Apenas 5% da população mundial consegue perceber a diferença que existe entre o sentir e o pensar e qual a diferença entre o processo da sensação, percepção e a sua constituição em pensamento. Apenas 5% consegue controlar este processo.
Acredito que apenas 5% das pessoas consegue perceber qual a influência das emoções no pensamento e assim são capazes de pensar com o coração.
Já todos conhecemos os chamados de 5% (que pensam com o coração) e os chamados 95% (que apenas pensam ou que muitas vezes até preferem não pensar e aceitam todas as verdades que lhe são contadas sem as colocarem em questão).
É difícil encontrar estes 5%. Não é que andem escondidos, mas por vezes passam despercebidos.
Quando os 5% se encontram acontece uma mística... Sem palavras comunicam, porque para o coração apenas é necessária a cumplicidade que se gera e o ressoar dos pensamentos no olhar partilhado.
Têm olhares diferentes, sentimentos diferentes, maneiras de pensar diferentes.
Penso que alguns 95% também viram 5%.
E que os 5% têm muitos momentos de 95%, mas que o percepcionam claramente.
Contrariando todas as regras
5% + 5% = + infinito
é uma potenciação reciproca, que algumas vezes de tão desgastante que é, obriga a que haja também:
5% + 95% = 100%
que ao se contrabalançarem se complementam sem desgaste...
Procuro um 5% que me potencie e que ao mesmo tempo me complemente nos meus momentos de 95%...
Acho que já encontrei 4...
Dedico-vos a vocês que pertencem a uns tais cinco 5%...
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terça-feira, 25 de setembro de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
“- Adeus – disse para a flor.
Mas ela nao lhe respondeu.
- Adeus – repetiu o principezinho.
A flor tossiu. Mas nao era por causa da constipação.
- Fui muito parva – acabou por dizer. – Desculpa. Tenta ser feliz.
Ficou espantado por ela não se pôr com recriminações. ...
- Porquê essa admiração? É óbvio que eu gosto de ti – disse a flor- Por culpa minha nunca o soubeste. Mas, hoje, isso já não tem importância nenhuma. Olha, tu também foste tão parvo como eu. Agora, tenta ser feliz... e deixa essa redoma em paz. Não preciso dela.
- E o vento?
- Não estou tão constipada como isso... o fresco da noite só me pode fazer bem. Sou uma flor!
- E os bichos?
- Duas ou três lagartas terei mesmo de suportar para ficar a conhecer as borboletas. Dizem que são bonitas! E que outras visitas podem aparecer por cá? Tu, tu hás-de estar longe. E dos bichos maiores não tenho nada a temer. Afinal, para que quero eu as minhas garras?
Mais uma vez exibia ingenuamente os quatro espinhos.”
“«Cativar» quer dizer o quê?
- É uma coisa de que toda a gente se esqueceu – disse a raposa. – Quer dizer «criar laços»...
- ... por enquanto tu não és para mim senão um rapazinho perfeitamente igual a cem mil outros rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto eu não sou para ti senão uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativares, passamos a precisar um do outro (...)
– Sabes há uma certa flor... tenho a impressão que ela me cativou...
(...)
Mas voltou (a raposa) a insistir na mesma ideia:
- Se tu me cativares, a minha vida fica cheia de sol. Fico a conhecer uns passos diferentes de todos os outros passos. Os outros passos fazem-me fugir para debaixo da terra. Os teus hão-de chamar-me para fora da toca, como uma música. E depois, repara! Estás a ver aqueles campos de trigo ali adiante? (...) os campos de trigo não me fazem lembrar nada. (...) Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então, quando tu me tiveres cativado, vai ser maravilhoso! O trigo é dourado e há-de fazer-me lembrar de ti (...)
- Se fazes favor... Cativa-me! – acabou finalmente por pedir.
- Eu bem gostava – respondeu o principezinho, - mas não tenho muito tempo. Tenho amigos para descobrir e uma data de coisas a conhecer...
- Só conhecemos o que cativamos (...)
- Tens de ter muita paciência. Primeiro, sentas-te longe de mim, assim, na relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas podes-te sentar cada dia um bocadinho mais perto... (...)
