sábado, 27 de novembro de 2010

Nada nesta vida é por acaso...




- Senhor, é tão pesado...
-Por favor, cortarei-o só um pouquinho...




- Senhor, cortarei-o só um pouquinho mais...
- Eu serei capaz de carregá-lo melhor..



- Senhor, muito obrigado...




- Ahhhh...É muito curto, não posso atravessar...




Porque tudo tem um "por quê" e um "para quê"!...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Gosto do "Era uma vez..."



Era vez um pensamento teu
Quase podia ser segredo meu
E teu
Era quem sabe um tempo de inventar
Subir o teu corpo
Cair do teu sonho
E ficar em nós

Era uma vez um medo que voou
Que se fez asa, sopro, ar
Nunca mais voltou
E eu sem saber porquê fui atrás
E ainda o vi
Esconder-se de ti

...

Era uma vez um sonho que não sei
Que se fez asa, sopro, ar
Quase lhe toquei
E a pressentir porquê fui atrás
E ainda o vi
A esconder-se em mim
Era talvez um tempo pra te dar ...

O tempo que não foi tempo não passou
O sonho que se fez pele e se guardou
aqui ficou
Como se fosse sopro, asa, ar, escondeu-se em nós
E no teu olhar
...
Fica pra sempre tanto do que sou

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Circo das Borboletas

(peço desculpa por estar legendado em espanhol, mas não existe legendado em português :P)







Fiquei na dúvida se deveria escrever alguma coisa depois deste filme... Acho que a mensagem é suficientemente forte e bonita.

Mas mesmo assim... Decidi partilhar o que ouvi e guardei ;)

Em primeiro, o filme deixa-me uma frase no ouvido, que o resume na perfeição:
"Quanto maior a prova,
Mais grandiosa é a vitória."

E é mesmo verdade não?

Para além disso há ainda aqui um pormenor em que reparei especialmente. O facto da pessoa que mais  fez crescer este homem no filme, ser precisamente aquela que mais exigiu dele. E que para além disso é precisamente a que lhe diz "-Tu não precisas de ajuda, tu consegues sozinho". Não é isto a principal ajuda que ele recebeu? Na minha opinião foi. E nem sempre é esta ajuda que damos... É mais fácil educar para a dependência, que para o contrário. E se calhar, porque muitas vezes o facto de dependerem de nós, nos faz sentir bem... Muitas vezes é difícil dizer: - Voa sozinho! Mas é importante.
Na minha vida foi assim... As minhas maiores quedas foram as minhas maiores lições. E acho que isto não é só na minha vida...

Que as nossas dificuldades nos ajudem a crescer cada vez mais. E que isso ajude os que nos rodeiam a crescer também. ;)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Um dia ZEN

A banda sonora para este dia é sem dúvida esta música que aqui deixo.

Ainda hoje ouvia Rodrigo Leão e me lembrava da serenidade que as músicas dele me transmitem.

Pois bem, acho que se tivesse que dar um nome à música que aqui deixo seria esse...
 

SERENIDADE!



sábado, 30 de outubro de 2010

Teoria dos seis graus de separação

A teoria dos seis graus de separação originou-se a partir de um estudo científico, que criou a teoria de que, no mundo, são necessários no máximo seis laços de amizade para que duas pessoas quaisquer estejam ligadas.

"No estudo, feito nos Estados Unidos, procurou-se, através do envio de cartas, identificar o números de laços de conhecimento pessoal existente entre duas pessoas quaisquer. Cada pessoa recebia uma carta identificando a pessoa alvo e deveria enviar uma nova carta para a pessoa identificada, caso a conhecesse, ou para uma pessoa qualquer de suas relações que tivesse maior chance de conhecer a pessoa alvo. A pessoa alvo, ao receber a carta, deveria enviar uma carta para os responsáveis pelo estudo." Wikipedia

Recentemente assisti a um documentário e resolvi colocá-lo aqui para que assim como eu, pudessem perceber em que consiste a teoria.
Para além do conhecimento das redes sociais permite também decifrar questões importantes relacionadas com o estudo de doenças (uma das principais, o cancro)... É só ver!







segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Discos pedidos

Era para pedir uma música... duas músicas... pronto três... :)







quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Facebook?... Uma reviravolta!...

Bem há um ano atrás...
Facebook nem pensar!...
E em algumas coisas continuo de acordo. Se bem que em outras talvez o post tenha sido um pouco agressivo. :P

Continuo na dúvida se o facebook muda a vida de alguém?... Ou se andamos quase sempre a falar do tempo...


