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domingo, 29 de maio de 2016
domingo, 4 de outubro de 2015
Dar corda a uma caixa de música.
Voltas e voltas até que soa a primeira nota. Muito suave. Muito doce. Numa ópera monumental...
La valse d'Amélie entoa então na ópera de Paris.
O simples e o sofisticado. O humilde e o onoroso. Que se entrelaçam em som.
No fim há sorrisos de quem percebe o momento,
O vermelho vai deixando o seu rasto na cidade (como nos quadros que vi à beira do Sena).
Também os perfumes se perdem no meio da correria.
E onde outrora se ouvia "o murmurar dos vestidos amarrotados", ouve-se agora o burburinho dos turistas misturado com flashes e ipods.
Ser contemporâneo também é construir a história que um dia será contada a alguém para contar os nossos tempos. As vidas que vivemos. Como as vivemos.
E no fim poderão dizer que em alguns aeroportos para celebrar um qualquer dia ligado ao piano foram deixados pianos à disposição de quem lhes quisesse dar vida. Para que se embale as partidas e as chegadas.
Dirão ainda que surgiu uma nova forma de escrever. Como esta que utilizo. Por meio de teclas em vez dos antigos lápis e caneta.
Estes são os tempos que se vão acrescentando à história. Um dia alguém a há-de recontar e repisar estes passos. Percebendo que o aqui e agora pode ser tão relativo. E que os mesmo sitios, as mesmas coisas podem ser vividas e tocadas de maneira tão diferente. Gosto de imaginar que os que a viveram nos vêem a revivê-la e sorriem.
Guardo a música do carrossel que roda e o piscar da torre Eiffel.
sábado, 29 de novembro de 2014
Índia - Somos um (Namaste!)
Tentativa de descrição 1:... falhada
Tentativa de descrição 2: ... falhada
Tentativa de descrição 3: falhada...
Não sei como descrever...
Não sei como descrever um mundo tão diferente, tão à parte. Tão fora do meu...
É um país que abana qualquer europeu, capaz de se deixar colocar à prova.
Desde a limpeza... que padrões tão diferentes!!!
Desde a comida... Please... eu não gosto de picante. not spicy? impossible!
Desde a cultura... que tudo influencia. A falta de ordem. E a ordem nesta falta.
As buzinas consecutivas e a inacreditável falta de acidentes.
Os cheiros. Muitos! Maus? Sim, às vezes. Bons? Sim às vezes.
Há quase uma mística na mistura de incenso. Uma ciência em apagar um cheiro mau, através da absorção deste no cheiro do incenso. A essência da flor de lótus em tudo o que ela simboliza e especialmente em tudo que ela simboliza naquele país.
Há uma mística com certeza nesta falta de pressa que se vive nas cadeiras onde vive tanta gente o seu dia.
E no corrupio delirante de som que se vive nas estradas.
Faz-me diferença! Coloca o meu corrupio em questão... Isso desacomoda-te.
Religião?
Uma boa definição!
Muitas, mais que muitas. Deuses e deuses. Muitos e muitos.
Crenças que moldam vidas.
Vidas que iluminam olhares de forma serena.
Um corpo sereno com um olhar a transbordar de energia.
Talvez seja este mistério que trouxe. Este olhar que permanece no meu. Este mistério.
O de se ser feliz com tão pouco. O de se ser feliz por se querer pouco.
Chamem-lhe o que quiserem hindus, budistas, o que for...
Todos partilham o mesmo conhecimento.
O da serenidade da espera, o da esperança no que lá vem.
O da alegria do presente.
O da simplicidade do serviço.
Não me esqueço. Duvido que o faça mesmo em toda uma vida.
E gosto. Gosto de me desacomodar. E de aprender tanto com isso.
Gostei da história que me contaram sobre ti e vou continuar a deixar-me embalar pelas histórias que ainda vou descobrindo com a minhas memórias.
A razão não a sei explicar, mas sempre que oiço esta música é desta viagem que me lembro.