- Se vieres às quatro horas, às três, ja eu começo a estar feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sinto. Às quatro em ponto hei-de estar toda agitada e toda inquieta: fico a conhecer o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca vou saber a que horas hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito...”
Antoine De Saint-Exupery "O Principezinho"
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Viagens? e se for low cost?
Ando numa de viagens... E de preferência baratinhas e em conta.
Há uns dias ouvia uma amiga dizer-me que ia até França... Perguntei-lhe porquê esse destino e o porquê da viagem. A resposta? Posso dizer que foi sublime (a meu ver). O destino era por termos de comodidade, mas a razão da viagem é sem dúvida fantástica:
- "Este ano vai ser duro em termos de crise. Eu para combater este ataque depressivo geral vou fazer uma viagem no fim dos exames."
Acho que é isto sem dúvida. Claro que nem sempre é possível, eu sei! Mas para aqueles que for, acho que o devem fazer, eu vou tratar de fazer o mesmo. Poupar em tudo o que for possível, viver a vida dentro das minhas possibilidades, mas fazer aquilo que me der prazer nem que seja em "low cost".
E por acaso ou não, encontrei um programa na RTP 2 chamado mesmo assim "Low Cost". (Muitas vezes queixamo-nos que na televisão pública não dá nada como deve ser... Aí está uma proposta para nos deixar caladinhos e deliciados em frente ao ecrã) Experimentem!
Este fim de semana falou-se da nossa querida Lisboa. Nos próximos serão descobertas: Madrid, Valência, Paris, Londres, Nápoles, Roma, Budapeste, Berlim, Atenas, Helsínquia, Viena, Amsterdão.
Aconselho-vos a ter um caderno à mão quando assistirem, já agora. :)
Deixo-vos aqui a sinopse do programa:
Low Cost é um desafio para tentar provar que viajar pode ser mais barato do que pensamos. Apenas temos de saber como. Low Cost é a chave! Um jovem passa o fim de semana numa cidade europeia com um orçamento limitado: 200 € para estadia, transportes, refeições, compras, museus, visitas culturais e ainda ... saír à noite. Em cada episódio vamos passar um fim-de-semana numa cidade emblemática europeia, visitando os monumentos mais característicos, provando a sua gastronomia, procurando os espectáculos mais típicos..
Há uns dias ouvia uma amiga dizer-me que ia até França... Perguntei-lhe porquê esse destino e o porquê da viagem. A resposta? Posso dizer que foi sublime (a meu ver). O destino era por termos de comodidade, mas a razão da viagem é sem dúvida fantástica:
- "Este ano vai ser duro em termos de crise. Eu para combater este ataque depressivo geral vou fazer uma viagem no fim dos exames."
Acho que é isto sem dúvida. Claro que nem sempre é possível, eu sei! Mas para aqueles que for, acho que o devem fazer, eu vou tratar de fazer o mesmo. Poupar em tudo o que for possível, viver a vida dentro das minhas possibilidades, mas fazer aquilo que me der prazer nem que seja em "low cost".
E por acaso ou não, encontrei um programa na RTP 2 chamado mesmo assim "Low Cost". (Muitas vezes queixamo-nos que na televisão pública não dá nada como deve ser... Aí está uma proposta para nos deixar caladinhos e deliciados em frente ao ecrã) Experimentem!
Este fim de semana falou-se da nossa querida Lisboa. Nos próximos serão descobertas: Madrid, Valência, Paris, Londres, Nápoles, Roma, Budapeste, Berlim, Atenas, Helsínquia, Viena, Amsterdão.
Aconselho-vos a ter um caderno à mão quando assistirem, já agora. :)
Deixo-vos aqui a sinopse do programa:
Low Cost é um desafio para tentar provar que viajar pode ser mais barato do que pensamos. Apenas temos de saber como. Low Cost é a chave! Um jovem passa o fim de semana numa cidade europeia com um orçamento limitado: 200 € para estadia, transportes, refeições, compras, museus, visitas culturais e ainda ... saír à noite. Em cada episódio vamos passar um fim-de-semana numa cidade emblemática europeia, visitando os monumentos mais característicos, provando a sua gastronomia, procurando os espectáculos mais típicos..
sábado, 29 de outubro de 2011
"Esperei-te no fim de um dia cansado
À mesa do café de sempre
...
