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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Uma grande visão, que afinal cabe num corpo nem por isso assim tão grande...

"os homens não se medem aos palmos não é?"


(o filme está em inglês e sou sincera que não encontrei as legendas)

acho que mesmo assim vale a pena ver

quarta-feira, 6 de março de 2013

"Os amigos são mestres do silêncio"



"O silêncio é um instrumento da amizade. Ao que parece,durantes anos, o compositor Jonh Cage sondou a possibilidade de uma obra sem sons, mas impedia-o duas coisas: a dúvida, se uma tarefa assim não estaria, desde logo, votada ao fracasso, porque tudo é som; e a convicção de que uma composição tal seria incompreensível no espaço mental da cultura do Ocidente.(...) em agosto de 1952, estreia a sua peça 4'33". A proposta (...) era completamente insólita: os músicos deviam subir ao palco, saudar o público, sentar-se ao instrumento e permanecer, em silêncio, por quatro minutos e trinta e três segundos, até que, de novo, se levantassem, agradecessem à plateia e saíssem."
em "Nenhum caminho será longo" de José Tolentino Mendonça

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

"Nos anos 70, Marina Abramovic viveu uma intensa história de amor com Ulay. Durante 5 anos viveram num furgão realizando todo tipo de performances. Quando sentiram que a relação já não valia aos dois, decidiram percorrer a Grande Muralha da China; cada um começou a caminhar de um lado, para se encontrarem no meio, dar um último grande abraço um no outro, e nunca mais se ver.

23 anos depois, em 2010, quando Marina já era uma artista consagrada, o MoMa de Nova Iorque dedicou uma retrospectiva a sua obra. Nessa retrospectiva, Marina compartilhava um minuto de silêncio com cada estranho que sentasse a sua frente. Ulay chegou sem que ela soubesse e... Foi assim."

(Traduzido por Rodrigo Robleño)



sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ás vezes somos super-heróis... outras vezes apenas fugimos!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Às vezes... Sou eu! :)


Sometimes the Stars from The Audreys on Vimeo.


"Here I am confessing
that you’re lost to me now
I’m on the train telling strangers about you
and how you’re still looking fine
how you eased my worried mind
with long summers and wine

yeah you saved me
but sometimes the stars seem closer than they should
like the more I knew the less I understood
and the further that you got from me
the more I felt like I could see
and the more I wondered if I should trust the stars"

sexta-feira, 8 de abril de 2011




Esta letra... é mesmo maravilhosa!!!


"Tens que largar a mão
P'ra eu sair de pé
Sou o teu anjo e não me vês
A parte calma do que és

Tens que largar a mão
E sair de pé
Sou o teu anjo a procurar
A parte quente do que vês

Mas há portas por fechar
Com o chumbo a prender
É mais forte do que quero acreditar
E se tudo vai com o vento a escorrer
Não sou eu quem vai lutar agora

Se eu não for quem vai ser
Se eu não for quem vai
Ter o teu melhor
Se eu não for quem vai seguir a tua mão
E levar-te como só
Eu sei

Vais aprender a olhar quando a dor vier
Vais aprender a desvendar a parte fraca do que és

P'ra descobrir depois quando a luz voltar
Tens um jardim a procurar
Que precisa de saber
Quanto tempo vai durar
Este muro a prender
É mais forte do que queres acreditar
E se tudo vai com o vento a escorrer
Não sou eu quem vai lutar agora..."

domingo, 27 de março de 2011

O meu relógio é dos antigos. Ouves o tique-taque?


















Voltas e voltas ao relógio até que os nossos ponteiros se cruzassem.
Marcava uma hora bem diferente daquela que consigo agora ler no relógio.

Foi apenas um minuto que durou... O da hora certa!

Mas logo fomos avisados  que a hora iria mudar em breve e com a pressa de nos atrasarmos...
Adiantámo-nos!
Tanto... Que nos desencontrámos!

A partir daí,
eu marcava as horas para te encontrar e
tu os minutos para te despedires.
Acho que apenas nos resta um segundo.
Aquele que chega antes do fim da minha hora e do início do teu minuto.
Embora fugaz faz diferença!

