Tentativa de descrição 1:... falhada
Tentativa de descrição 2: ... falhada
Tentativa de descrição 3: falhada...
Não sei como descrever...
Não sei como descrever um mundo tão diferente, tão à parte. Tão fora do meu...
É um país que abana qualquer europeu, capaz de se deixar colocar à prova.
Desde a limpeza... que padrões tão diferentes!!!
Desde a comida... Please... eu não gosto de picante. not spicy? impossible!
Desde a cultura... que tudo influencia. A falta de ordem. E a ordem nesta falta.
As buzinas consecutivas e a inacreditável falta de acidentes.
Os cheiros. Muitos! Maus? Sim, às vezes. Bons? Sim às vezes.
Há quase uma mística na mistura de incenso. Uma ciência em apagar um cheiro mau, através da absorção deste no cheiro do incenso. A essência da flor de lótus em tudo o que ela simboliza e especialmente em tudo que ela simboliza naquele país.
Há uma mística com certeza nesta falta de pressa que se vive nas cadeiras onde vive tanta gente o seu dia.
E no corrupio delirante de som que se vive nas estradas.
Faz-me diferença! Coloca o meu corrupio em questão... Isso desacomoda-te.
Religião?
Uma boa definição!
Muitas, mais que muitas. Deuses e deuses. Muitos e muitos.
Crenças que moldam vidas.
Vidas que iluminam olhares de forma serena.
Um corpo sereno com um olhar a transbordar de energia.
Talvez seja este mistério que trouxe. Este olhar que permanece no meu. Este mistério.
O de se ser feliz com tão pouco. O de se ser feliz por se querer pouco.
Chamem-lhe o que quiserem hindus, budistas, o que for...
Todos partilham o mesmo conhecimento.
O da serenidade da espera, o da esperança no que lá vem.
O da alegria do presente.
O da simplicidade do serviço.
Não me esqueço. Duvido que o faça mesmo em toda uma vida.
E gosto. Gosto de me desacomodar. E de aprender tanto com isso.
Gostei da história que me contaram sobre ti e vou continuar a deixar-me embalar pelas histórias que ainda vou descobrindo com a minhas memórias.
A razão não a sei explicar, mas sempre que oiço esta música é desta viagem que me lembro.
"Hope when you take that jump
You don't fear the fall
Hope when the water rises
You build a wall
Hope when the crowd screams out
They're screaming your name
Hope if everybody runs
You choose to stay
Hope that you fall in love
And it hurts so bad
The only way you can know
Is give it all you have
And I hope that you don't suffer
But take the pain
Hope when the moment comes
You'll say...
(...) I, I did it all
I owned every second
That this world could give
I saw so many places
The things that I did
Yeah, with every broken bone
I swear I lived
Hope that you spend your days
But they all add up
And when that sun goes down
Hope you raise your cup
I wish that I could witness
All your joy and all your pain
But until my moment comes
I'll say...
(...)
I swear I lived"
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sábado, 29 de novembro de 2014
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Viagens? e se for low cost?
Ando numa de viagens... E de preferência baratinhas e em conta.
Há uns dias ouvia uma amiga dizer-me que ia até França... Perguntei-lhe porquê esse destino e o porquê da viagem. A resposta? Posso dizer que foi sublime (a meu ver). O destino era por termos de comodidade, mas a razão da viagem é sem dúvida fantástica:
- "Este ano vai ser duro em termos de crise. Eu para combater este ataque depressivo geral vou fazer uma viagem no fim dos exames."
Acho que é isto sem dúvida. Claro que nem sempre é possível, eu sei! Mas para aqueles que for, acho que o devem fazer, eu vou tratar de fazer o mesmo. Poupar em tudo o que for possível, viver a vida dentro das minhas possibilidades, mas fazer aquilo que me der prazer nem que seja em "low cost".
E por acaso ou não, encontrei um programa na RTP 2 chamado mesmo assim "Low Cost". (Muitas vezes queixamo-nos que na televisão pública não dá nada como deve ser... Aí está uma proposta para nos deixar caladinhos e deliciados em frente ao ecrã) Experimentem!