Alguém me sorri do balcão corrido
Alguém que me faz sentir
Que há lugares que são pequenos abrigos
Para onde podemos sempre fugir
À mesa do café de sempre
...
Alguém me sorri do balcão corrido
Alguém que me faz sentir
Que há lugares que são pequenos abrigos
Para onde podemos sempre fugir
Da tarde tão fria há gente que chega
E toma um café apressado"
E toma um café apressado"
E nos meus pensamentos algo se repete
" Mas porque é que a gente não se encontra?
Já estou farta disto, farta de verdadeVou beber a bica, sentar e pensar
Ver se esta saudade, ai fica ou não fica
E talvez sem querer, não querem lá ver
Sem te procurar te veja passar"
Acho que é isto...
Uma saudade que não se vê, mas se sente.
E um encontro não marcado, mas desejado.
Obrigada por me acordares deste sono profundo, mas sabes que gosto de sonhar.
E às vezes, esqueço-me que os sonhos se constroem deste lado...
Do lado do meu coração acordado.
Eu posso ir, mas eu volto.
Porque só "as coisas vulgares da vida, não deixam saudade".
ps: falei-te por meio de músicas que gosto... Acho que uma das melhores maneiras de falar é a cantar... procura as músicas e saberás o resto da história. se tiveres dificuldade, diz-me que eu ajudo. (como sempre sorella) ;)
domingo, 15 de maio de 2011
Descalça e em silêncio
Um fim de semana de memórias...
Começa com um excerto que me traz tantas lembranças... Tantas saudades!
“A conversa após jantar falava da gente que vivia ali, dos missionários das outras missões e do trabalho ainda por fazer... (...)
Na estação seca chove todos os dias, não há estradas de asfalto neste lugar, a vegetação é luxuriante, tropical, uma temperatura sempre a rondar os 30 graus e muito húmido, as crianças quando ouvem os carros, correm junto das picadas a gritar. (...) a sorrir e a dizer adeus (...)
O luar ilumina o pátio da missão onde os pirilampos pirilampam como faróis de costa a indicar abrigos, portos à deriva é o que são, intermitentes sinais, códigos genéticos perdidos netse lugar com sentido que nos fazem questionar a Vida de uns e de outros.”
Do livro “Câmara de Reflexão – uma imagem, mil palavras”
Saboreei este fim de semana uma importante, senão das mais importantes lições de vida, senti-a!
“Diante do sofrimento humano, na maior parte dos casos, as palavras são sempre demais. Aproximarmo-nos do sofrimento, o nosso e dos outros, implica fazê-lo em silêncio, com um coração humilde, um coração de irmão. O sofrimento humano é “um terreno no qual devemos caminhar descalços” e diante do qual não podemos virar a cara ou simplesmente fechar o coração.”
De “Cartas p’ra Missão” – Grupo missionário JP2
Aqui bem perto, mais perto até do que julgava (como muitas vezes acabamos por perceber) descalcei-me e encontrei este silêncio, fiz parte deste silêncio. Um silêncio que não se cala, mas que escuta e vê.
Um silêncio que partilha esses olhos em que as lágrimas não se escondem, nem as lembranças que se preferiam esquecidas.
Um silêncio que muitas vezes acompanha a escuridão.
Mas nem sempre é preciso ver, para saber que estás ai...
domingo, 8 de maio de 2011
"Eu sei que é fácil de montar o aparato da menina que é culta"
Zero a zero, não me espanta o impasse
Se você quer, escondo o medo sem mostrar como o faço
No entanto amargo a cada som que não me sai, que adormeço
Tenho cara de quem morde mas apenas sou o que mereço
Uma oração pra perder o meu embaraço
Em hora sã hei-de por termo ao que só me traz cansaço
A cada cara à minha volta que me fita só que eu não posso ver
Que tem a fé num perfeito que eu não sei fazer
E eu sei de mais ou menos cem
Quiçá eu não apareço hoje....
Quero ficar bem a sós
Amuada no meu canto e a aquecer a voz.