Engraçado como o relógio não pára e como estes segundos se sucedem...

Mas...
Começo a sentir que o relógio está a ficar sem pilhas,
pois pressinto o meu ponteiro a andar cada vez mais devagar.

E com isso... As horas demoram mais a passar
E com o tempo...
O meu ponteiro parará numa hora qualquer, assim como o teu num qualquer outro minuto.


Mas gosto de pensar que assim deixarei de marcar horas para te encontrar,
pois tu deixaste de marcar minutos para te despedires.


E de repente, não ouves as badaladas?

É meia-noite...



A hora certa!



quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

"Um dia desato a cantar no meio da rua"

Já houve dias! :)

Mas aqui... foi à séria! ;)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Bocados de mim? Ou de nós?

"Eu gostava de ser dessas pessoas positivas que andam pela vida cheias de planos para amanhã
Que dizem frases feitas mas têm suas próprias manias
Que os outras gostam delas porque elas são mesmo assim

Eu gostava que no fundo o mundo fosse simples
Que o dia fosse um barco e a noite fosse um cais
Se tudo fosse sim ou não para mim era mais fácil
E eu não tinha que magoar as pessoas que gosto mais

Eu gostava de ser mais ajuda para a família
De aprender a fazer bolos em casa da minha avó
Porque ela me quer lá e até faz alguns petiscos com a minha mãe a ajudar para que ela não se sinta só

Eu gostava de me lembrar mais de algumas coisas que a vida foi levando em tratamento de choque
De me recordar de cheiros de barulhos e dos discos com que a minha irmã me ensinou a ser alguém do rock

Mas ando pela vida feito placa de auto estrada que ensina o caminho aos outros mas pouco sabe de si
Mas ando pela vida por ver andar meus amigos
E confesso que por vê-los nem me custa andar ai

Eu gostava de ser qualquer coisa mais peculiar
O blog da filipa e os textos que lá diz
Um assunto que tivesse algum efeito nas pessoas
Como os poemas da Ines ou as anedotas do Luis

Eu gostava de me dedicar aos trocadilhos
Que me fazem perder tempo e não fazem rir ninguém
Que há coisas que não são para rir
São só para ter pinta
Já dizia o meu pai e eu só agora entendi bem

Mas ando pela vida cinzentão e esbatido
Sem ter a coragem de convidar gente para dançar
Mas ando pela vida sem ter a lata do Hugo
Que é capaz de fazer tudo para a malta se animar

Eu gostava de saber explicar bem o que sinto
Não mentir como minto quando digo que estou bem
Porque todos temos dores e para cheirar as flores
Desbravamos os caminhos com a ajuda de quem vem

Eu gostava de ser qualquer coisa mais bonita
Fosse o sorriso da Rita fosse o carinho da Rute
Lutar cegamente por aquilo que se acredita
Porque há lutas que se perdem mas precisam que alguém lute

Mas ando pela vida às vezes sem ser sincero
Lá me vai pesando quando é hora de deitar
Finjo ser a pessoa que eu quero que os outros gostem
E acabo a não ser nada que valha a pena gostar

São só bocados de mim
São só bocados de nós
São só bocados que eu enfim deixei ir na minha voz"


sexta-feira, 14 de maio de 2010

"Making of" do filme "Do you know Benedict XVI?"

O meu último post foi apenas um filme, mas um filme que diz mais deste Papa que se tornou tão próximo de nós nestes dias. Sou sincera que a ele me converti, sem dúvida. Tornou-se o meu avozinho na fé. :)

Hoje decidi colocar um bocadinho da história do filme que postei, porque acho que é sem dúvida uma forma de fazer missão, dar a conhecer o Papa aos outros. assim aqui fica um pequeno relato. Eu achei-o maravilhoso:

"

15 horas de trabalho, 1.000 fotografias, mais de 1.400 desenhos... Vários universitários produziram um vídeo intitulado "Do you know Benedict XVI?" que, em poucos dias, recebeu inúmeras visitas na Internet.

