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sábado, 8 de dezembro de 2012

Começar por fazer play no video (meras instruções... )

Imagino a tua mão dada à minha,
os teus beijos no meu cabelo,
o meu sorriso despregado
e o meu olhar brilhante de ternura.

Mas... sinto ainda este sangue que me foge, esta ferida que não sara.
Acho que posso dizer que tenho o coração esmurrado...

Mas já decidi, vou pôr-lhe um pouco de brilhantina.
Aí sim, imagino-o a olhar-se ao espelho, a sorrir e a dizer...
- "Chico fininho, uuuh!"
E pronto... sai à rua e apresenta-se ao teu.




Consigo ouvir o teu a abanar a cabeça e a dizer:
- Para quê essa farpela toda de sedução?
Acho que deviamos andar mais vezes com uma farpela a condizer connosco.
Assim uma que dissesse: - Sou genuinamente isto!
Poupávamos enganos não?



sábado, 1 de setembro de 2012


Prestes a partir e com medo da viagem, não da palpável, mas da que se vai fazendo sem vermos, de forma muito distraída com o corre-corre do dia a dia. Vem a paragem agora. E o vazio. Vazio que andava ocupado, ou talvez apenas escondido. Tenho medo de encontrar algum cansaço nesta fuga. Espero reencontrar essa esperança e esses sonhos que por aí ficaram e de os voltar a espelhar no meu sorriso. Mas por hoje ficamos apenas na ambivalência do pensamento e do coração.



 


"Sabemos dizer o que sabemos sentir"
Cervantes

terça-feira, 17 de julho de 2012

E se todos fossemos tesouros? E se sempre que encontrássemos alguém, esse alguém constituísse um tesouro para nós? O que faríamos com ele? E se nós fossemos um tesouro para quem nos encontra? Porque é que deixamos sempre o “E se…”? 


Um dos maiores tesouros que alguém pode ser é o da sabedoria. Uma pessoa que sabe muito de uma determinada área pode ser muito inteligente, mas será que é sábia? Ser sábio é integrar tudo o que se sabe de cada uma das áreas e transmiti-lo. Porque mesmo que se saiba muito, se não for para o ensinarmos a alguém de que serve? Se não for para o partilharmos de que serve? Às vezes não temos mesmo que ensinar, só temos que deixar que os outros cheguem lá ao seu ritmo. Mas dói quando nos dizem que chegaram e que sim… o caminho era esse. Mas quando nessa altura já não nos faz diferença. 

 Reconto-vos uma história que é sem dúvida uma metáfora da vida… Na essência do que ela é… “Imaginem uma casa onde vivem muitas pessoas. E imaginem que se encontram a construir um puzzle. Cada um vai colocando uma peça ou mais, quando tem tempo. Como em tudo… Há uns que arranjam mais tempo que outros. Há uns que se dedicam mais que outros. E agora imaginem que se chega à última peça. A pessoa a quem cabe a missão de a colocar tem alguma sensatez e percebe que não deve ser ela a fazê-lo, pois houve alguém que se dedicou mais e que gozará esse momento com muito mais coração. Então decide deixá-la bem ao lado do sítio onde ela encaixa, para que seja a pessoa certa a terminar o puzzle. Pois bem, quando chega a pessoa a quem se destinava a peça, o que é que ela pensa? - Não acredito… Nem a última peça colocaram no sítio. Tiveram que deixar aqui a peça e ainda por cima já mesmo ao lado do sítio de encaixe. É a gozar com uma pessoa. Ao menos que o tivessem terminado.” 