Eu sei que é fácil de montar o aparato da menina que é culta
Mas também, sorrir sai mais barato que cuspir pensamentos à solta
E olha quem, tem a fome da sinceridade ao menos não te dei a volta
E eu não volto a jogar à cabra-cega com usted
Nunca sei porquê o maltrato é um unguento
Que sem ninguém ver vai guardando cimento
A cada cara à minha volta vou lhe dizer só que eu não posso mais...
Quero sedar o meu som confinar-me a afinar em silêncio
Eu sei que é fácil de montar o aparato da menina que é esperta
Mas também, fugir pra ti faz parte de investir na pessoa certa
E olha quem vem agora pra ficar é que eu ao menos não deixei aberta
A minha porta a ver quanto tempo sobra pra quem vem
A minha porta a ver quanto tempo sobra
(...)
E eu não volto a jogar à cabra-cega...
"Como acontece nos melhores intérpretes e autores, o que importa é o que não é dito, são as entrelinhas, o silêncio que Márcia deixa respirar e que é onde está tudo o que não é possível dizer através das grades das palavras. Seja apenas acompanhada pela viola ou com arranjos que juntam mais instrumentos, como acontece no seu óptimo álbum de estreia, esse silêncio – essa verdade - está sempre presente. E ouve-se bem, e tantas vezes é igual a nós."
Nuno Miguel Guedes
domingo, 27 de março de 2011
O meu relógio é dos antigos. Ouves o tique-taque?

Voltas e voltas ao relógio até que os nossos ponteiros se cruzassem.
Marcava uma hora bem diferente daquela que consigo agora ler no relógio.
Foi apenas um minuto que durou... O da hora certa!
Mas logo fomos avisados que a hora iria mudar em breve e com a pressa de nos atrasarmos...
Adiantámo-nos!
Tanto... Que nos desencontrámos!
A partir daí,
eu marcava as horas para te encontrar e
tu os minutos para te despedires.
Acho que apenas nos resta um segundo.
Aquele que chega antes do fim da minha hora e do início do teu minuto.
Embora fugaz faz diferença!
Engraçado como o relógio não pára e como estes segundos se sucedem...
Mas...
Começo a sentir que o relógio está a ficar sem pilhas,
pois pressinto o meu ponteiro a andar cada vez mais devagar.
E com isso... As horas demoram mais a passar
E com o tempo...
O meu ponteiro parará numa hora qualquer, assim como o teu num qualquer outro minuto.
Mas gosto de pensar que assim deixarei de marcar horas para te encontrar,
pois tu deixaste de marcar minutos para te despedires.
E de repente, não ouves as badaladas?
É meia-noite...
A hora certa!
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
O Meu Coração
Meu coração é um viajante
Que se entrega num instante
Por ai a onde for
Acha que sabe bem o que eu preciso
Prende-se a qualquer sorriso
Sem motivos de maior
O meu coração é inocente
Pensa que a vida é um mar de rosas
Mas eu que vi espinhos em toda a gente
Afasto essas certezas duvidosas
O meu coração é um bicho muito estranho
Que se esconde e não responde a quem chamei
Alérgico ao exterior vive na toca
Onde se esconde e sufoca por não ver entrar o ar
O meu coração vive trancado
Diz que atirou a chave ao mar
E eu que a procurei por todo o lado
Só me resta assim continuar
...
O meu coração é uma criança
Ansiosa pela dança de quem lhe estender a mão
Mas este é caprichoso e inclusivo
É na lista compulsivo que não chega à conclusão
O meu coração segue as novelas
Jubila com as falas das actrizes
O meu carrega histórias de mazelas
E afasta-se desses finais felizes
...
Falei primeiro a bem por ser assunto de respeito
Mas não deu ouvidos perseguiu naquele jeito
Mudei para as ameaças
Tentei que usasse a razão
Mas é palavra estranha pro meu pobre coração
Farta desses maus tratos fiz as malas e parti
E logo te encontrei com o mesmo modo que eu sofri
A mesma frustração
A mesma pose o mesmo olhar
E em teu toque senti no meu corpo a trupulsar
Juntos rimos de tudo
Só chorámos nas novelas
Fingimos ser crianças e dançámos como elas
Perdemos noite e dia entre histórias e canções
Juntámos nomes, gostos e moradas
E quase sem dar por nada
Encontrámos corações
Coração triste
Não me arrastes em teu passo
Meu corpo insiste em decidir o que faço
Se eu digo que sim ele diz que não
Eu vou bem sem coração
Entre morrer de amor e viver nesta prisão
Coração louco
Não me imponhas o teu vicio
Que a pouco e pouco vou cedendo ao sacrifício
É que eu sei bem que se acordares
E procurares por ai
Encontras outro coração para ti
Encontras, encontras...