Este fim de semana falou-se da nossa querida Lisboa. Nos próximos serão descobertas: Madrid, Valência, Paris, Londres, Nápoles, Roma, Budapeste, Berlim, Atenas, Helsínquia, Viena, Amsterdão.
Aconselho-vos a ter um caderno à mão quando assistirem, já agora. :)
Deixo-vos aqui a sinopse do programa:
Low Cost é um desafio para tentar provar que viajar pode ser mais barato do que pensamos. Apenas temos de saber como. Low Cost é a chave! Um jovem passa o fim de semana numa cidade europeia com um orçamento limitado: 200 € para estadia, transportes, refeições, compras, museus, visitas culturais e ainda ... saír à noite. Em cada episódio vamos passar um fim-de-semana numa cidade emblemática europeia, visitando os monumentos mais característicos, provando a sua gastronomia, procurando os espectáculos mais típicos..
Há uns dias ouvia uma amiga dizer-me que ia até França... Perguntei-lhe porquê esse destino e o porquê da viagem. A resposta? Posso dizer que foi sublime (a meu ver). O destino era por termos de comodidade, mas a razão da viagem é sem dúvida fantástica:
- "Este ano vai ser duro em termos de crise. Eu para combater este ataque depressivo geral vou fazer uma viagem no fim dos exames."
Acho que é isto sem dúvida. Claro que nem sempre é possível, eu sei! Mas para aqueles que for, acho que o devem fazer, eu vou tratar de fazer o mesmo. Poupar em tudo o que for possível, viver a vida dentro das minhas possibilidades, mas fazer aquilo que me der prazer nem que seja em "low cost".
E por acaso ou não, encontrei um programa na RTP 2 chamado mesmo assim "Low Cost". (Muitas vezes queixamo-nos que na televisão pública não dá nada como deve ser... Aí está uma proposta para nos deixar caladinhos e deliciados em frente ao ecrã) Experimentem!
Este fim de semana falou-se da nossa querida Lisboa. Nos próximos serão descobertas: Madrid, Valência, Paris, Londres, Nápoles, Roma, Budapeste, Berlim, Atenas, Helsínquia, Viena, Amsterdão.
Aconselho-vos a ter um caderno à mão quando assistirem, já agora. :)
Deixo-vos aqui a sinopse do programa:
Low Cost é um desafio para tentar provar que viajar pode ser mais barato do que pensamos. Apenas temos de saber como. Low Cost é a chave! Um jovem passa o fim de semana numa cidade europeia com um orçamento limitado: 200 € para estadia, transportes, refeições, compras, museus, visitas culturais e ainda ... saír à noite. Em cada episódio vamos passar um fim-de-semana numa cidade emblemática europeia, visitando os monumentos mais característicos, provando a sua gastronomia, procurando os espectáculos mais típicos..
sexta-feira, 10 de junho de 2011
"O Dono do mundo"
" (...)
Na montra de uma papelaria estava um pequeno globo terrestre. Pouco maior era do que a palma da mão, mas tem os continentes bem marcados, bem separados pelas águas que não se levantem dúvidas.
(...)
Cidade fora com o mundo no bolso. Da próxima vez que dissessem: «Amérika!Amérika» iam ver.
(...)
Das outras vezes não valia a pena argumentar. Jornalista, branco, a falar inglês, é americano! É espantoso como se consegue dividir e simplificar a sociedade. Nós e os outros. O bem e o mal. A noite e o dia. O preto e o branco e a quantidade de luz e cor que se perde nesta paleta social.
(...)
Um dia mais tarde, numa pequena escola corânica, o Mullah, (...) líder religioso daquela comunidade, inquiria-nos sobre a nossa pátria. Devia ter a nossa idade, ou lá perto. (...) Ouvia-nos com um sorriso nos lábios, mas o rosto abriu-se quando viu o globo. Aquele homem, o homem mais culto do seu lugar, nunca tinha visto a Terra assim representada. (...)
Cansado de ensinar e descodificar versículos, o mestre passava a aluno. (...)
Tinha encontrado um novo amor: a paixão e a curiosidade pelo saber."
O que somos?... portugueses!
