, às três, ja eu começo a estar feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sinto. Às quatro em ponto hei-de estar toda agitada e toda inquieta: fico a conhecer o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca vou saber a que horas hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito...”
Antoine De Saint-Exupery "O Principezinho"
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
"Para sempre, talvez..."
" - Não quero algo temporário. Quero um compromisso sério.
- Esquece isso. É ele que te encontra, não o contrário.
- O que é que isso quer dizer? Não entendo.
- Quer dizer que chegas a uma certa idade em que estás pronto. Pronto para ter filhos, compromissos... E a pessoa com quem estás torna-se a pessoa certa.
- Queres dizer que não é quem, mas quando."
Este pedacinho de texto encontrou-se comigo um dia destes num filme que vi... E lembrei-me, de uma menina que me dizia que não acreditava no amor, pelo menos não apenas como uma história de encantar. Mas que às vezes, este se tornava apenas num jogo de necessidades. Necessidades que temos e necessidades que outros têm. Talvez o segredo, por vezes, seja conciliar as necessidades...
Que o amor mais do que uma feliz coincidência, é acima de tudo uma construção cautelosa, que de vez em quando se torna apenas num castelo na areia. Parece uma fortaleza, mas na verdade é constituído por pequenas coisas que lhe dão valor. (onde é que já me terão dito isto... )
Esperemos que as circunstâncias certas nos encontrem sempre.
"Tudo o que é meu, é tudo o que eu não sei largar"
sábado, 24 de setembro de 2011
Ouves o tique-taque?
Descobri que há um ponteiro de segundos...
E curiosamente é precisamente ele que marca o tique-taque que há meses aqui falava.
Engraçado...
Passaste por mim vezes sem conta, às voltas com o tempo. E talvez por um segundo ser tão fugaz, não tive tempo para em ti reparar.
Agora vejo que te encontraste comigo na hora certa...
Mostras-me a intensidade que cada segundo marca e eu mostro-te a importância das horas que devagar passam. Acho que quem para ti olhar, vai pensar que é ao contrário.
Gosto da capacidade dos teus segundos se transformarem nas minhas horas.
E gosto quando as minhas horas parecem os teus segundos.
Só ainda não percebi uma coisa? O nosso relógio é de corda? É que ouve-se tão bem o tique-taque. E gosto disso... de te ouvir a aproximar.
domingo, 22 de maio de 2011
Mais um blog que encontro por acaso... E ao qual me rendo! :)
O post que vos vou propor para ler é só um cheirinho e é tão verdade o que diz... Tão verdade!
Há saudades que ficam...
http://letrasnocaminho.blogspot.com/2011/05/tenho-ca-para-mim-que-quando-amamos.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+letrasnocaminho+%28letras+no+caminho%29
O post que vos vou propor para ler é só um cheirinho e é tão verdade o que diz... Tão verdade!
Há saudades que ficam...
http://letrasnocaminho.blogspot.com/2011/05/tenho-ca-para-mim-que-quando-amamos.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+letrasnocaminho+%28letras+no+caminho%29
Descubram-no! ;)
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Encontros ou construções?
De Damon winter do blog: http://fotosilde.blogspot.com/
mas as pessoas nao se encontram
as pessoas constroiem-se
derrubando paredes nossas e muros delas
Uma menina disse
loooool
ai que isto soa a tão familiar
mas para que possas construir
tens que te encontrar...
Um menino disse
sim
mas às vezes é do nada
Uma menina disse
o encontro sim
a construção não
Um menino disse
sim
Uma menina disse
a construção exige perseverança
Um menino disse
e vontade
Uma menina disse
e n é nada fácil
Um menino disse
e entrega
Uma menina disse
e coragem!
Um menino disse
e deixar o nosso orgulho pra trás
e tornar-nos vulneráveis
Uma menina disse
e o medo
exactamente!”
Houve uma noite,
Não há muito tempo…
Em que um menino e uma menina partilharam o quanto já perderam…
Por medo…! Por muros…
Perceberam o quanto se perde quando têm medo de construir, reconstruir ou até mesmo quando apenas destroem tudo o que poderia ter sido…
Não sabem ainda lidar bem com isso,
apesar de pensarem que são capazes de deixar de sonhar.
Mas a conclusão a que chegam é bonita não?
Agora falta a parte prática…
Porque no final de contas…
Apenas ainda não encontraram?
Apenas ainda não construíram…
Dedicado a ti que ainda não encontraste... Não desistas! ;)
Sabes bem quem és! :)
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Ás vezes somos super-heróis... outras vezes apenas fugimos!