E relembro o que tinha o artigo que na altura postei e que em alguns aspectos é bastante realista: "Quem vê a minha cara, vê o meu coração? Sabe realmente quem sou? O que penso? As minhas contradições e fragilidades?
Alguém usa o Facebook para desabafar sentimentos do tipo: “Hoje estou com uma neura mortal”?; “O meu problema é que estou sem cheta para pagar o IVA”? Estas minudências partilham-se nas redes sociais? Para que servem as redes sociais?"


Na conclusão do antigo post,  há uma frase que agora me salta atenção: "em vez de se descobrirem, expõem-se logo por inteiro: fotografias, a biografia das suas vidas, com amores antigos e actuais. E por isso é que vivem esta estranha vida" E não é verdade? Uma das razões pela qual o meu perfil do blog não é mais completo é precisamente  esta... O meu perfil é para ser descoberto aos poucos... Acrescento uma coisa de cada vez. Quando conheço uma pessoa também não fico logo a saber tudo de uma vez. Porque é que aqui não pode ser igual?

Bem, mas agora falando das vantagens do facebook (voltando ao assunto, portanto). Algumas tem... Reencontrei pessoas com as quais tinha perdido contacto... Encontrei pessoas que pensava que estavam longe e afinal estão bem ao meu lado. Mas continuo sem muita paciência para comentários sem conteúdo... Sem um verdadeiro significado. E ainda bem sinceramente... Há que manter alguma exigência afinal. :)

Em relação ao facebook só posso concluir uma coisa, enquanto tiver paciência vou mantendo o meu e talvez pouco mais que isso.:P

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O peso das malas que levei e trouxe...

Até agora tenho dificuldade em escrever sobre o meu mês "longe do meu mundo", acho que ainda agora nem metade do que vi consegui absorver, consegui reviver e encontrar em mim um espacinho para cada coisa. Acho que esta minha casa ainda está à espera de arrumações.

Mas por ironia ou não, encontrei um texto de um padre com sotaque açucarado que me disse muito e que diz muito de tudo o que vai nesta minha casinha.
E assim aqui o deixo...

"O perigo da viagem mora nas malas.
Elas podem nos impedir de apreciar a beleza que nos espera.

Experimento na carne a verdade das palavras, mas não aprendo.

Minhas malas são sempre superiores às minhas necessidades.

É por isso que minhas partidas e chegadas são mais penosas do que deveriam.

Ando pensando sobre as malas que levamos...
Elas são expressões dos nossos medos.
Elas representam nossas inseguranças.

Olho para o viajante com suas imensas bagagens e fico curioso
para saber o que há dentro das estruturas etiquetadas.
Tudo o que ele leva está diretamente ligado ao medo de necessitar.

Roupas diversas; de frio, de calor o clima pode mudar a qualquer momento!
Remédios, segredos, livros, chinelos, guarda-chuva - e se chover?
Cremes, sabonetes, ferro - elétrico - isso mesmo!
Microondas? - Comunique-me, por favor, se alguém já ousou levar.

O fato é que elas representam nossas inseguranças.

Digo por mim. Sempre que saio de casa levo comigo a pretensão de deslocar o meu mundo.
Tenho medo do que vou enfrentar.

Quero fazer caber no pequeno espaço a totalidade dos meus significados.
As justificativas são racionais.

Correspondem às regras do bom senso, preocupações naturais para quem não gosta de viver privações.

Nós nos justificamos.
Posso precisar disso, porque preciso daquilo...

Olho ao meu redor e descubro que as coisas que quero levar não podem ser levadas.

Excedem os tamanhos permitidos.
Já imaginou chegar ao aeroporto carregando o colchão para ser despachado?

As perguntas são muitas...

E se eu tiver vontade de ouvir aquela música?
E o filme que costumo ver de vez em quando, como se fosse a primeira vez?

Desisto. Jogo o que posso no espaço delimitado para a minha partida e vou.

De vez em quando me recordo de alguma coisa esquecida, ou então,
inevitavelmente concluo que mais da metade do que levei não me serviu pra nada.

É nessa hora que descubro que
partir é a experiência inevitável
de sofrer ausências.

E nisso mora o encanto da viagem.
Viajar é descobrir o mundo que não temos.

É o tempo de sofrer a ausência que nos ajuda a mensurar o valor do mundo que nos pertence.

A partida nos abre os olhos para o que deixamos.
A distância nos permite mensurar os espaços deixados.

Por isso, partidas e chegadas são instrumentos que nos indicam
quem somos,
o que amamos e
o que é essencial para que a gente continue sendo.

Por isso é tão necessário, partir, sair na direção das realidades que nos ausentam.

Lugares e pessoas que não pertencem ao contexto de nossas lamúrias...


Ver o sofrimento de perto, tocar na ferida que não dói na nossa carne, mas
que de alguma maneira pode nos humanizar.