"Hope when you take that jump
You don't fear the fall
Hope when the water rises
You build a wall
Hope when the crowd screams out
They're screaming your name
Hope if everybody runs
You choose to stay
Hope that you fall in love
And it hurts so bad
The only way you can know
Is give it all you have
And I hope that you don't suffer
But take the pain
Hope when the moment comes
You'll say...
(...) I, I did it all
I owned every second
That this world could give
I saw so many places
The things that I did
Yeah, with every broken bone
I swear I lived
Hope that you spend your days
But they all add up
And when that sun goes down
Hope you raise your cup
I wish that I could witness
All your joy and all your pain
But until my moment comes
I'll say...
(...)
I swear I lived"
Tentativa de descrição 2: ... falhada
Tentativa de descrição 3: falhada...
Não sei como descrever...
Não sei como descrever um mundo tão diferente, tão à parte. Tão fora do meu...
É um país que abana qualquer europeu, capaz de se deixar colocar à prova.
Desde a limpeza... que padrões tão diferentes!!!
Desde a comida... Please... eu não gosto de picante. not spicy? impossible!
Desde a cultura... que tudo influencia. A falta de ordem. E a ordem nesta falta.
As buzinas consecutivas e a inacreditável falta de acidentes.
Os cheiros. Muitos! Maus? Sim, às vezes. Bons? Sim às vezes.
Há quase uma mística na mistura de incenso. Uma ciência em apagar um cheiro mau, através da absorção deste no cheiro do incenso. A essência da flor de lótus em tudo o que ela simboliza e especialmente em tudo que ela simboliza naquele país.
Há uma mística com certeza nesta falta de pressa que se vive nas cadeiras onde vive tanta gente o seu dia.
E no corrupio delirante de som que se vive nas estradas.
Faz-me diferença! Coloca o meu corrupio em questão... Isso desacomoda-te.
Religião?
Uma boa definição!
Muitas, mais que muitas. Deuses e deuses. Muitos e muitos.
Crenças que moldam vidas.
Vidas que iluminam olhares de forma serena.
Um corpo sereno com um olhar a transbordar de energia.
Talvez seja este mistério que trouxe. Este olhar que permanece no meu. Este mistério.
O de se ser feliz com tão pouco. O de se ser feliz por se querer pouco.
Chamem-lhe o que quiserem hindus, budistas, o que for...
Todos partilham o mesmo conhecimento.
O da serenidade da espera, o da esperança no que lá vem.
O da alegria do presente.
O da simplicidade do serviço.
Não me esqueço. Duvido que o faça mesmo em toda uma vida.
E gosto. Gosto de me desacomodar. E de aprender tanto com isso.
Gostei da história que me contaram sobre ti e vou continuar a deixar-me embalar pelas histórias que ainda vou descobrindo com a minhas memórias.
A razão não a sei explicar, mas sempre que oiço esta música é desta viagem que me lembro.
"Hope when you take that jump
You don't fear the fall
Hope when the water rises
You build a wall
Hope when the crowd screams out
They're screaming your name
Hope if everybody runs
You choose to stay
Hope that you fall in love
And it hurts so bad
The only way you can know
Is give it all you have
And I hope that you don't suffer
But take the pain
Hope when the moment comes
You'll say...
(...) I, I did it all
I owned every second
That this world could give
I saw so many places
The things that I did
Yeah, with every broken bone
I swear I lived
Hope that you spend your days
But they all add up
And when that sun goes down
Hope you raise your cup
I wish that I could witness
All your joy and all your pain
But until my moment comes
I'll say...
(...)
I swear I lived"
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
O passado que não restauramos em nós.
Rumo a um novo sol.
Penso muito enquanto conduzo.
Revejo muito o que sinto na estrada.
Na estrada em que passo todos os dias quando vou trabalhar há agora a construção de uma nova estrada. Uma nova ponte...
Podemos fazer simbologia com tudo o que quisermos. Mas não sei, gosto de sentir que se constroem novas pontes em mim. Acredito que não se restauram passados por mais que os queiramos bem, mas acredito que há partes em cada um de nós que perdemos entretanto entre esse passado e este presente que podem ser restauradas. Criando pontes entre aquilo que fomos e aquilo que somos no agora, neste presente que nos leva ao nosso futuro. Mas que embala este passado que passou em nós.