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domingo, 8 de maio de 2011
"Eu sei que é fácil de montar o aparato da menina que é culta"
Zero a zero, não me espanta o impasse
Se você quer, escondo o medo sem mostrar como o faço
No entanto amargo a cada som que não me sai, que adormeço
Tenho cara de quem morde mas apenas sou o que mereço
Uma oração pra perder o meu embaraço
Em hora sã hei-de por termo ao que só me traz cansaço
A cada cara à minha volta que me fita só que eu não posso ver
Que tem a fé num perfeito que eu não sei fazer
E eu sei de mais ou menos cem
Quiçá eu não apareço hoje....
Quero ficar bem a sós
Amuada no meu canto e a aquecer a voz.
Eu sei que é fácil de montar o aparato da menina que é culta
Mas também, sorrir sai mais barato que cuspir pensamentos à solta
E olha quem, tem a fome da sinceridade ao menos não te dei a volta
E eu não volto a jogar à cabra-cega com usted
Nunca sei porquê o maltrato é um unguento
Que sem ninguém ver vai guardando cimento
A cada cara à minha volta vou lhe dizer só que eu não posso mais...
Quero sedar o meu som confinar-me a afinar em silêncio
Eu sei que é fácil de montar o aparato da menina que é esperta
Mas também, fugir pra ti faz parte de investir na pessoa certa
E olha quem vem agora pra ficar é que eu ao menos não deixei aberta
A minha porta a ver quanto tempo sobra pra quem vem
A minha porta a ver quanto tempo sobra
(...)
E eu não volto a jogar à cabra-cega...
"Como acontece nos melhores intérpretes e autores, o que importa é o que não é dito, são as entrelinhas, o silêncio que Márcia deixa respirar e que é onde está tudo o que não é possível dizer através das grades das palavras. Seja apenas acompanhada pela viola ou com arranjos que juntam mais instrumentos, como acontece no seu óptimo álbum de estreia, esse silêncio – essa verdade - está sempre presente. E ouve-se bem, e tantas vezes é igual a nós."
Nuno Miguel Guedes
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Às vezes... Sou eu! :)
Sometimes the Stars from The Audreys on Vimeo.
"Here I am confessing
that you’re lost to me now
I’m on the train telling strangers about you
and how you’re still looking fine
how you eased my worried mind
with long summers and wine
yeah you saved me
but sometimes the stars seem closer than they should
like the more I knew the less I understood
and the further that you got from me
the more I felt like I could see
and the more I wondered if I should trust the stars"
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
O Meu Coração
Meu coração é um viajante
Que se entrega num instante
Por ai a onde for
Acha que sabe bem o que eu preciso
Prende-se a qualquer sorriso
Sem motivos de maior
O meu coração é inocente
Pensa que a vida é um mar de rosas
Mas eu que vi espinhos em toda a gente
Afasto essas certezas duvidosas
O meu coração é um bicho muito estranho
Que se esconde e não responde a quem chamei
Alérgico ao exterior vive na toca
Onde se esconde e sufoca por não ver entrar o ar
O meu coração vive trancado
Diz que atirou a chave ao mar
E eu que a procurei por todo o lado
Só me resta assim continuar
...
O meu coração é uma criança
Ansiosa pela dança de quem lhe estender a mão
Mas este é caprichoso e inclusivo
É na lista compulsivo que não chega à conclusão
O meu coração segue as novelas
Jubila com as falas das actrizes
O meu carrega histórias de mazelas
E afasta-se desses finais felizes
...
Falei primeiro a bem por ser assunto de respeito
Mas não deu ouvidos perseguiu naquele jeito
Mudei para as ameaças
Tentei que usasse a razão
Mas é palavra estranha pro meu pobre coração
Farta desses maus tratos fiz as malas e parti
E logo te encontrei com o mesmo modo que eu sofri
A mesma frustração
A mesma pose o mesmo olhar
E em teu toque senti no meu corpo a trupulsar
Juntos rimos de tudo
Só chorámos nas novelas
Fingimos ser crianças e dançámos como elas
Perdemos noite e dia entre histórias e canções
Juntámos nomes, gostos e moradas
E quase sem dar por nada
Encontrámos corações
Coração triste
Não me arrastes em teu passo
Meu corpo insiste em decidir o que faço
Se eu digo que sim ele diz que não
Eu vou bem sem coração
Entre morrer de amor e viver nesta prisão
Coração louco
Não me imponhas o teu vicio
Que a pouco e pouco vou cedendo ao sacrifício
É que eu sei bem que se acordares
E procurares por ai
Encontras outro coração para ti
Encontras, encontras...