2010/03/28
Santiago González-Barros

Vídeo Do you know Benedict XVI?

Tudo começou quando decidimos apresentarmo-nos no congresso UNIV que decorre em Roma, anualmente, na Semana Santa. No ano passado tínhamos já filmado uma apresentação em vídeo e tínhamos sido premiados pela qualidade técnica, mas este ano pretendíamos ir mais longe. Somos um grupo de cinco estudantes da Faculdade de Comunicação da Universidade de Navarra e frequentamos o Colégio Mayor Mendaur.

Opus Dei - Santi, editor do vídeo.
Santi, editor do vídeo.
O nosso ponto de partida era claro: produzir um vídeo que mostrasse Bento XVI e a sua capacidade para transmitir grandes ideias de maneira simples. Queríamos deixar claro que o Papa chega aos jovens com uma mensagem renovadora de elevado nível intelectual; ou seja, não é uma figura longínqua, antiquada, incompreensível ou anciã, mas antes alguém muito próximo de nós.

Ideias inovadoras... mas sem tempo
No entanto, não sabíamos ainda como fazer avançar essa ideia. O Miguel Rojo, estudante do terceiro ano de Publicidade e Relações Públicas, não nos acompanhara no ano anterior e tinha muita vontade de participar no projecto, especialmente se nos decidíssemos a fazer algo realmente criativo. O Miguel é um grande desenhador e tem ideias originais.

Entre ele e eu fomos amadurecendo a ideia durante pouco mais de um mês enquanto continuávamos com os nossos respectivos cursos universitários e com outros projectos. Como a arte também me atrai muito, optámos por criar algo que tivesse uma estética inovadora, algo que ninguém tivesse ainda feito para um tema na aparência tão sério como a figura do Santo Padre.
Opus Dei - Tudo eram boas ideias mas o tempo escasseava...
Tudo eram boas ideias mas o tempo escasseava...

Pensámos em fazer “kinetic typography” (letras em movimento com programas de efeitos especiais) ou uma animação por computador com Flash ou 3D ou uma animação com desenhos ao estilo da Disney, etc … Eram tudo ideias prometedoras, mas o tempo escapava-se-nos.

A noite anterior

Chegou o dia anterior à entrega do material e apenas tínhamos a ideia inicial. Álvaro Piquer, estudante de Jornalismo, tinha conseguido toda a informação necessária para um projecto destas características: a biografia do Papa, algumas das suas viagens, as suas ideias principais, comentários de outros líderes religiosos… Cada vez nos assombrava mais a figura do Santo Padre, mas continuávamos sem saber o que fazer. Chegou a noite e eu estava completamente bloqueado e céptico diante do projecto. Já não havia tempo para nenhuma das ideias tão atractivas que tínhamos tido. Só tínhamos um dia para o fazer.

Foi então que o Miguel se lembrou do “Stop-motion”. Já tínhamos falado disso alguma vez, mas parecia-nos algo demasiado simples. Agora era a nossa única esperança. Tínhamos ideias sobre o Papa, uma câmara fotográfica de um amigo e suficiente habilidade para poder fazer alguns desenhos. Fomos dormir sabendo que o Domingo ia ser um dia intenso. E isso, sem guião… Algo realmente horrível para a maioria dos nossos professores da Faculdade.

Tínhamos ideias sobre o Papa, uma câmara fotográfica de um  amigo e alguma habilidade para poder fazer desenhos.

O rotulador aguentou

No entanto, providencialmente, tudo começou a funcionar. 15 horas de trabalho, mais de 1.000 fotografias e (evidentemente) mais de 1.400 desenhos. Foi uma corrida, sem sabermos qual seria o desenho seguinte. Não sabemos ainda como resistiu o rotulador …

O Juan Camilo Pedraza ajudou-nos a fazer as fotos e fixou-se na coerência da história enquanto o Miguel e eu desenhávamos. Depois, passei as fotos para um programa de edição e tudo acabou neste vídeo. O Alberto Bonilla, também estudante de Jornalismo, encontrou uma música espectacularmente adequada para o vídeo e foi quem o apresentou na fase do UNIV de Navarra. Atribuíram-nos o primeiro prémio.
Opus Dei - O Miguel não tinha estado connosco no ano anterior e tinha muita vontade em participar no projecto.
O Miguel não tinha estado connosco no ano anterior e tinha muita vontade em participar no projecto.