 Há vezes que não temos a capacidade de nos darmos aos outros. Há vezes em que a quem nos damos, não o percebe. E há vezes em que nem percebemos que alguém se deu a nós. E há ainda vezes em que percebemos que nunca se deram a nós.

terça-feira, 22 de maio de 2012

"Postcards from far away"

Erramos com a certeza de acertar e esforçamo-nos ao máximo para que isso dê certo. Racionalizamos tudo ao máximo e esquecemo-nos que há condimentos da vida, que não precisam de ser racionalizados, pois têm que ser viscerais, têm que ser do coração... E neste sentido, não é preciso pensar para agir, porque o que se faz é inato e revela aquilo que se sente. Os locais onde crescemos, digo-o no sentido das pessoas por quem vamos passando no caminho, moldam-nos devagar... Já repararam? Como uma picareta silenciosa vão tirando um pedaço aqui, criando um furo acolá... Há aqui uma arte, a de nos fazermos crescer. De uma forma mais ou menos dura, acredito que apenas as mudanças vagarosas sejam duradouras. O díficil por vezes é vermos que a mesma brisa que nos afaga o rosto é a mesma que vai alisando as nossas arestas. Acho por isso, que a sabedoria da espera é algo com muito valor. Ironicamente, muito desprezada. Actualmente, tudo nos chega em um segundo e o que se estima é que venha a chegar em uma milésima de segundo. Mas nas pessoas e com as pessoas... A espera será sempre o caminho... Por isso... Não tenhas pressa!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Medo ou amor? Escolhe! (bonitinho)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Há quinta-feiras assim :P

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

"Para sempre, talvez..."




" - Não quero algo temporário. Quero um compromisso sério.

- Esquece isso. É ele que te encontra, não o contrário.

- O que é que isso quer dizer? Não entendo.

- Quer dizer que chegas a uma certa idade em que estás pronto. Pronto para ter filhos, compromissos... E a pessoa com quem estás torna-se a pessoa certa.

- Queres dizer que não é quem, mas quando."


Este pedacinho de texto encontrou-se comigo um dia destes num filme que vi... E lembrei-me, de uma menina que me dizia que não acreditava no amor, pelo menos não apenas como uma história de encantar. Mas que às vezes, este se tornava apenas num jogo de necessidades. Necessidades que temos e necessidades que outros têm. Talvez o segredo, por vezes, seja conciliar as necessidades...

Que o amor mais do que uma feliz coincidência, é acima de tudo uma construção cautelosa, que de vez em quando se torna apenas num castelo na areia. Parece uma fortaleza, mas na verdade é constituído por pequenas coisas que lhe dão valor. (onde é que já me terão dito isto...  )


Esperemos que as circunstâncias certas nos encontrem sempre.  
"Tudo o que é meu, é tudo o que eu não sei largar"


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

"Cuidas de mim, eu cuido de ti também"

Esta coisa das relações é complicada.
É-me complicada.
Vá lá!Admite! É-te complicada.

Cada um à sua maneira faz as suas opções.

Desde os que se casam e descobrem que queriam estar sozinhos
aos que vivem sozinhos porque descobriram que andar de saltimbanco não os preenchia.
Depois há ainda os que dizem que nunca se vão apaixonar, porque não têm tempo ou disponibilidade
(até ao dia em que acontece...)
e os que se apaixonam a toda a hora e tentam com os sinais que pensam que vêem, encontrar a sua história "felizes para sempre".

A minha começa com letras que nem conhecia e foi preciso que fizesses um ponto de exclamação para eu parar de espanto e para ti olhar.
Os meus olhos começaram com reticências, mas eu sabia que apenas respondiam à tua pontuação.

Como se dissessem... Há mais para dizer... Há mais para ouvir...

Gostei quando disseste "Não há heróis, não há príncipes encantados".
(Agora adivinhas os meus balões de pensamento é?)
Gostei quando o disseste e terminaste com um ponto final de obrigatória pausa.

Agora fazemos parágrafo e tu dizes que vamos iniciar um novo assunto.
Não sei se hei-de iniciar a frase com travessão para falar ou  se espero para te ouvir.

Não sei. Não sei se quero falar, se ouvir.

Não sei se quero ouvir contar uma história com um "felizes para sempre".
Mas acho que já descobrimos que queremos algures escrever "e viveram felizes"...

Consegues ver estas reticências nos nossos olhos?
Sei que sim quando me respondes: - Vamos lá construir a nossa história.



"Se cuidas de mim,
Eu cuido de ti também."
É por isto que digo que isto das relações é-me complicado...
Não devia haver a premissa SE no inicio, estou certa?