E surgem histórias em mim.
O telefone que não mais tocou.
A pura consumação do vazio que te encontrei no olhar e que percebi que o meu espelhava também.
Cometemos tantos erros num simples pestanejar. Não sei remediar isso. Mas não sou boa a aceitar derrotas. No entanto, esta aceito como quase inevitável ou pelo menos previsível.
Onde anda esse querer bem sem egoísmos que sei que existe. Não o encontro em mim ainda.
Mas continuo a acreditar que existem mãos que se dão como laços de lealdade, suaves como a ternura de quem quer cuidar.
E há no fim de tudo, na base de tudo, um silêncio que sabemos deixar por contar.
Espero para contemplar esse azul.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Declaração de (in)dependência
Hoje soou-me a isto... mais que nunca...
Há aquele arrepio que nos dá naquilo que somos. Naquilo de que não conseguimos abdicar sejam quais forem as consequências que daí advenham...
Há uma autenticidade em mim... que não se vende...
Sinto isso e sinto que não estou disposta a deixá-la fugir...
E quem sabe haja males que vêm por bem... Gosto de acreditar nisto... Sou uma entusiasta se calhar...
(desabafos de um dia de frio na alma...)
"Hey, baby
"Hey, baby
whats going on?
We lost control and you lost your tongue
You lost me
Deaf in my ear
Nothing you can say is gonna change the way I feel"
Kings of convinience
sábado, 17 de dezembro de 2011
Agora que estás prestes a fechar esses teus olhos azuis, peço-te que os abras para veres tudo o que percorremos, é isso que faço hoje, viajo por meio de lembranças, acidentes, belas vistas, inesperados...
Por mais que acelere, acho que não vou chegar a tempo, para que possas ver tudo... Mas acho que não é preciso, já os saboreaste comigo uma vez, isso basta.
“I want so much to open your eyes
´Cause I need you to look into mine
(…)
Get up, get out, get away from these liars
´Cause they don't get your soul or your fire
Take my hand, knot your fingers through mine
And we'll walk from this dark room for the last time
Every minute from this minute now
We can do what we like anywhere”
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Quando as nossas expectativas não se cruzam com a nossa realidade.
Quando percebemos que afinal não somos livres.
Quando não podemos dizer tudo o que achamos estar certo ou errado.
Quando percebemos que muitas vezes só o podemos dizer até onde isso não interfira com o
chamado "sistema".
Quando nos acomodamos com esta aceitação.
Quando somos educados para um dado estilo de vida e somos confrontados com a impossibilidade de o viver.
Quando temos vontade de virar o "sistema" ao contrário, mas não temos a certeza que isso faça com que tudo fique bem.
Quando queremos construir, mas tudo o que temos é areia.
Quando tudo isto acontece quando estamos a dar os primeiros passos por nós próprios.
Quando percebemos que os valores que nos guiam não são obrigatoriamente aqueles que nos rodeiam.
Quando percebemos que a simpatia pode ser a melhor capa para as mais perversas exigências.
Só há uma pergunta...
Nunca te disseram que custa crescer?
domingo, 27 de novembro de 2011
Gosto de novos sotaques!
Há encontros inesperados que nos deixam com um arrepio... É como se vissemos o nosso futuro, sem ainda termos chegado lá...
Ouvimos calados com aquele sorriso, que apenas devolve sem dizer um...
“Sei tão bem o que dizes!”
Deixou-me com a vontade de mudar esse futuro.
Mas acabei por descobrir que apesar do que dizemos, o futuro não depende exclusivamente das nossas escolhas... Pelo menos não de forma única. Gostava mais de pensar que sim. Assim, é mais difícil. Caímos no erro (?) de querer mudar os outros. De não os aceitarmos como são. Assim ou de outra maneira. Apenas e só, porque nós não queremos que eles assim sejam... Fico inquieta. Assusta-me esta impotência. Assusta-me este ter que investir e apenas confiar que vai dar certo, sem certezas.