Andar na direção do outro é também fazer uma viagem.
Mas não leve muita coisa, não tenha medo das ausências que sentirá.

Ao adentrar o território alheio, quem sabe assim os seus olhos se abram para
enxergar de um jeito novo o território que é seu.

Não leve os seus pesos.
Eles não lhes permitirão encontrar o outro.

Viaje leve, leve, bem leve.

Mas se leve."

(Padre Fábio de Melo)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

palavras que me ficaram no ouvido...

Numa das minhas muitas passeatas pela net, mais uma vez lá encontro algo que me faz parar...
Alguém que diz exactamente o que sinto...

"Então compreendi que a verdadeira amizade é aquela que é livre para perceber que o outro é diferente daquilo que pensávamos; e é livre para perceber os ciclos da vida; e é tão livre para receber os pequenos tesouros que um amigo pode trazer como para largar e deixar ir. Talvez volte a encontrar a Mariana*, talvez não. Se sim, terei um gosto imenso em conhecê-la de novo. Se não, confio que a vida a levará na palma das mãos rumo ao crescimento e à liberdade."


Talvez isto seja a verdadeira amizade, a de deixar voar "apenas".
texto na integra em: 

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

So for now, I'm gonna stay in this quiet town.



I know somewhere there is a party going down.
Interesting people; conversation to be found.
I've lived in cities where there is no solitude,
Made some friends there that I hope I'll never lose.
But, for now, I want to stay in this quiet town.

The neighbors on my block, they've got stories to tell.
"This is the grocery who once was a hotel."
"And Mr. Driskle,  he just stands there with his smile, inviting everyone he sees to come inside."
This is the life I want to live in a quiet town.

OoO, sometimes I miss the shows I loved a long time ago.
OoO, sometimes I miss the shows I loved a long time ago.

Come Sunday morning there's a market on the square.
Children are playing, bells are ringing in the air.
Old men are drinking,
it's a lazy afternoon;
content with thinking that there is nothing to do.

So for now, I'm gonna stay in this quiet town.
In this quiet town.
In this quiet town.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Hoje é o dia!... do nosso encontro

Então aqui vamos nós.

Escolhi uma reflexão/oração para nos encontrarmos.

Uma que fala de algo que por vezes nos falta. A mim faltou no primeiro dia em que me quis encontrar contigo. E porque não reflectirmos sobre isso?... Vê o que andas a fazer com o teu... Eu vou fazer o mesmo!;)






Porque há vezes em que me falta o tempo!... :)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Alteração de datas

Bem para não variar mais uma vez fiz das minhas... :P
E distraida não reparei que a nova data que tinha colocado para o encontro estava mal...
Assim, para que possas vir e não haja mesmo enganos...
A data fica marcada para ...

dia 6 de outubro
                  às 22 horas

e desta vez é que é mesmo!...
Pronto e há que ter calma que a vida é mesmo assim... Feita de encontros e desencontros. :)

domingo, 26 de setembro de 2010

Alteração de datas

Bem há quem diga que os telemóveis fizeram com que deixássemos de ser pontuais...

E entes que me atrase para o encontro marcado decidi marcar uma nova data...

Assim,
o encontro fica adiado para

quarta - feira (dia 29 de outubro)
às 22h (de Portugal)

Até lá! ;)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Aceitas?

Hoje foi o dia... de receber um sorriso amigo e inesperado por e-mail. E foi bonito demais... (faz-me lembrar de uma música esta frase :D)

E tive uma ideia...

MARCAR UM ENCONTRO!

E marquei... Marquei um encontro com esse sorriso e com Deus...

E depois tive outra ideia... (Que perigo não? :) )

Decidi marcar um encontro contigo
que estás a ler este post...


Dia  28 de Setembro de 2010 
(mais precisamente de amanhã a oito dias)
Às 21:30 h (em Portugal).
Local: por perto do teu computador...
A entrada é grátis e não há consumo mínimo!

E mais será revelado nesse dia até às 21h aqui no blog :)

Aceitas?




 

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Ser ponto de luz...

Um ano passou desde que tudo aqui começou ...


A luz é diferente e as sombras também...

Eu estou diferente,
                                                                             mas a música continua a mesma...


terça-feira, 7 de setembro de 2010






Há dias que soam assim, que sabem assim...
Com um doce e uma saudade que não se tocam, mas que se sentem...
Gosto destes dias!
:)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Mundo inteiro

"Todos te querem bem
mas tu não, mas tu não
todos te querem também
mas tu não,mas tu não
eu vou estar aqui, vou estar aqui
para quando tu
não quiseres ouvir
vou estar aqui, por ti...