É mais do que "Nós e os outros" - porque se perde luz quando o fazemos...
Ainda neste século, há quem "nunca tinha visto a Terra assim representada." É assustador quando percebemos os degraus que ainda existem...
E ás vezes nem percebemos bem o que é ser português, europeu... Isso só por si já faz tanta diferença... É como se já nascêssemos num outro degrau, que tantas vezes damos como bem adquirido, mas que é bem mais que isso...
Lembro-me de lá longe, depois de horas de viagem de avião me perguntarem com a simplicidade de um sorriso se tinha ido de comboio.. Como se viesse dali do lado... :P
Na montra de uma papelaria estava um pequeno globo terrestre. Pouco maior era do que a palma da mão, mas tem os continentes bem marcados, bem separados pelas águas que não se levantem dúvidas.
(...)
Cidade fora com o mundo no bolso. Da próxima vez que dissessem: «Amérika!Amérika» iam ver.
(...)
Das outras vezes não valia a pena argumentar. Jornalista, branco, a falar inglês, é americano! É espantoso como se consegue dividir e simplificar a sociedade. Nós e os outros. O bem e o mal. A noite e o dia. O preto e o branco e a quantidade de luz e cor que se perde nesta paleta social.
(...)
Um dia mais tarde, numa pequena escola corânica, o Mullah, (...) líder religioso daquela comunidade, inquiria-nos sobre a nossa pátria. Devia ter a nossa idade, ou lá perto. (...) Ouvia-nos com um sorriso nos lábios, mas o rosto abriu-se quando viu o globo. Aquele homem, o homem mais culto do seu lugar, nunca tinha visto a Terra assim representada. (...)
Cansado de ensinar e descodificar versículos, o mestre passava a aluno. (...)
Tinha encontrado um novo amor: a paixão e a curiosidade pelo saber."
Lisboa, 10 de Junho de 2010
José Carlos Ramalho - RTP
do livro "Câmara de reflexão - Uma imagem, mil palavras"
O que somos?... portugueses!
É mais do que "Nós e os outros" - porque se perde luz quando o fazemos...
Ainda neste século, há quem "nunca tinha visto a Terra assim representada." É assustador quando percebemos os degraus que ainda existem...
E ás vezes nem percebemos bem o que é ser português, europeu... Isso só por si já faz tanta diferença... É como se já nascêssemos num outro degrau, que tantas vezes damos como bem adquirido, mas que é bem mais que isso...
Lembro-me de lá longe, depois de horas de viagem de avião me perguntarem com a simplicidade de um sorriso se tinha ido de comboio.. Como se viesse dali do lado... :P
sábado, 5 de março de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Na voz dos que sofrem padecem sinais...
Doeu mais que um corte na pele.
E disso tenho a certeza...
Começa tudo com uma mulher, de meias, mas sem sapatos, sem um casaco num dia de imenso frio, que se senta apertando as mãos uma de encontro a outra... A meu lado numa dessas estações por ai.
A história, parte dela só percebi mais tarde...
O seu homem apareceu pouco depois, de cara vermelha e fechada e notoriamente embriagado.
Ambos com um cheiro a pobreza que de longe se pressentia.
E no meio de tudo isto, aparecem dois jovens de coração bonito com coragem para vencer a indiferença.
No olhar e nas lágrimas desta mulher respirava-se a violência vivida.
No estomago, a lembrança da única refeição do dia... uma salada de fruta!
Na voz do seu companheiro sentia-se o medo das autoridades.
O hospital, o próximo espaço? Apesar do estado de desorientação desta mulher, o INEM afirma que é já um caso crónico, pelo que nem a levará.
No fim, percebi, que a cena nada tinha de novo... e que afinal de contas a pobreza maior é a de quem se perde na vida.
Falamos muitas vezes da grande capacidade de sermos capazes de nos tornarmos pequenos, mas há vezes em que gostávamos de não o ser, para que assim pudéssemos mudar o mundo.
A história destes guerreiros do nada, continua numa qualquer rua próxima de nós.
Mas e o que é que fazemos para a mudar?