Gosto de terras seguras. Gosto de saber onde piso e onde quero chegar. Mas esta sensação que o caminho a determinada altura me pode fazer perder. ai... Não gosto! Gosto de ter as coisas controladas. Mas no final de contas, adoro surpresas! Fico a aguardar por elas.
Fico a aguardar que o futuro me surpreenda.
“ tempo, tempo, tempo, tempo, tempo”
sábado, 24 de setembro de 2011
Ouves o tique-taque?
Descobri que há um ponteiro de segundos...
E curiosamente é precisamente ele que marca o tique-taque que há meses aqui falava.
Engraçado...
Passaste por mim vezes sem conta, às voltas com o tempo. E talvez por um segundo ser tão fugaz, não tive tempo para em ti reparar.
Agora vejo que te encontraste comigo na hora certa...
Mostras-me a intensidade que cada segundo marca e eu mostro-te a importância das horas que devagar passam. Acho que quem para ti olhar, vai pensar que é ao contrário.
Gosto da capacidade dos teus segundos se transformarem nas minhas horas.
E gosto quando as minhas horas parecem os teus segundos.
Só ainda não percebi uma coisa? O nosso relógio é de corda? É que ouve-se tão bem o tique-taque. E gosto disso... de te ouvir a aproximar.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
"Cuidas de mim, eu cuido de ti também"
Esta coisa das relações é complicada.
É-me complicada.
Vá lá!Admite! É-te complicada.
Cada um à sua maneira faz as suas opções.
Desde os que se casam e descobrem que queriam estar sozinhos
aos que vivem sozinhos porque descobriram que andar de saltimbanco não os preenchia.
Depois há ainda os que dizem que nunca se vão apaixonar, porque não têm tempo ou disponibilidade
(até ao dia em que acontece...)
e os que se apaixonam a toda a hora e tentam com os sinais que pensam que vêem, encontrar a sua história "felizes para sempre".
A minha começa com letras que nem conhecia e foi preciso que fizesses um ponto de exclamação para eu parar de espanto e para ti olhar.
Os meus olhos começaram com reticências, mas eu sabia que apenas respondiam à tua pontuação.
Como se dissessem... Há mais para dizer... Há mais para ouvir...
Gostei quando disseste "Não há heróis, não há príncipes encantados".
(Agora adivinhas os meus balões de pensamento é?)
Gostei quando o disseste e terminaste com um ponto final de obrigatória pausa.
Agora fazemos parágrafo e tu dizes que vamos iniciar um novo assunto.
Não sei se hei-de iniciar a frase com travessão para falar ou se espero para te ouvir.
Não sei. Não sei se quero falar, se ouvir.
Não sei se quero ouvir contar uma história com um "felizes para sempre".
Mas acho que já descobrimos que queremos algures escrever "e viveram felizes"...
Consegues ver estas reticências nos nossos olhos?
Sei que sim quando me respondes: - Vamos lá construir a nossa história.
"Se cuidas de mim,
Eu cuido de ti também."
É por isto que digo que isto das relações é-me complicado...
Não devia haver a premissa SE no inicio, estou certa?
É-me complicada.
Vá lá!Admite! É-te complicada.
Cada um à sua maneira faz as suas opções.
Desde os que se casam e descobrem que queriam estar sozinhos
aos que vivem sozinhos porque descobriram que andar de saltimbanco não os preenchia.
Depois há ainda os que dizem que nunca se vão apaixonar, porque não têm tempo ou disponibilidade
(até ao dia em que acontece...)
e os que se apaixonam a toda a hora e tentam com os sinais que pensam que vêem, encontrar a sua história "felizes para sempre".
A minha começa com letras que nem conhecia e foi preciso que fizesses um ponto de exclamação para eu parar de espanto e para ti olhar.
Os meus olhos começaram com reticências, mas eu sabia que apenas respondiam à tua pontuação.
Como se dissessem... Há mais para dizer... Há mais para ouvir...
Gostei quando disseste "Não há heróis, não há príncipes encantados".