Corações bom era antigamente
Vais ver que encontras
Já não há disso
Ainda há
É tudo modernices
Procura bem
Vai a feira da ladra dos corações
não tem essência - tem, tem
não tem estrutura - vais ver que tem
não são tenazes... arrisca
não presta... presta!
de Anaquim
Que se entrega num instante
Por ai a onde for
Acha que sabe bem o que eu preciso
Prende-se a qualquer sorriso
Sem motivos de maior
O meu coração é inocente
Pensa que a vida é um mar de rosas
Mas eu que vi espinhos em toda a gente
Afasto essas certezas duvidosas
O meu coração é um bicho muito estranho
Que se esconde e não responde a quem chamei
Alérgico ao exterior vive na toca
Onde se esconde e sufoca por não ver entrar o ar
O meu coração vive trancado
Diz que atirou a chave ao mar
E eu que a procurei por todo o lado
Só me resta assim continuar
...
O meu coração é uma criança
Ansiosa pela dança de quem lhe estender a mão
Mas este é caprichoso e inclusivo
É na lista compulsivo que não chega à conclusão
O meu coração segue as novelas
Jubila com as falas das actrizes
O meu carrega histórias de mazelas
E afasta-se desses finais felizes
...
Falei primeiro a bem por ser assunto de respeito
Mas não deu ouvidos perseguiu naquele jeito
Mudei para as ameaças
Tentei que usasse a razão
Mas é palavra estranha pro meu pobre coração
Farta desses maus tratos fiz as malas e parti
E logo te encontrei com o mesmo modo que eu sofri
A mesma frustração
A mesma pose o mesmo olhar
E em teu toque senti no meu corpo a trupulsar
Juntos rimos de tudo
Só chorámos nas novelas
Fingimos ser crianças e dançámos como elas
Perdemos noite e dia entre histórias e canções
Juntámos nomes, gostos e moradas
E quase sem dar por nada
Encontrámos corações
Coração triste
Não me arrastes em teu passo
Meu corpo insiste em decidir o que faço
Se eu digo que sim ele diz que não
Eu vou bem sem coração
Entre morrer de amor e viver nesta prisão
Coração louco
Não me imponhas o teu vicio
Que a pouco e pouco vou cedendo ao sacrifício
É que eu sei bem que se acordares
E procurares por ai
Encontras outro coração para ti
Encontras, encontras...
Corações bom era antigamente
Vais ver que encontras
Já não há disso
Ainda há
É tudo modernices
Procura bem
Vai a feira da ladra dos corações
não tem essência - tem, tem
não tem estrutura - vais ver que tem
não são tenazes... arrisca
não presta... presta!
de Anaquim
sábado, 15 de janeiro de 2011
Há noites assim...
"Do you know that there's still a chance for you
Cause there's a spark in you
Cause baby you're a firework
Come on show 'em what your worth
(...)
Like a lightning bolt, your heart will blow
And when it's time, you'll know
You just gotta ignite the light
And let it shine
even brighter than the moon. "
Há noites assim!... Em que nos encontramos. Em que aprendemos juntas a ser "mais e melhores"!... ;)
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Sara Bareilles - King of Anything from Sam Garvey on Vimeo.
Dedicado a ti... Que sabes tanto dos meus pequenos nadas, e que me mostras que são grandes tudo...
"O coração se pudesse pensar, pararia" Fernando Pessoa
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Tenho-me sentido como um jardineiro. Ando a cuidar dos jardins que me rodeiam...
Em alguns deixo umas gotinhas de água, para que a flor da amizade não morra.
Em outros arranco as ervas daninhas, que crescem rapidamente em caminhos que não são percorridos...
