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sábado, 28 de dezembro de 2013

Ser mulher & Ser mãe - uma revolução a fazer ainda...

Muitos estereótipos existem acerca disto, mas acredito que nesta visão me encontro e que só sei ser assim. Sem falsos idealismos e com alguma revolução à mistura, porque precisamos dela e precisamos de crescer com ela... Há que criar raízes para esse Portugal que se deseja... É tempo de pensarmos sobre isto e de o colocar em prática, não há países melhores ou piores, há países com mentalidades mais evoluídas que outros, é o que penso.

sábado, 7 de dezembro de 2013

segunda-feira, 21 de outubro de 2013



Hoje apetece-me só deixar-lhe uma música de que gosto e que não sei porquê faz-me lembrar de princesas que não param até terminarem a sua história. Acho que ela é uma boa personificação disto... Deixei-me ficar apenas embalada por esta música... a imaginar o que lá longe se passa e que direito temos de permanecer parados e quietos sem nada fazer para mudar este futuro que é o nosso também enquanto Humanidade.






Recentemente foi distinguida pela Academia com o seu Award Humanitário, sendo a actriz mais jovem a receber este reconhecimento perante o trabalho que já realizou apesar da sua idade. Conhecida por muitos como uma das mulheres mais sexys do mundo, prova ao mundo que é muito mais do que isso.


 Comecei hoje a ler o diário das suas viagens que se refere ao período em que foi nomeada embaixadora da boa vontade para os refugiados (ACNUR) e é indiscritivel sequer imaginar o que ela descreve com o seu coração e sensibilidade. Sente-se o que lhe tocou a alma e sinto-me inquieta e tocada pela generosidade e simplicidade que coloca nos seus pensamentos.

Leiam e inquietem-se...





sábado, 11 de agosto de 2012

Há verdades que são difíceis de ouvir... Mas que são verdade!... (Só mudaria um termo... não diria atrevidos e antes corajosos)



As Melhores Mulheres Pertencem aos Homens Mais Atrevidos.
Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo.
Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar.
Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir.
Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados...
.
(Machado de Assis)

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

"Cuidas de mim, eu cuido de ti também"

Esta coisa das relações é complicada.
É-me complicada.
Vá lá!Admite! É-te complicada.

Cada um à sua maneira faz as suas opções.

Desde os que se casam e descobrem que queriam estar sozinhos
aos que vivem sozinhos porque descobriram que andar de saltimbanco não os preenchia.
Depois há ainda os que dizem que nunca se vão apaixonar, porque não têm tempo ou disponibilidade
(até ao dia em que acontece...)
e os que se apaixonam a toda a hora e tentam com os sinais que pensam que vêem, encontrar a sua história "felizes para sempre".

A minha começa com letras que nem conhecia e foi preciso que fizesses um ponto de exclamação para eu parar de espanto e para ti olhar.
Os meus olhos começaram com reticências, mas eu sabia que apenas respondiam à tua pontuação.

Como se dissessem... Há mais para dizer... Há mais para ouvir...

Gostei quando disseste "Não há heróis, não há príncipes encantados".
(Agora adivinhas os meus balões de pensamento é?)
Gostei quando o disseste e terminaste com um ponto final de obrigatória pausa.

Agora fazemos parágrafo e tu dizes que vamos iniciar um novo assunto.
Não sei se hei-de iniciar a frase com travessão para falar ou  se espero para te ouvir.

Não sei. Não sei se quero falar, se ouvir.

Não sei se quero ouvir contar uma história com um "felizes para sempre".
Mas acho que já descobrimos que queremos algures escrever "e viveram felizes"...

Consegues ver estas reticências nos nossos olhos?
Sei que sim quando me respondes: - Vamos lá construir a nossa história.



"Se cuidas de mim,
Eu cuido de ti também."
É por isto que digo que isto das relações é-me complicado...
Não devia haver a premissa SE no inicio, estou certa?

Gosto apenas do "cuidas de mim, eu cuido de ti também".






terça-feira, 31 de maio de 2011

Grandes noites!!

Ouço-as a prepararem-se...
Vai ser uma grande noite...


Ando pela noite e... entro nas discotecas...
Parece que entro numa área de caça restrita.
Todos querem ficar com a melhor presa, mas não querem ficar presos.