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
"Encostados ao mundo"
"Há gente que espera de olhar vazio
na chuva, no frio, encostada ao mundo
a quem nada espanta
nenhum gesto
nem raiva ou protesto
nem que o sol se vá perdendo lá ao fundo
Há restos de amor e de solidão
na pele, no chão, na rua inquieta
os dias são iguais já sem saudade
nem vontade
aprendendo a não querer mais do que o que resta
e a sonhar de olhos abertos
na paragens, nos desertos
a esperar de olhos fechados
sem imagens de outros lados
a sonhar de olhos abertos
sem viagens e regressos
a esperar de olhos fechados
outro dia lado a lado
na chuva, no frio, encostada ao mundo
a quem nada espanta
nenhum gesto
nem raiva ou protesto
nem que o sol se vá perdendo lá ao fundo
Há restos de amor e de solidão
na pele, no chão, na rua inquieta
os dias são iguais já sem saudade
nem vontade
aprendendo a não querer mais do que o que resta
e a sonhar de olhos abertos
na paragens, nos desertos
a esperar de olhos fechados
sem imagens de outros lados
a sonhar de olhos abertos
sem viagens e regressos
a esperar de olhos fechados
outro dia lado a lado
Há gente nas ruas que adormece
que se esquece enquanto a noite vem
que se esquece enquanto a noite vem
Há gente que aprendeu que nada urge
nada surge
porque os dias são viagens de ninguém"
nada surge
porque os dias são viagens de ninguém"
Mafalda Veiga
Dizem que um texto justificado à direita reduz a velocidade da leitura...
Pois bem, hoje apeteceu-me diminuir a minha velocidade e a tua,
para que com calma possamos ler a realidade que nos rodeia.
E assim possamos ver e rezar (por) aqueles que deixaram de sonhar...
Este ano não sinto o Natal, nem me lembro das prendas e sou sincera que acho que não vivi a espera...
Talvez por isso, me tenha lembrado tanto daqueles que também muitas vezes não o sentem...
Este ano não sinto o Natal, nem me lembro das prendas e sou sincera que acho que não vivi a espera...
Talvez por isso, me tenha lembrado tanto daqueles que também muitas vezes não o sentem...
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
So for now, I'm gonna stay in this quiet town.
I know somewhere there is a party going down.
Interesting people; conversation to be found.
I've lived in cities where there is no solitude,
Made some friends there that I hope I'll never lose.
But, for now, I want to stay in this quiet town.
The neighbors on my block, they've got stories to tell.
"This is the grocery who once was a hotel."
"And Mr. Driskle, he just stands there with his smile, inviting everyone he sees to come inside."
This is the life I want to live in a quiet town.
OoO, sometimes I miss the shows I loved a long time ago.
OoO, sometimes I miss the shows I loved a long time ago.
Come Sunday morning there's a market on the square.
Children are playing, bells are ringing in the air.
Old men are drinking,
it's a lazy afternoon;
content with thinking that there is nothing to do.
So for now, I'm gonna stay in this quiet town.
In this quiet town.
In this quiet town.
domingo, 20 de junho de 2010
Coimbra de autocarro
Coimbra é sem dúvida uma cidade que nos dá lições de vida a toda a hora…
As minhas viagens de autocarro proporcionam-me momentos de pura esperança. Vejo mesmo autênticos testemunhos de esperança. Porque apesar de sempre nos queixarmos que tudo vai mal, ainda há muita coisa boa a acontecer à nossa volta.
Desde um senhor de cerca de 50 anos que todos os domingos acompanha a sua mãe na sua volta de autocarro… uma senhora muito reguila por sinal. Sempre que o filho se senta antes dela, ela faz questão de se sentar em outro lugar, obrigando-o a ir ter com ela.
E se fazendo isto uma vez, talvez isso não tivesse qualquer problema. Da forma repetida que é, é impressionante ver a paciência com que o filho vai ter com ela todos os domingos, em que ela se decide trocar-lhe as voltas nos bancos do autocarro.
Outro exemplo é o de uma família que faz questão de andar sempre de sorriso na cara. E quando vamos a ver, tanto o pai como a mãe são cegos. E assim lutando, vão fazendo da sua vida, apenas mais uma vida normal. E sublinho… Andam sempre a sorrir!!!! É um grande sinal não?