É verdade que faltam dados e, quiçá, não seja muito profissional, mas cremos que essa espontaneidade é o que dá frescura e graça a um vídeo que, mais do que pelo conteúdo, apoia o Papa com o gesto de uns jovens estudantes que mostram a sua própria visão da sua pessoa."

de Noticias Opus Dei

terça-feira, 13 de abril de 2010

Põe no teu sorriso

sábado, 13 de fevereiro de 2010

P. S.




“ "correio de pablo neruda para mario jiménez", levantando numa das mãos o pacote (...) e na outra uma ansiada carta, o carteiro voou (...) e arrebatou
os dois objectos. fora de si...
- qual abro primeiro, a carta ou o pacote?
- o pacote, filho - sentenciou dona rosa. – na carta só vêm palavras.
- não, senhora. primeiro a carta (...)
Rasgou-o com a paciência e a leveza de uma formiga. com as mãos a tremer, pôs diante dos seus olhos o conteúdo (...)
"que-ri-do ma-rio ji-mé-nez de pés a-lados" (...)
"com saudades abraça-vos o vosso vizinho e alcoviteiro, pablo neruda".
- vamos abrir o pacote - disse dona rosa depois de cortar com a fatídica faca da cozinha os cordéis que o atavam. mario pegou na carta, e pôs-se a observar cuidadosamente o final e depois o reverso.
- não há mais?
- o que mais queria então, meu genro?
- essa coisa com «p s» que se põe ao acabar de escrever.
- não, pois, não tinha nenhum disparate de ps.
- acho estranho que seja tão curta. porque vendo-a assim de longe, parece que é mais comprida. (...) quando me ensinaram a escrever cartas na escola, disseram-me que tinha sempre de se pôr no fim ps e depois juntar qualquer outra coisa que não se tinha dito na carta. tenho a certeza de que don pablo se esqueceu de alguma coisa.
rosa remexeu a abundante palha que enchia o pacote, até que acabou por tirar um (...) gravador «sony» de microfone incorporado. preparava-se para ler um cartão manuscrito a tinta verde, pendurado de um elástico que rodeava o aparelho quando mario lho tirou com um puxão.
- ah, não senhora! você lê com demasiada rapidez. pôs o cartão uns centímetros à sua frente, como se o colocasse numa estante de música, e foi lendo com o seu tradicional estilo soletrado:
"que-ri-do ma-rio dois pon-tos ca-rre-ga o bo-tão do mei-o".
- você demorou mais tempo a ler o cartão que eu a ler a carta - simulou um bocejo a viúva.
- É que você não lê as palavras, mas devora-as, senhora. as palavras temos de saboreá-las. temos de deixá-las desfazerem-se na boca. fez uma espiral com o dedo, e a seguir assestou-o na tecla do meio. a voz de neruda:
"pós-scrito".
pós-scrito! eu bem disse que não podia haver uma carta sem pós-scrito. o poeta não se esqueceu de mim. eu bem sabia que a primeira carta da minha vida havia de vir com pós-scrito. agora está tudo claro, sograzinha. a carta e o pós-scrito.
fez voltar atrás a fita, carregou a tecla indicada e aí estava outra vez a pequena caixa com o poeta lá dentro. um neruda sonoro e portátil.
- "pós-scrito" - ouviu outra vez embevecido. "queria mandar-te mais alguma coisa além das palavras. por isso meti a minha voz nesta gaiola que canta. uma gaiola que é um pássaro. ofereço-ta. Mas também quero pedir-te uma coisa, mario, que só tu podes fazer. os outros meus amigos todos ou não
saberiam o que fazer, ou pensariam que sou um velho gagá e ridículo. quero que vás com este gravador passear pela ilha negra, e me graves todos os sons e ruídos que fores encontrando. Preciso desesperadamente nem que seja do fantasma da minha casa. a minha saúde não anda bem. falta-me o mar. faltam-me os pássaros. manda-me os sons da minha casa. vai ao jardim e deixa tocar os sinos. Primeiro grava esse repicar fininho dos sininhos pequenos quando os agita o vento, e a seguir puxa a corda do sino maior, cinco, seis vezes. sinos, meus sinos! não há nada que soe tanto como a palavra sino, se a ouvimos de um campanário junto do mar. e vai até às rochas, e grava-me a rebentação das ondas. e se ouvires gaivotas, grava-as. e se ouvires o silêncio das estrelas siderais, grava-o. paris é bonita, mas é um fato que me fica demasiado largo. além disso aqui é inverno, e o vento revolve a neve como um moinho de farinha. a neve sobe e sobe, trepa-me pela pele acima. faz de mim um triste rei com a sua túnica branca. já chega à minha boca, já me tapa os lábios, já não me saem as palavras"."
em "O carteiro de pablo neruda" de Antonio Skármeta 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O silêncio das palavras