Corações bom era antigamente
Vais ver que encontras
Já não há disso
Ainda há
É tudo modernices
Procura bem
Vai a feira da ladra dos corações
não tem essência - tem, tem
não tem estrutura - vais ver que tem
não são tenazes... arrisca
não presta... presta!
de Anaquim
Que se entrega num instante
Por ai a onde for
Acha que sabe bem o que eu preciso
Prende-se a qualquer sorriso
Sem motivos de maior
O meu coração é inocente
Pensa que a vida é um mar de rosas
Mas eu que vi espinhos em toda a gente
Afasto essas certezas duvidosas
O meu coração é um bicho muito estranho
Que se esconde e não responde a quem chamei
Alérgico ao exterior vive na toca
Onde se esconde e sufoca por não ver entrar o ar
O meu coração vive trancado
Diz que atirou a chave ao mar
E eu que a procurei por todo o lado
Só me resta assim continuar
...
O meu coração é uma criança
Ansiosa pela dança de quem lhe estender a mão
Mas este é caprichoso e inclusivo
É na lista compulsivo que não chega à conclusão
O meu coração segue as novelas
Jubila com as falas das actrizes
O meu carrega histórias de mazelas
E afasta-se desses finais felizes
...
Falei primeiro a bem por ser assunto de respeito
Mas não deu ouvidos perseguiu naquele jeito
Mudei para as ameaças
Tentei que usasse a razão
Mas é palavra estranha pro meu pobre coração
Farta desses maus tratos fiz as malas e parti
E logo te encontrei com o mesmo modo que eu sofri
A mesma frustração
A mesma pose o mesmo olhar
E em teu toque senti no meu corpo a trupulsar
Juntos rimos de tudo
Só chorámos nas novelas
Fingimos ser crianças e dançámos como elas
Perdemos noite e dia entre histórias e canções
Juntámos nomes, gostos e moradas
E quase sem dar por nada
Encontrámos corações
Coração triste
Não me arrastes em teu passo
Meu corpo insiste em decidir o que faço
Se eu digo que sim ele diz que não
Eu vou bem sem coração
Entre morrer de amor e viver nesta prisão
Coração louco
Não me imponhas o teu vicio
Que a pouco e pouco vou cedendo ao sacrifício
É que eu sei bem que se acordares
E procurares por ai
Encontras outro coração para ti
Encontras, encontras...
Corações bom era antigamente
Vais ver que encontras
Já não há disso
Ainda há
É tudo modernices
Procura bem
Vai a feira da ladra dos corações
não tem essência - tem, tem
não tem estrutura - vais ver que tem
não são tenazes... arrisca
não presta... presta!
de Anaquim
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Diz que ainda há cartas de amor...
Uma carta actual...
De :
De :
Liu Xiaobo
Para:
a sua mulher
"Cumpro a minha sentença numa prisão tangível, enquanto tu esperas na prisão intangível do coração. O teu amor é a luz do sol que salta os altos muros e penetra as barras de ferro da janela da minha prisão, golpeando cada milímetro da minha pele, aquecendo todas as células do meu corpo, permitindo-me sempre manter a paz, a franqueza, o brilho no coração, e encher de significado cada minuto do meu tempo. O meu amor por ti, por outro lado, é tão cheio de remorsos e lamentos que me fez cambalear perante o seu peso. Eu sou uma pedra insensata no deserto, chicoteada pelo vento violento e chuva torrencial tão fria que ninguém se atreve a tocar-me. Mas o meu amor é sólido e afiado, capaz de perfurar qualquer obstáculo. E mesmo que eu fosse esmagado e me tornasse pó, eu ainda usaria as minhas cinzas para te abraçar. "
(escrito pelo prémio nobel da paz 2010 da prisão onde se encontra preso)
Um homem entusiasmado pela vida e apaixonado pela justiça!;)
sábado, 25 de dezembro de 2010
Porque ainda há dias assim... GRANDIOSOS!!!
Não vivi a espera...
Mas espero que seja um dia para parar e saborear...
Simplesmente a paz....
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Ergue-te ao sol
Quando acordares
Olha para mim
Quero que vejas
O que eu já vi e aprendi
Vi na memória
De um homem bom
Que há muito tempo
Se ouviu um som
Que se perdeu
Que som foi esse
Que aconteceu
Foi uma voz
Que nos chamou
Nos alertou
Disse que a vida
É muito mais
Do que a soma
Do que queremos
Quanto mais temos
Anda comigo e sente a razão
Olha em frente e lá está o teu irmão
Dá-lhe a tua mão
Ergue-te ao Sol
Brilha
E canta a canção
Do que ela fala é de uma revolução
A do coração
Quando acordares
Olha para mim
Há outra vida que vive em ti
Foi o que eu vi
Vi que há cá dentro
Dentro de nós
Alguém que canta
E só se ouve
Se estamos sós
Anda comigo e sente a razão
Olha em frente e lá está o teu irmão
Dá-Ihe a tua mão
Ergue-te ao Sol
Brilha
E canta a canção
Do que ela fala é de uma revolução
A do coração
Quando acordares
Olha para mim
Pensa que um dia
Vai ser diferente
Para toda a gente
sábado, 1 de maio de 2010
Aqui dentro de casa...