Em outros vou apreciando as flores e falando com elas, dizem que elas gostam.
E há ainda aqueles que me dão frutos inesperados e que quero aprender a colher.
"Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que fez
a tua rosa tão importante."
Antoine de St. Exupery (in "O princepezinho")
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segunda-feira, 11 de outubro de 2010
palavras que me ficaram no ouvido...
Numa das minhas muitas passeatas pela net, mais uma vez lá encontro algo que me faz parar...
Alguém que diz exactamente o que sinto...
"Então compreendi que a verdadeira amizade é aquela que é livre para perceber que o outro é diferente daquilo que pensávamos; e é livre para perceber os ciclos da vida; e é tão livre para receber os pequenos tesouros que um amigo pode trazer como para largar e deixar ir. Talvez volte a encontrar a Mariana*, talvez não. Se sim, terei um gosto imenso em conhecê-la de novo. Se não, confio que a vida a levará na palma das mãos rumo ao crescimento e à liberdade."
Alguém que diz exactamente o que sinto...
"Então compreendi que a verdadeira amizade é aquela que é livre para perceber que o outro é diferente daquilo que pensávamos; e é livre para perceber os ciclos da vida; e é tão livre para receber os pequenos tesouros que um amigo pode trazer como para largar e deixar ir. Talvez volte a encontrar a Mariana*, talvez não. Se sim, terei um gosto imenso em conhecê-la de novo. Se não, confio que a vida a levará na palma das mãos rumo ao crescimento e à liberdade."
Talvez isto seja a verdadeira amizade, a de deixar voar "apenas".
texto na integra em:
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sábado, 26 de junho de 2010
Amizade é isto:
Há uma amiga minha que é sem dúvida, uma forma que Deus arranjou, para me ajudar a crescer e a ver as coisas sempre de outra perspectiva.
Acho que nunca ou quase nunca agradecemos pelos amigos que temos, não é?
Tomamos isso como algo adquirido, como o nascer do sol… Dizemos que é normal… Mas se pararmos e formos capazes de ver mais fundo, descobrimos que cada pessoa na nossa vida acaba por ter uma missão, que tem algum caminho a mostrar-nos. Outras vezes não nos mostra o caminho… ainda nos baralha é mais… Mas também há quem diga que “Às vezes é preciso perdermo-nos para nos encontrarmos”.
E nós nas vidas que cruzamos? Será que mostramos caminhos? Será que somos capazes de ver e o mostrar outra prespectiva? Será que somos mesmo rosto de Cristo para os outros?
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Amor e Amizade para o ano novo

O que desejo para o ano novo a nível pessoal?
Que o ano que agora começa seja igual ao anterior. Ás vezes, para não dizer muitas vezes, pedimos que o ano que se segue seja no mínimo tão bom como o que passou. Eu porém peço que ele seja apenas igual...
Mas isso não significa que não seja ambiciosa, claro que sou. Mas acho que o ano que passou já foi mesmo bom. E pedir ainda mais talvez fosse até injusto.
Senão vejamos:
Amigos juntem-se a mim e vejam se se revêm em alguma destas situações ;)
- Amigos que se põem ao meu ouvido a cantar uma qualquer música que gosto mesmo muito, são lembranças que gosto de guardar.
- Amigos que só por lhes ter emprestado uns apontamentos para uns belos exames, me aparecem em casa com pãozinho quentinho para o meu pequeno almoço, só porque sim
- Amigos que para este ano, apenas desejam que tenhamos sempre tempo para nos encontrarmos...
Bem o que é que posso pedir mais? OBRIGADA! Apenas posso pedir que se mantenham :)
isto, fora todos os projectos em que andei metida e que claro me fizeram crescer de alguma forma, em alguma coisa.
Assim, desejos de sempre mas sempre com sentimento renovado...
Para o próximo ano, que todos tenham paz, amor, alegria e saúde.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
O nosso melhor presente : simplesmente «estar presente»
"O Senhor vem ter connosco sem surpresas.
Ele avisa antes que vai chegar, o que nos dá tempo de preparar a Sua chegada.
Mas vai chegar «disfarçado» das pessoas que nos rodeiam, no meio da azáfama final das compras e da preparação das festas de Natal.