(Agora adivinhas os meus balões de pensamento é?)
Gostei quando o disseste e terminaste com um ponto final de obrigatória pausa.
Agora fazemos parágrafo e tu dizes que vamos iniciar um novo assunto.
Não sei se hei-de iniciar a frase com travessão para falar ou se espero para te ouvir.
Não sei. Não sei se quero falar, se ouvir.
Não sei se quero ouvir contar uma história com um "felizes para sempre".
Mas acho que já descobrimos que queremos algures escrever "e viveram felizes"...
Consegues ver estas reticências nos nossos olhos?
Sei que sim quando me respondes: - Vamos lá construir a nossa história.
"Se cuidas de mim,
Eu cuido de ti também."
É por isto que digo que isto das relações é-me complicado...
Não devia haver a premissa SE no inicio, estou certa?
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Hoje vai ser diferente.
Hoje não vou dizer mais uma vez que estou a trabalhar ou que no dia em que queremos marcar encontros vou estar a trabalhar.
Vou contar-vos o que vou vivendo quando não estou convosco, boa?
A música que ouvem é uma das que fazem parte da banda sonora dos meus dias de trabalho. E acho-a adequada ao que vos vou contar. ;)
Gosto quando me mostram a fotografia da filha que tem os dois netos mais bonitos que podiam existir.
Gosto quando me querem oferecer azevinhos.
Gosto quando pequenos de meio metro vêm ter comigo atrás do balcão, para me dar um abraço ou um beijinho.
Gosto quando pequenos ainda de colo ficam a chorar quando têm de ir embora.
Gosto quando me olham e logo se abre um sorriso.
Gosto quando me atrapalham quando estou a contar a caixa.
Gosto quando nos rimos até chorar.
Gosto quando me contam anedotas.
Gosto quando se partilha o que nos dói cá dentro, mesmo que isso traga algumas lágrimas.
Gosto quando chegam mal humorados e saem com um sorriso.
Gosto quando comemos natas ou caramujos.
Gosto quando me pegam nas mãos e me agradecem apenas com um olhar, porque já tudo foi dito.
Gosto quando fora do trabalho nos perdemos por essas paisagens fora e
gosto quando trocamos mensagens ou passamos horas ao telefone
Parece perfeito? Não é! Mas se ouvirem dizer que quando digo isto me brilham os olhos... Não duvidem! ;)
quinta-feira, 14 de julho de 2011
A casa onde moram os meus sonhos, os meus medos, as minhas memórias, os meus arrependimentos...
A casa que gostava de mobilar, mas há coisas que não se conseguem mudar de sitio...
Há móveis que são pesados demais...
Mas há sempre alguém que chega e diz... Não podes mudar o que já tens, mas podes arranjar uma casa maior. Vamos? A carrinha das mudanças já está a apitar...
terça-feira, 31 de maio de 2011
Grandes noites!!
Ouço-as a prepararem-se...
Vai ser uma grande noite...
Ando pela noite e... entro nas discotecas...
Parece que entro numa área de caça restrita.
Todos querem ficar com a melhor presa, mas não querem ficar presos.
Eu seduzo-te e tu a mim também.
A capacidade que tenho de te seduzir deixa-me a sorrir.
A de me seduzires também.
Serei só eu que já não posso com bla, bla, bla’s banais?
Cada um ouve o que quer.
Dou por mim perdida entre os que me rodeiam, que apenas perseguem o próximo alvo.
Quem tiver que vir, virá...
Quando não estiveres a olhar para o seu rasto.
E bem com isto percebo, que não sou menina de caça grossa, mas antes sensível demais...
Ou então gosto de me iludir com isso...
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quarta-feira, 25 de maio de 2011
Ilusões?
Iludo-me muitas vezes, pensando que encontrei alguém que toquei e que me tocou.
Alguém que reparou nos meus traços e em cada olhar meu: como se move, onde pára, onde descansa, onde se perde.
Mas depois vejo que nos tocámos, mas de raspão e até quem sabe sem querer.
Será que é quem sabe?
