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domingo, 25 de dezembro de 2011

sábado, 17 de dezembro de 2011

Agora que estás prestes a fechar esses teus olhos azuis, peço-te que os abras para veres tudo o que percorremos, é isso que faço hoje, viajo por meio de lembranças, acidentes, belas vistas, inesperados...

Por mais que acelere, acho que não vou chegar a tempo, para que possas ver tudo... Mas acho que não é preciso, já os saboreaste comigo uma vez, isso basta.



“I want so much to open your eyes

´Cause I need you to look into mine



(…)
Get up, get out, get away from these liars

´Cause they don't get your soul or your fire
Take my hand, knot your fingers through mine
And we'll walk from this dark room for the last time


Every minute from this minute now

We can do what we like anywhere”





terça-feira, 14 de dezembro de 2010



Tenho-me sentido como um jardineiro. Ando a cuidar dos jardins que me rodeiam...






Em alguns deixo umas gotinhas de água, para que a flor da amizade não morra.

Em outros arranco as ervas daninhas, que crescem rapidamente em caminhos que não são percorridos...

Em outros vou apreciando as flores e falando com elas, dizem que elas gostam.

E há ainda aqueles que me dão frutos inesperados e que quero aprender a colher.







"Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que fez 
a tua rosa tão importante." 
Antoine de St. Exupery (in "O princepezinho")

domingo, 20 de junho de 2010

Coimbra de autocarro


Coimbra é sem dúvida uma cidade que nos dá lições de vida a toda a hora…
As minhas viagens de autocarro proporcionam-me momentos de pura esperança. Vejo mesmo autênticos testemunhos de esperança. Porque apesar de sempre nos queixarmos que tudo vai mal, ainda há muita coisa boa a acontecer à nossa volta.

Desde um senhor de cerca de 50 anos que todos os domingos acompanha a sua mãe na sua volta de autocarro… uma senhora muito reguila por sinal. Sempre que o filho se senta antes dela, ela faz questão de se sentar em outro lugar, obrigando-o a ir ter com ela.
E se fazendo isto uma vez, talvez isso não tivesse qualquer problema. Da forma repetida que é, é impressionante ver a paciência com que o filho vai ter com ela todos os domingos, em que ela se decide trocar-lhe as voltas nos bancos do autocarro.

Outro exemplo é o de uma família que faz questão de andar sempre de sorriso na cara. E quando vamos a ver, tanto o pai como a mãe são cegos. E assim lutando, vão fazendo da sua vida, apenas mais uma vida normal. E sublinho… Andam sempre a sorrir!!!! É um grande sinal não?
Muitos exemplos poderia contar. Porque felizmente há muitos mais.  Posso dizer que foi uma coisa que me marcou, quando ainda era caloira. Coimbra é uma cidade aberta a todos. E ainda não é perfeita em termos de acessibilidade, mas é quase perfeita na integração de pessoas com incapacidades, pelo menos naquilo que vejo.
Que continue assim, e que aprendamos com estes rostos de Cristo a sermos também melhores dia após dia.
E claro, sempre com um sorriso nos lábios! Mas um sorriso sincero! ;)

sábado, 14 de novembro de 2009

Serões em familia




“Chegado ao hospital, pensei ter-me enganado no quarto.
Em todos aqueles anos de contacto com Noah nunca o vira de olhos postos num televisor. Apesar de ter um aparelho em casa, este servira principalmente para os filhos enquanto eles foram pequenos e na altura em que conheci a família já era ligado muito poucas vezes.
Em vez disso, a maioria dos serões era passada no alpendre, onde se contavam histórias. Em certas alturas, a família cantava enquanto Noah tocava guitarra, mas havia dias em que as pessoas se limitavam a conversar, tendo como música de fundo o canto dos grilos e das cigarras. O mesmo que a família fazia na sala de estar durante as noites mais frias, depois de Noah ter acendido a lareira. Também havia serões em que cada um se limitava a enroscar-se nos sofás ou nas cadeiras de balouço e ficava a ler. O único ruído que se ouviria, durante horas, era o de folhear as páginas dos livros, o que permitia a cada um evadir-se para um mundo diferente, mesmo que nas proximidades dos mundos dos outros.
Era um regresso a outra era, a um tempo em que os valores da família estavam acima de tudo, e eu adorava participar naqueles serões.”
In “Alquimia do amor” – Nicholas Sparks

Fizeram-me falta serões assim...

Fazem-nos falta serões assim... :)

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