Eu seduzo-te e tu a mim também.
A capacidade que tenho de te seduzir deixa-me a sorrir.
A de me seduzires também.

Serei só eu que já não posso com bla, bla, bla’s banais?

Cada um ouve o que quer.

Dou por mim perdida entre os que me rodeiam, que apenas perseguem o próximo alvo.

Quem tiver que vir, virá...
Quando não estiveres a olhar para o seu rasto.

E bem com isto percebo, que não sou menina de caça grossa, mas antes sensível demais...

Ou então gosto de me iludir com isso...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Não me olhes assim...


Sinto o teu olhar sobre mim.
E olho para ti também.

Mas rapidamente fujo para longe.


Quero evitar que me roubes  aquilo que não quero dar-te... um pedacinho do que é meu.
Do que sou... O meu coração.


Já o cerquei em grades e mesmo assim ele insiste! Quer fugir!
Para te encontrar e no teu olhar se perder.


Mas é ai então, que enfrento esse teu coração e digo:
“- Não me olhes assim, que não penso dar-te...”



quinta-feira, 28 de abril de 2011

"You're gonna find yourself somewhere... somehow"




Vais encontrar-te...
Um dia destes...
De alguma forma...
Em algum lugar...

sábado, 1 de maio de 2010

Aqui dentro de casa...




Foi há tantos anos, foi há dois mil anos
Que vi no amor o meu Cristo
Que me mostraste um amor imprevisto
Que me falaste na pele e no corpo a sorrir

Meus olhos fechados, mudos, espantados
Te ouviram como se apagasses
A luz do dia ou a luta de classes
Meus olhos verdes ceguinhos de todo para te servir

Mariazinha fui, em Marta me tornei
Vou daquilo que fui pr'aquilo que serei

Filhos e cadilhos, panelas e fundilhos
Meteste as minhas mãos à obra
E encontraste momentos de sobra
Para evitar que o meu corpo pensasse na vida

Teus olhos fechados, mudos e cansados
Não viam se verso, se prosa
O meu suor era o teu mar de rosas
Meus olhos verdes, janelas de vida fechados por ti

Mariazinha fui, em Marta me tornei
Vou daquilo que fui pr'aquilo que serei

Pegas-me na mão e falas do patrão
Que te paga um salário de fome
O teu patrão que te rouba o que come
Falas contigo sozinho para desabafar

Meus olhos parados, mudos e cansados
Não podem ouvir o que dizes
E fico à espera que me socializes
Meus olhos verdes
Boneca privada do teu bem estar

Mariazinha fui, em Marta me tornei
Vou daquilo que fui pr'aquilo que serei

Sou tua criada boa e dedicada
Na praça, na casa e na cama
Tu só vês quando vestes pijama
Mas não me ouves se digo que quero existir
Meus olhos cansados ficam acordados
De noite chorando esta sorte
De ser escrava prá vida e prá morte
Meus olhos verdes
Vermelhos de raiva para te servir

A tua vontade, justiça igualdade
Não chega aqui dentro de casa
Eu só te sirvo para a maré vaza
Mas eu já sinto a minha maré cheia a subir

Meus olhos cansados abrem-se espantados
Prá vida de que me falavas
Pra combater contra os donos de escravas
Meus olhos verdes
Que te vão falar e que tu vais ouvir

Mariazinha fui, em Marta me tornei
Sei aquilo que fui e que jamais serei

segunda-feira, 8 de março de 2010

Emancipação feminina e O Amor


Porque isto de amores e desamores é mesmo complicado...

Muitas vezes não percebemos porque começam, outras vezes não percebemos porque acabam...

Mas hoje resolvi deixar aqui uns excertos de um livro que li e que me fizeram pensar. Estes textos foram escritos em 1941... Muito tempo não? Mas afinal são intemporais...

Acho que hoje em dia, ainda andamos um bocadinho perdidos do que é mesmo essencial.



 “Ele diz que o amor a todos é mais belo que o amor a uma só pessoa. Porque o amor a uma só pessoa é, na realidade, somente amor a si mesmo.