Fugas que se chocaram, como balas que rasam a pele e deixam a sua marca, mas que continuam a sua trajectória.
E sem dar por isso aparecem-nos pessoas (?) que não pode ser...
Nada as atinge!
Mas estas pessoas não existem, pois não?
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quinta-feira, 19 de maio de 2011
Encontros ou construções?
De Damon winter do blog: http://fotosilde.blogspot.com/
mas as pessoas nao se encontram
as pessoas constroiem-se
derrubando paredes nossas e muros delas
Uma menina disse
loooool
ai que isto soa a tão familiar
mas para que possas construir
tens que te encontrar...
Um menino disse
sim
mas às vezes é do nada
Uma menina disse
o encontro sim
a construção não
Um menino disse
sim
Uma menina disse
a construção exige perseverança
Um menino disse
e vontade
Uma menina disse
e n é nada fácil
Um menino disse
e entrega
Uma menina disse
e coragem!
Um menino disse
e deixar o nosso orgulho pra trás
e tornar-nos vulneráveis
Uma menina disse
e o medo
exactamente!”
Houve uma noite,
Não há muito tempo…
Em que um menino e uma menina partilharam o quanto já perderam…
Por medo…! Por muros…
Perceberam o quanto se perde quando têm medo de construir, reconstruir ou até mesmo quando apenas destroem tudo o que poderia ter sido…
Não sabem ainda lidar bem com isso,
apesar de pensarem que são capazes de deixar de sonhar.
Mas a conclusão a que chegam é bonita não?
Agora falta a parte prática…
Porque no final de contas…
Apenas ainda não encontraram?
Apenas ainda não construíram…
Dedicado a ti que ainda não encontraste... Não desistas! ;)
Sabes bem quem és! :)
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Não me olhes assim...
Sinto o teu olhar sobre mim.
E olho para ti também.
Mas rapidamente fujo para longe.
Quero evitar que me roubes aquilo que não quero dar-te... um pedacinho do que é meu.
Do que sou... O meu coração.
Já o cerquei em grades e mesmo assim ele insiste! Quer fugir!
Para te encontrar e no teu olhar se perder.
Mas é ai então, que enfrento esse teu coração e digo:
“- Não me olhes assim, que não penso dar-te...”
domingo, 15 de maio de 2011
Descalça e em silêncio
Um fim de semana de memórias...
Começa com um excerto que me traz tantas lembranças... Tantas saudades!
“A conversa após jantar falava da gente que vivia ali, dos missionários das outras missões e do trabalho ainda por fazer... (...)
Na estação seca chove todos os dias, não há estradas de asfalto neste lugar, a vegetação é luxuriante, tropical, uma temperatura sempre a rondar os 30 graus e muito húmido, as crianças quando ouvem os carros, correm junto das picadas a gritar. (...) a sorrir e a dizer adeus (...)
O luar ilumina o pátio da missão onde os pirilampos pirilampam como faróis de costa a indicar abrigos, portos à deriva é o que são, intermitentes sinais, códigos genéticos perdidos netse lugar com sentido que nos fazem questionar a Vida de uns e de outros.”
Do livro “Câmara de Reflexão – uma imagem, mil palavras”
Saboreei este fim de semana uma importante, senão das mais importantes lições de vida, senti-a!
“Diante do sofrimento humano, na maior parte dos casos, as palavras são sempre demais. Aproximarmo-nos do sofrimento, o nosso e dos outros, implica fazê-lo em silêncio, com um coração humilde, um coração de irmão. O sofrimento humano é “um terreno no qual devemos caminhar descalços” e diante do qual não podemos virar a cara ou simplesmente fechar o coração.”
De “Cartas p’ra Missão” – Grupo missionário JP2
Aqui bem perto, mais perto até do que julgava (como muitas vezes acabamos por perceber) descalcei-me e encontrei este silêncio, fiz parte deste silêncio. Um silêncio que não se cala, mas que escuta e vê.
Um silêncio que partilha esses olhos em que as lágrimas não se escondem, nem as lembranças que se preferiam esquecidas.
Um silêncio que muitas vezes acompanha a escuridão.