Foi há tantos anos, foi há dois mil anos
Que vi no amor o meu Cristo
Que me mostraste um amor imprevisto
Que vi no amor o meu Cristo
Que me mostraste um amor imprevisto
Que me falaste na pele e no corpo a sorrir
Meus olhos fechados, mudos, espantados
Te ouviram como se apagasses
A luz do dia ou a luta de classes
Meus olhos verdes ceguinhos de todo para te servir
Mariazinha fui, em Marta me tornei
Vou daquilo que fui pr'aquilo que serei
Filhos e cadilhos, panelas e fundilhos
Meteste as minhas mãos à obra
E encontraste momentos de sobra
Para evitar que o meu corpo pensasse na vida
Teus olhos fechados, mudos e cansados
Não viam se verso, se prosa
O meu suor era o teu mar de rosas
Meus olhos verdes, janelas de vida fechados por ti
Mariazinha fui, em Marta me tornei
Vou daquilo que fui pr'aquilo que serei
Pegas-me na mão e falas do patrão
Que te paga um salário de fome
O teu patrão que te rouba o que come
Falas contigo sozinho para desabafar
Meus olhos parados, mudos e cansados
Não podem ouvir o que dizes
E fico à espera que me socializes
Meus olhos verdes
Boneca privada do teu bem estar
Mariazinha fui, em Marta me tornei
Vou daquilo que fui pr'aquilo que serei
Sou tua criada boa e dedicada
Na praça, na casa e na cama
Tu só vês quando vestes pijama
Mas não me ouves se digo que quero existir
Meus olhos cansados ficam acordados
De noite chorando esta sorte
De ser escrava prá vida e prá morte
Meus olhos verdes
Vermelhos de raiva para te servir
A tua vontade, justiça igualdade
Não chega aqui dentro de casa
Eu só te sirvo para a maré vaza
Mas eu já sinto a minha maré cheia a subir
Meus olhos cansados abrem-se espantados
Prá vida de que me falavas
Pra combater contra os donos de escravas
Prá vida de que me falavas
Pra combater contra os donos de escravas
Meus olhos verdes
Que te vão falar e que tu vais ouvir
Mariazinha fui, em Marta me tornei
Sei aquilo que fui e que jamais serei
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segunda-feira, 5 de abril de 2010
"Crónica de muito amor "
Este fim de semana foi (sem dúvida) um dos melhores que vivi até hoje. Uma páscoa sem dúvida diferente. Iamos para ajudar que outros vivenciassem a Páscoa e no meu caso foram mesmo os que nos receberam, que me ajudaram a dar sentido à minha. Deixo agora um post que é um pedacinho de uma crónica de António Lobo Antunes.
Crónica de muito amor
"Há um estar ali que é já tanto. Diz-se sem as palavras e percebe-se que se diz e o que se diz porque o clima, não sei explicar de outra maneira, se torna diferente. Não falamos do que cada um faz: a gente sabe. Do que cada um sente: a gente sabe. Não se fala do sofrimento, não se fala da alegria: a gente conhece. É melhor desta forma. (...) Depois cada um no seu carro, sem mais palavras. Um atrás do outro e, a certa altura, separamo-nos, com um sentimentozito de despedida que custa. Quer dizer não custa assim tanto, custa um bocadinho e passa. Eu vou fazer redacções, ele vai fazer não sei o quê: pouco importa. Importa que durante uns momentos estivemos juntos" da revista Visão
quinta-feira, 1 de abril de 2010
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Jeux D'amour
Um dia sem sentido?
Ou um dia com sentido... verdadeiramente... comercial?
É dificil haver um dia especial para celebrar o amor entre duas pessoas. Afinal de contas ele deve ser celebrado todos os dias. Acho que é quase como o casamento. Muita gente fala do DIA do seu casamento. “E esse dia é apenas o PRIMEIRO DIA em que duas pessoas se casam. Depois virão muitos outros DIAS em que se voltarão a casar. Dias em que voltarão a prometer e cumprir tudo o que prometeram um dia, perante Deus e a igreja.”
P. Carlos Carneiro s.j.
E neste sentido, acredito no dia dos namorados com um sentido verdadeiro, mas se for um dia para pensar e porque não rezar as promessas que cada namorado tem com a sua namorada e vice versa. Mas para isso não preciso comprar nada, porque o essencial já se tem. O amor.
Mas há vezes em que acabamos por andar um pouco perdidos não?
É que o dia dos namorados então devia ser todos os dias, ou seja todos os meses de cada ano.
Não nos percamos na comercialidade da vida... e do amor!
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