De entre todas as etiquetas que nos tentam colocar.
A mais sem glória é a de sermos bem sucedidos.
Como se fossem precisas as nossas conquistas, os nossos resultados para termos o valor devido.
Como se tivessemos que falar muito e conhecer muita gente para sermos bem sucedidos.
Como se aquilo que somos não bastasse.
Nunca chega. Temos que ser mais e fazer mais.
E estar no mundo e fazer para o mundo.
De forma cansativa.
Se aqueles que nos ajudam a crescer são os que nos dão os puxões necessários.
O suporte é também necessário. Diria até primordial. Cada crescimento só faz sentido se dermos espaço para o integrar em quem somos. Nesse momento.
Aprender a caminhar sozinho é preciso.
Juntos vamos mais longe.
Mas há vezes em que juntos morremos na praia.
Sem sentido e a fazer comparações com quem nunca nos deviamos comparar.
Não quero que procurem em mim outro alguém. Não quero que me comparem.
Falta-me encontrar a gratuidade.
Ainda não a encontrei. Pelo menos não a senti.
A gratuidade do ser e dar.
Decisões díficeis fazem-nos crescer.
Deixar no passado o passado, significa deixar quem fomos no passado também um pouco por lá.
E isso dói.
Quero querer acreditar que a luz lá vem.
Quero acreditar que posso escrever, mesmo sem ter que escrever o melhor texto de sempre. Porque no fim é só e apenas um texto.
Birds fly...
sexta-feira, 16 de agosto de 2019
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