Muitos exemplos poderia contar. Porque felizmente há muitos mais. Posso dizer que foi uma coisa que me marcou, quando ainda era caloira. Coimbra é uma cidade aberta a todos. E ainda não é perfeita em termos de acessibilidade, mas é quase perfeita na integração de pessoas com incapacidades, pelo menos naquilo que vejo.
Que continue assim, e que aprendamos com estes rostos de Cristo a sermos também melhores dia após dia.
E claro, sempre com um sorriso nos lábios! Mas um sorriso sincero! ;)
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
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Porque a música está mesmo em toda a nossa vida...
Nos altos e baixos...
Pode fazer-nos ficar lá no cimo, quando estamos mesmo em baixo...
Ou pode até deixar-nos um pouco tristes ás vezes...
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Porque a música está mesmo em toda a nossa vida...
Nos altos e baixos...
Pode fazer-nos ficar lá no cimo, quando estamos mesmo em baixo...
Ou pode até deixar-nos um pouco tristes ás vezes...
Arte em movimento
"Sobem e descem todos os dias as colinas de Lisboa mas, a partir de hoje, estas viagens rotineiras tornaram-se mais interessantes porque quatro elevadores da Carris receberam intervenções desafiadoras de artistas portugueses.
Até 30 de Junho deste ano, quatro equipamentos emblemáticos de transporte de passageiros na cidade vão mostrar aos lisboetas e turistas intervenções de vários artistas:
- Ascensor da Bica,
A intervenção do artista Alexandre Farto (nascido em 1987, em Lisboa) no Ascensor da Bica, intitulada "Espectro", consiste no revestimento das duas cabines com uma película reflectora que irá, como um espelho, "reflectir a realidade circundante, sejam pessoas, casas e tudo o que acontece".
- Ascensor do Lavra,
Vasco Araújo (nascido em 1975, em Lisboa), instalou o seu projecto intitulado "A Viagem", através de placas com frases de Fernando Pessoa e do próprio artista coladas nos bancos do elevador. "É um trabalho profundo e intimista que interpela os passageiros, convidando-os a pensar"
- Ascensor da Glória
Susana Anágua (nascida em 1976, em Torres Vedras) criou uma proposta artística para o Ascensor da Glória que tem a ver com "o equilíbrio de forças, e a mecanicidade do equipamento", tendo-a intitulado "IN.TER.SEC.ÇÃO". Pintou com tinta fluorescente no chão, exactamente onde os ascensores se cruzam, e fixou focos de luz que são ligados quando as máquinas se ladeiam, iluminando os dois e a tinta colocada no pavimento.
A artista pretende “registar a experiência de encontros e desencontros que todos já experienciámos nos elevadores”. (e na vida digo eu :))
- Elevador de Santa Justa
Susana Mendes Silva (nascida em 1972, em Lisboa), vai convidar as pessoas a interagir através de um texto em várias línguas - colocado nos vidros do interior da cabine - que remete para um blogue na internet (http://santa-justa.blogspot.com/.) onde poderão deixar as memórias pessoais sobre a utilização daquele equipamento."
"O objectivo do desafio lançado aos quatro artistas é
"estabelecer uma ponte entre um passado de histórias e vivências com o presente e o futuro",
levando os passageiros a redescobrir estes históricos elevadores lisboetas, classificados como Património Nacional, explicou Lourenço Lucena, comissário da iniciativa.
Lourenço Lucena recordou que a Carris desenvolveu um projecto semelhante nos anos 80 com intervenções dos artistas Eduardo Nery, Calvé e José de Guimarães em autocarros de dois andares."
Para saber mais:
Acho estas iniciativas extremamente importantes. É importante que a arte saia à rua, que venha ao encontro das pessoas. Para que assim deixe um bichinho e para a próxima sejam as pessoas a ir ter com a arte.
A mim só me falta mesmo... Ver ao vivo toda esta obra de arte!! :) Porque sim, eu gosto de me encontrar com a arte. E gosto ainda mais quando ela me apanha desprevenida.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
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