“De repente fiquei a saber: é assim que eu quero escrever. Com um espaço imenso à volta das palavras. Detesto muitas palavras. Quereria escrever somente palavras organicamente inseridas num grande silêncio, daquelas cuja única utilidade é dominar o silêncio e rasgá-lo.

Na realidade as palavras devem acentuar o silêncio... Detesto uma acumulação de palavras.

Na realidade pode usar-se poucas palavras para nomear as grandes coisas que importam na vida. Se algum dia chegar a escrever – o quê, sinceramente? – gostaria então de pincelar algumas palavras sobre um fundo mudo. E há-de ser mais dificil de reproduzir e animar esse silêncio e essa mudez do que achar as palavras.

O importante será a relação justa entre palavras e silêncio, um silêncio no qual acontece mais do que em todas as palavras que uma pessoa consiga reunir... Não se trata de um silêncio vago e inantigivel, esse silêncio terá também de ter os seus próprios contornos definidos e a sua própria forma.





E, por conseguinte, as palavras deveriam servir somente para dar forma e delineação ao silêncio.”

Etty Hillesum - Diário

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Banda sonora ideal

Bem não sei se é coincidência se não, mas encontrei um filme que me fez lembrar de uma música portuguesa recente, que parece exactamente que foi feita para descrever o filme que deixo de seguida.

Então o que proponho é...

Colocar este filme do youtube a tocar... E passar ao seguinte filme. Este é só para ouvir a música...






Colocar este também a rodar... e tirar o som senão as músicas ficam sobrepostas. :)


A Thousand Words from Ted Chung on Vimeo.





E agora claro a letra da música:

"Longe daqui,
Tens um segredo guardado,
Para abrir,
Num lugar mais desejado,
Num lugar onde possas saber,
Que por ser segredo não podes dizer;

Serás tu a sombra que olhas no chão,
Serás a promessa que trazes na mão,
De que serve o teu disfarce e o teu secreto olhar,
Se não tens ninguém a quem te revelar,
Serás o silêncio ou um sonho desfeito,
Será teu o grito que arrancas do peito,
De que vale teres a Lua e o Céu inteiro para voar,
Se não tens ninguém a quem te poder dar;

Fixaste o teu olhar no meu,
Ficaste longe daqui,
Tu estás longe de ti,
Tão longe de nós,
Podes parar de saltar,
Noutro lugar"


Tem tudo a ver ou não?... Eu acho que sim!!


O post do blog onde encontrei o filme aqui fica também, porque a mensagem que tem, diz mesmo muito...

http://toquesdedeus.blogspot.com/2009/06/thousand-words.html

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

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Porque a música está mesmo em toda a nossa vida...
Nos altos e baixos...
Pode fazer-nos ficar lá no cimo, quando estamos mesmo em baixo...
Ou pode até deixar-nos um pouco tristes ás vezes...