Gosto apenas do "cuidas de mim, eu cuido de ti também".






quarta-feira, 1 de junho de 2011

Era uma vez... O dia da criança!





Uma história em silêncio... 
E que tal começarmos a contar histórias assim?
:)

terça-feira, 31 de maio de 2011

Grandes noites!!

Ouço-as a prepararem-se...
Vai ser uma grande noite...


Ando pela noite e... entro nas discotecas...
Parece que entro numa área de caça restrita.
Todos querem ficar com a melhor presa, mas não querem ficar presos.


Eu seduzo-te e tu a mim também.
A capacidade que tenho de te seduzir deixa-me a sorrir.
A de me seduzires também.

Serei só eu que já não posso com bla, bla, bla’s banais?

Cada um ouve o que quer.

Dou por mim perdida entre os que me rodeiam, que apenas perseguem o próximo alvo.

Quem tiver que vir, virá...
Quando não estiveres a olhar para o seu rasto.

E bem com isto percebo, que não sou menina de caça grossa, mas antes sensível demais...

Ou então gosto de me iludir com isso...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ilusões?


Iludo-me muitas vezes, pensando que encontrei alguém que toquei e que me tocou.

Alguém que reparou nos meus traços e em cada olhar meu: como se move, onde pára, onde descansa, onde se perde.

Mas depois vejo que nos tocámos, mas de raspão e até quem sabe sem querer. 

Será que é quem sabe?

Fugas que se chocaram, como balas que rasam a pele e deixam a sua marca, mas que continuam a sua trajectória.

E sem dar por isso aparecem-nos pessoas (?) que não pode ser...
Nada as atinge!

Mas estas pessoas não existem, pois não?

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Encontros ou construções?


















De Damon winter do blog: http://fotosilde.blogspot.com/
“Um menino disse
mas as pessoas nao se encontram
as pessoas constroiem-se
derrubando paredes nossas e muros delas
Uma menina disse
loooool
ai que isto soa a tão familiar
mas para que possas construir
tens que te encontrar...
Um menino disse
sim
mas às vezes é do nada
Uma menina disse
o encontro sim
a construção não
Um menino disse
sim
Uma menina disse
a construção exige perseverança
Um menino disse
e vontade
Uma menina disse
e n é nada fácil
Um menino disse
e entrega
Uma menina disse
e coragem!
Um menino disse
e deixar o nosso orgulho pra trás
e tornar-nos vulneráveis
Uma menina disse
e o medo
exactamente!”



Houve uma noite,
Não há muito tempo…
Em que um menino e uma menina partilharam o quanto já perderam…
Por medo…! Por muros…

Perceberam o quanto se perde quando têm medo de construir, reconstruir ou até mesmo quando apenas destroem tudo o que poderia ter sido…

Não sabem ainda lidar bem com isso,
apesar de pensarem que são capazes de deixar de sonhar.

Mas a conclusão a que chegam é bonita não?


Agora falta a parte prática…

Porque no final de contas…
Apenas ainda não encontraram?
Apenas ainda não construíram…





Dedicado a ti que ainda não encontraste... Não desistas! ;)
Sabes bem quem és! :)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Não me olhes assim...


Sinto o teu olhar sobre mim.
E olho para ti também.

Mas rapidamente fujo para longe.


Quero evitar que me roubes  aquilo que não quero dar-te... um pedacinho do que é meu.
Do que sou... O meu coração.


Já o cerquei em grades e mesmo assim ele insiste! Quer fugir!
Para te encontrar e no teu olhar se perder.


Mas é ai então, que enfrento esse teu coração e digo:
“- Não me olhes assim, que não penso dar-te...”



sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ás vezes somos super-heróis... outras vezes apenas fugimos!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Tens cola?...

Porque ...

domingo, 27 de março de 2011

O meu relógio é dos antigos. Ouves o tique-taque?


















Voltas e voltas ao relógio até que os nossos ponteiros se cruzassem.
Marcava uma hora bem diferente daquela que consigo agora ler no relógio.

Foi apenas um minuto que durou... O da hora certa!