Mas nem sempre é preciso ver, para saber que estás ai...
quarta-feira, 4 de maio de 2011
...
Ando a falar de vazios em nós.
A percepcioná-los em mim e em quem me rodeia.
Dizemos que é...
da cidade onde estamos,
dos grupos a que pertencemos,
do trabalho que temos ou mesmo de não o termos,
das pessoas de quem nos afastámos ou que se afastaram.
No final de contas, não será antes da nossa incapacidade em sabermos o que queremos e onde queremos chegar?
Temos que começar a definir rotas. Tenho? Tenho mesmo!
Vou procurar um mapa e a luz para o caminho.
domingo, 27 de março de 2011
O meu relógio é dos antigos. Ouves o tique-taque?

Voltas e voltas ao relógio até que os nossos ponteiros se cruzassem.
Marcava uma hora bem diferente daquela que consigo agora ler no relógio.
Foi apenas um minuto que durou... O da hora certa!
Mas logo fomos avisados que a hora iria mudar em breve e com a pressa de nos atrasarmos...
Adiantámo-nos!
Tanto... Que nos desencontrámos!
A partir daí,
eu marcava as horas para te encontrar e
tu os minutos para te despedires.
Acho que apenas nos resta um segundo.
Aquele que chega antes do fim da minha hora e do início do teu minuto.
Embora fugaz faz diferença!
Engraçado como o relógio não pára e como estes segundos se sucedem...
Mas...
Começo a sentir que o relógio está a ficar sem pilhas,
pois pressinto o meu ponteiro a andar cada vez mais devagar.
E com isso... As horas demoram mais a passar
E com o tempo...
O meu ponteiro parará numa hora qualquer, assim como o teu num qualquer outro minuto.
Mas gosto de pensar que assim deixarei de marcar horas para te encontrar,
pois tu deixaste de marcar minutos para te despedires.
E de repente, não ouves as badaladas?
É meia-noite...
A hora certa!
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Na voz dos que sofrem padecem sinais...
Doeu mais que um corte na pele.
E disso tenho a certeza...
Começa tudo com uma mulher, de meias, mas sem sapatos, sem um casaco num dia de imenso frio, que se senta apertando as mãos uma de encontro a outra... A meu lado numa dessas estações por ai.
A história, parte dela só percebi mais tarde...
O seu homem apareceu pouco depois, de cara vermelha e fechada e notoriamente embriagado.
Ambos com um cheiro a pobreza que de longe se pressentia.
E no meio de tudo isto, aparecem dois jovens de coração bonito com coragem para vencer a indiferença.
No olhar e nas lágrimas desta mulher respirava-se a violência vivida.
No estomago, a lembrança da única refeição do dia... uma salada de fruta!
Na voz do seu companheiro sentia-se o medo das autoridades.
O hospital, o próximo espaço? Apesar do estado de desorientação desta mulher, o INEM afirma que é já um caso crónico, pelo que nem a levará.
No fim, percebi, que a cena nada tinha de novo... e que afinal de contas a pobreza maior é a de quem se perde na vida.
Falamos muitas vezes da grande capacidade de sermos capazes de nos tornarmos pequenos, mas há vezes em que gostávamos de não o ser, para que assim pudéssemos mudar o mundo.
A história destes guerreiros do nada, continua numa qualquer rua próxima de nós.
Mas e o que é que fazemos para a mudar?
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Encontros. Não de palavras, e sim de tudo o que nem é preciso ser dito, porque é partilhado a um nível de sensibilidade intuitiva partilhad...
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É engraçado a forma como as músicas do Tiago Bettencourt acompanham a minha vida. Mais uma vez uma música espelha o que vivo, a transição q...
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Todas as cores do mundo. Puro êxtase. É assim que vejo Copenhaga. Gente bonita. Espaços limpos. Acho que Copenhaga gosta de ser assim. Quan...
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Sara Bareilles - King of Anything from Sam Garvey on Vimeo . Dedicado a ti... Que sabes tanto dos meus pequenos nadas, e que me mostras...