Arte em movimento

"Sobem e descem todos os dias as colinas de Lisboa mas, a partir de hoje, estas viagens rotineiras tornaram-se mais interessantes porque quatro elevadores da Carris receberam intervenções desafiadoras de artistas portugueses.

Até 30 de Junho deste ano, quatro equipamentos emblemáticos de transporte de passageiros na cidade vão mostrar aos lisboetas e turistas intervenções de vários artistas:

- Ascensor da Bica, 
 A intervenção do artista Alexandre Farto (nascido em 1987, em Lisboa) no Ascensor da Bica, intitulada "Espectro", consiste no revestimento das duas cabines com uma película reflectora que irá, como um espelho, "reflectir a realidade circundante, sejam pessoas, casas e tudo o que acontece". 



- Ascensor do Lavra, 
Vasco Araújo (nascido em 1975, em Lisboa), instalou o seu projecto  intitulado "A Viagem", através de placas com frases de Fernando Pessoa e do próprio artista coladas nos bancos do elevador. "É um trabalho profundo e intimista que interpela os passageiros, convidando-os a pensar"

- Ascensor da Glória
Susana Anágua (nascida em 1976, em Torres Vedras) criou uma proposta artística para o Ascensor da Glória que tem a ver com "o equilíbrio de forças, e a mecanicidade do equipamento", tendo-a intitulado "IN.TER.SEC.ÇÃO". Pintou com tinta fluorescente no chão, exactamente onde os ascensores se cruzam, e fixou focos de luz que são ligados quando as máquinas se ladeiam, iluminando os dois e a tinta colocada no pavimento. 
A artista pretende “registar a experiência de encontros e desencontros que todos já experienciámos nos elevadores”. (e na vida digo eu :))

- Elevador de Santa Justa
Susana Mendes Silva (nascida em 1972, em Lisboa), vai convidar as pessoas a interagir através de um texto em várias línguas - colocado nos vidros do interior da cabine - que remete para um blogue na internet (http://santa-justa.blogspot.com/.) onde poderão deixar as memórias pessoais sobre a utilização daquele equipamento."   
                                                                

"O objectivo do desafio lançado aos quatro artistas é
"estabelecer uma ponte entre um passado de histórias e vivências com o presente e o futuro",
levando os passageiros a redescobrir estes históricos elevadores lisboetas, classificados como Património Nacional, explicou Lourenço Lucena, comissário da iniciativa.

Lourenço Lucena recordou que a Carris desenvolveu um projecto semelhante nos anos 80 com intervenções dos artistas Eduardo Nery, Calvé e José de Guimarães em autocarros de dois andares."

Para saber mais:


Acho estas iniciativas extremamente importantes. É importante que a arte saia à rua, que venha ao encontro das pessoas. Para que assim deixe um bichinho e para a próxima sejam as pessoas a ir ter com a arte.
A mim só me falta mesmo... Ver ao vivo toda esta obra de arte!! :) Porque sim, eu gosto de me encontrar com a arte. E gosto ainda mais quando ela me apanha desprevenida.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Web's secrets stories: We Feel Fine - An almanac of human emotion


Uou!
Eu já sabia, que tudo o que se escreve na internet está acessível a toda a gente...
Mas não sabia, que havia um projecto, que recolhe frases de blogs espalhados pelo mundo e analisa-os ao nível dos sentimentos que expressam, entre outras coisas...
Se quiserem saber um pouco mais aqui fica, um filme em que uns dos autores do projecto explica em que consiste.




 o site onde se aloja todo este projecto é:

http://www.wefeelfine.org/index.html


Uma das secções do site realiza montagens, ou seja, junta algumas das frases encontradas com algumas imagens formando autênticos postais.
Aqui ficam as minhas montagens preferidas, das que consegui ver, porque são muitas...:





Para além disto existe ainda um livro no site, disponível online, com várias montagens e frases que foram encontradas, e ainda há mais muito mais...

Fiquei deslumbrada sinceramente!Acho que é um projecto bastante engraçado e um site bastante divertido de explorar. :)


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