Mas logo fomos avisados  que a hora iria mudar em breve e com a pressa de nos atrasarmos...
Adiantámo-nos!
Tanto... Que nos desencontrámos!

A partir daí,
eu marcava as horas para te encontrar e
tu os minutos para te despedires.
Acho que apenas nos resta um segundo.
Aquele que chega antes do fim da minha hora e do início do teu minuto.
Embora fugaz faz diferença!

Engraçado como o relógio não pára e como estes segundos se sucedem...

Mas...
Começo a sentir que o relógio está a ficar sem pilhas,
pois pressinto o meu ponteiro a andar cada vez mais devagar.

E com isso... As horas demoram mais a passar
E com o tempo...
O meu ponteiro parará numa hora qualquer, assim como o teu num qualquer outro minuto.


Mas gosto de pensar que assim deixarei de marcar horas para te encontrar,
pois tu deixaste de marcar minutos para te despedires.


E de repente, não ouves as badaladas?

É meia-noite...



A hora certa!



quinta-feira, 24 de março de 2011

Consegues ver o arco-íris?...


regina spektor - Fidelity por WBRNewMedia


                                                                                                    Então vê até ao fim ! ;)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O Meu Coração

Meu coração é um viajante
Que se entrega num instante
Por ai a onde for
Acha que sabe bem o que eu preciso
Prende-se a qualquer sorriso
Sem motivos de maior
O meu coração é inocente
Pensa que a vida é um mar de rosas
Mas eu que vi espinhos em toda a gente
Afasto essas certezas duvidosas

O meu coração é um bicho muito estranho
Que se esconde e não responde a quem chamei
Alérgico ao exterior vive na toca
Onde se esconde e sufoca por não ver entrar o ar
O meu coração vive trancado
Diz que atirou a chave ao mar
E eu que a procurei por todo o lado
Só me resta assim continuar

...

O meu coração é uma criança
Ansiosa pela dança de quem lhe estender a mão
Mas este é caprichoso e inclusivo
É na lista compulsivo que não chega à conclusão

O meu coração segue as novelas
Jubila com as falas das actrizes
O meu carrega histórias de mazelas
E afasta-se desses finais felizes
...

Falei primeiro a bem por ser assunto de respeito
Mas não deu ouvidos perseguiu naquele jeito

Mudei para as ameaças
Tentei que usasse a razão
Mas é palavra estranha pro meu pobre coração

Farta desses maus tratos fiz as malas e parti
E logo te encontrei com o mesmo modo que eu sofri
A mesma frustração
A mesma pose o mesmo olhar
E em teu toque senti no meu corpo a trupulsar

Juntos rimos de tudo
Só chorámos nas novelas
Fingimos ser crianças e dançámos como elas
Perdemos noite e dia entre histórias e canções
Juntámos nomes, gostos e moradas
E quase sem dar por nada
Encontrámos corações

Coração triste
Não me arrastes em teu passo
Meu corpo insiste em decidir o que faço
Se eu digo que sim ele diz que não
Eu vou bem sem coração
Entre morrer de amor e viver nesta prisão
Coração louco
Não me imponhas o teu vicio
Que a pouco e pouco vou cedendo ao sacrifício
É que eu sei bem que se acordares
E procurares por ai
Encontras outro coração para ti

Encontras, encontras...
Corações bom era antigamente
Vais ver que encontras
Já não há disso
Ainda há
É tudo modernices
Procura bem
Vai a feira da ladra dos corações
não tem essência - tem, tem
não tem estrutura - vais ver que tem
não são tenazes... arrisca
não presta... presta!

de Anaquim

sábado, 15 de janeiro de 2011

Há noites assim...




"Do you know that there's still a chance for you
Cause there's a spark in you

Cause baby you're a firework
Come on show 'em what your worth
(...)

Like a lightning bolt, your heart will blow
And when it's time, you'll know

You just gotta ignite the light
And let it shine

even brighter than the moon. "


Há noites assim!... Em que nos encontramos. Em que aprendemos juntas a ser "mais e melhores"!...  ;)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

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