Assim, vamos estar atentos a todos os que nos cercam, em especial aos nossos pais, filhos e irmãos, e descobrir o que verdadeiramente lhes faz mais falta e o que podemos oferecer que os torne felizes.
Talvez que o nosso melhor presente seja simplesmente «estar presente», a ouvi-lo… e a conversar!"
Associação de Pais dos Alunos do Colégio de São João de Brito
Lisboa – Portugal
2009
Como já dizia o papa Bento XVI:
“Entre os inúmeros dons que compramos e recebemos não esqueçamos o verdadeiro dom: de doarmo-nos mutuamente algo de nós próprios! De doarmo-nos mutuamente o nosso tempo, de abrir o nosso tempo para Deus. Assim desvanece-se a agitação, deste modo brota a alegria, assim se cria a festa.”
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Convite (caixa de mensagens)
E se os convites que fazemos fossem feitos assim?
Tem uma sinceridade tão bonita :) "Podes não ter tempo ou disposição..."
Nem sempre é fácil aceitar isto como resposta e por vezes é ainda mais dificil entendê-la.
A campanha em que se inseriu foi também um bom convite para acabarmos com os nossos pré-conceitos ou pelo menos para pensarmos um bocadinho neles e deixarmos os tabús que estão enraizados. Ainda não acabaram, mas pelo menos já começámos o caminho.
Here we go!!!!!
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Arquitectura de interiores
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Arquitectura de interiores
Por vezes, imaginamos 200 vezes! O que dizer a quem queremos seduzir, numa circunstância especial. Repetimo-lo até à exaustão; se possível, ao espelho… para vermos as boas figuras de que somos capazes. Chegada à altura de mostrar o que valemos, inspiramos e, ao repetirmos uma vez mais a fórmula “certa”, surpreende-nos sermos capazes de dizer algo brilhante do género: “E nós não nos conhecemos já de algum lado?”
Por vezes, imaginamos 200 vezes! O que dizer a quem queremos seduzir, numa circunstância especial. Repetimo-lo até à exaustão; se possível, ao espelho… para vermos as boas figuras de que somos capazes. Chegada à altura de mostrar o que valemos, inspiramos e, ao repetirmos uma vez mais a fórmula “certa”, surpreende-nos sermos capazes de dizer algo brilhante do género: “E nós não nos conhecemos já de algum lado?”
As pessoas são os arquitectos das nossas emoções. Criam espaços com luz onde o nosso olhar se expande e onde crescemos. Há cores que o tempo torna pálidas. Os “tons” pastel representam relações sem paixão, que nos surpreendem junto a quem se transformou de um grande amor… num bom amigo.
Algumas pessoas que “nos” arquitectam levam-nos a entender que, depois de alguém entrar na nossa vida, não sai… mesmo com “ordem de despejo”.
De forma contrária, aquilo que se espera de quem entra de novo em nós, é que recrie a luz e que repense os espaços. Que seja um arquitecto que, de relações em ruínas crie jardins privado e que nos sensibilize para pensar, mesmo quando as emoções que nos gera nos levem ao sobressalto – brilhante! – de dizer… “e nós, não nos conhecemos já de algum lugar”. Eduardo Sá in "Crianças para sempre"
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Hoje vai ser diferente. Hoje não vou dizer mais uma vez que estou a trabalhar ou que no dia em que queremos marcar encontros vou estar a ...
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De Damon winter do blog: http://fotosilde.blogspot.com/ “Um menino disse mas as pessoas nao se encontram as pessoas constr...
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Encontros. Não de palavras, e sim de tudo o que nem é preciso ser dito, porque é partilhado a um nível de sensibilidade intuitiva partilhad...
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É engraçado a forma como as músicas do Tiago Bettencourt acompanham a minha vida. Mais uma vez uma música espelha o que vivo, a transição q...
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Todas as cores do mundo. Puro êxtase. É assim que vejo Copenhaga. Gente bonita. Espaços limpos. Acho que Copenhaga gosta de ser assim. Quan...
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Sara Bareilles - King of Anything from Sam Garvey on Vimeo . Dedicado a ti... Que sabes tanto dos meus pequenos nadas, e que me mostras...