Ele é um homem maduro de 55 anos e encontra-se no estádio do amor a todos, depois de inicialmente ter amado uma vida inteira muitos alguns. Eu sou uma mulherzinha de 27 anos e também carrego intensamente comigo o amor a toda a humanidade, mas ainda assim pergunto-me se não irei andar sempre à procura de um determinado homem. E pergunto-me até que ponto isso será uma restrição, um limite à mulher... (ainda não estou pronta para a síntese).
... a mulher está sempre à procura do tal homem ao qual pode transmitir todo o seu conhecimento e calor e amor e poder criador. Ela procura o homem e não a humanidade.

Não é lá muito simples, essa questão feminina. Às vezes, quando vou na rua e vejo uma mulher bonita, cuidada, completamente feminina, um pouco pateta, fico vacilante. Então sinto o meu cérebro, as minhas lutas, o meu sofrimento, como coisas que me oprimem, algo de feio, pouco feminino, e nesses momentos queria somente ser bonita e tola, um brinquedo desejado por um homem. Coisa curiosa, querer ser-se sempre desejada por um homem, ser isso para nós o mais alto padrão de afirmação de que somos mulheres, embora isso seja, vendo bem, muito primitivo. Sentimentos de amizade, respeito pela nossa personalidade, amor por nós enquanto seres, tudo isso é muito bonito, mas em última instância não queremos que o homem nos deseje como mulher? É ainda quase impossível para mim escrever tudo aquilo que aqui quero dizer, é extremamente complicado, mas é algo de essencial e é importante que o consiga.

Talvez a genuina, interior emancipação feminina ainda tenha que começar...”

Etty Hillesum - Diário


“A um determinado momento uma pessoa reencontra-se às voltas com a mesma questão: a compulsão que tens em ti ou essa ficção ou fantasia, como lhe queiras chamar, de querer possuir uma só pessoa por uma vida inteira, tens de a estilhaçar em mil pedaços.  Esse absoluto tem de ser pulverizado dentro de ti. E em seguida não ficar com a ideia de que a pessoa fica mais pobre com isso, mas justamente mais rica. Bastante mais difícil, mas com mais nuances. Aceitar os pontos altos e baixos nas relações, e encarar isso como positivo e não como entristecedor. O não querer possuir  um outro, o que não significa renunciar ao outro. Deixar o outro em total liberdade, interiormente também, sem que contudo tal signifique resignação. Começo agora a identificar a natureza da minha paixão no meu relacionamento com o Max. Era a dúvida, porque sentias que o outro era inalcançável em última instância e isso atiçava-te ainda mais. Mas isso aconteceu provavelmente porque querias alcançar o outro de modo errado. De modo demasiado absoluto. E o absoluto não existe. Que a vida e as relações humanas são infinitamente matizadas, que não há em parte alguma algo absoluto ou objectivamente válido, isso também eu sei, mas este conhecimento deve estar também no sangue, em ti mesma, não só na cabeça, mas deve também ser vivido...”

Etty Hillesum - Diário



Quanto a este último excerto acho que ainda há muito que se lhe diga... Isto de deixar o outro ser completamente livre é ... tentador. Mas será que é isso que fazemos? Porque às vezes parece-me mesmo que não...


Há uns anos alguém me dizia, que não gostava nada quando a mãe mexia no telemovel do pai sem lhe dizer nada. Ou quando telefonavam para o pai e a mãe logo ia ver quem era. E quando a mãe falava com o pai ao telefone, não era a simples pergunta “tudo bem?” ou “como estás?” que surgia em primeiro, mas antes o “onde estás?”, “com quem é que estás?”. Tudo como se de um controlo se tratasse... e o engraçado é que agora vejo esse alguém, a fazer algumas dessas coisas...


Não sei se sou eu que vejo o mundo através de óculos cor de rosa, ou se afinal sou eu que tenho razão, quando acho que uma relação tem que ter como principal pilar a CONFIANÇA. Pelo menos para mim não faz qualquer sentido, andar toda uma vida a fazer de policia, a ver com quem anda a pessoa de quem gosto, por onde anda... Isso não me interessa! O que interessa é que por onde ela andar, e com quem ela andar, que eu realmente ande com ela nessa caixinha que bate e nos dá vida... 

Quanto ao SER MULHER... bem adoro a frase do primeiro excerto:  "Talvez a genuina, interior emancipação feminina ainda tenha que começar..." ;)

Um grande beijo a todas as mulheres, que apesar de serem grandes, não precisam de se sentir superiores aos homens. Porque ai está precisamente a sua grandeza!

 



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