Eu não quero
eu não quero, ver o mundo inteiro
pronto a esquecer que tem alguém
que não tem tratado bem

E quando me vejo ao espelho
e pergunto-me
quando é que esse espelho vai sorrir, porque

Eu não quero
eu não quero, ver o mundo inteiro
pronto a esquecer que tem alguém
que não tem tratado bem
"
                                Paulo de Carvalho

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

...

"Há toques ao de leve,

que mexem com muita coisa"

terça-feira, 27 de julho de 2010

De partida...



Para onde vou?
Só sei o nome...
E algumas descrições vagas...
Mas talvez a curiosidade maior não seja sobre as paisagens...
Porque afinal de contas...

"Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." (Antoine de Saint-Exupéry)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Fiquei a pensar!

Li uma entrevista de um escritor que nunca tinha ouvido falar... Mas a sua entrevista em muitas frases deixou-me a pensar.
Deixo aqui algumas delas. As que gostei mais, porque precisamente me deixaram a pensar...
 
"A sua obra está toda ela dedicada ao lado maravilhoso da leitura, do acto de ler. A sua paixão pela leitura vem de onde? Nasce-se leitor ou uma pessoa torna-se leitora?
Penso que somos animais leitores. Vimos ao mundo com uma certa consciência de nós próprios e do que nos rodeia e temos a impressão de que tudo nos conta histórias: a paisagem, o rosto dos outros, o céu, em tudo encontramos linguagem. Tentamos desentranhá-la, tentamos lê-la. Nesse sentido, não podemos existir enquanto seres humanos sem a leitura. Inventámos a linguagem escrita, a linguagem oral, para tentarmos comunicar essa experiência do mundo, para nos contarmos histórias e através delas, falar dessa experiência. No meu caso, o conhecimento do mundo passou sempre pelos livros. Tive uma infância um pouco particular: o facto de o meu pai pertencer ao corpo diplomático fez com que viajássemos muito e que eu não tivesse nenhum sítio onde me sentisse em casa. A minha casa estava nos livros. Regressar à noite aos livros que conhecia, abri-los e constatar com imenso alívio que o mesmo conto continuava na mesma página, com a mesma ilustração, dava-me uma certa segurança e um certo sentido do lar."
 
"Em tudo encontramos linguagem". Há vezes em que gosto imenso da linguagem que encontramos no silêncio. Apenas o silêncio das pessoas que conhecemos bem, conseguimos decifrar. Gosto disso! :)
 
E por mais que tente ler a vida deste escritor não consigo, mas numa coisa concordo: Há livros que nos fazem sentir em casa.  
"Mas nem toda a gente é leitora...
Nem toda a gente é leitora, mas acho que, no fundo, é porque as circunstâncias fazem que não sejamos todos leitores. A possibilidade está em todos nós. O que quero dizer é que suponho que há pessoas que nunca se apaixonam, suponho que há pessoas que nunca viajam, suponho que há pessoas que não têm uma certa experiência do mundo. E da mesma maneira, existem muitas pessoas que não são leitoras. Mas a possibilidade está dentro de nós.
A proporção de leitores numa dada sociedade nunca foi muito grande - seja na Idade Média, seja no Renascimento ou no século XX. Os leitores nunca foram a maioria. 
 
Gostemos ou não, o futuro não será electrónico na mesma?
 
É muito importante sabermos por que usamos uma coisa. Eu não uso telemóvel, não uso a Internet, não tenho email, mas é uma escolha, não é uma resistência contra algo que me poderia servir. A mim, essas coisas não me servem. Percebo perfeitamente que um cirurgião, que pode ser chamado de urgência, precise do telemóvel, mas a ideia dessa presença constante, dessa comunicação constante, dessa urgência constante, é totalmente falsa. E nós aceitámo-la - mas espero que consigamos reagir. Já chega, já brincámos com todos esses brinquedos e agora vamos pensar um pouco para saber se realmente precisamos deles."

Alberto Manguel  
 
 

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Começo do fim

E se agora se inicia o fim de uma etapa, que a próxima seja assim...

Oração do Farmacêutico

"Senhor!
No silêncio do meu trabalho, na ciência,
mantém a rectidão do meu carácter.
Faz-me evoluir na Tua paz,
quando estiver a manipular
de forma a que o medicamento cure o necessitado.
Protege-me com Teus olhos,
quando nos minúsculos campos da visão microscópica,
eu vir a Tua divina criação.
Que a música suave das esferas
que emanam do Teu reino,
alcancem o meu ser no meu trabalho
e me façam um agente da paz e do bem-estar.
Finalmente, que em todas as ocasiões
em que lidar com o meu próximo,
eu possa levar-lhe não só os medicamentos,
as análises, e pesquisa, mas profundamente
meu Senhor,
muito, muito amor,
o sentido maior da minha verdadeira missão". 
Autor desconhecido

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Bocados de mim? Ou de nós?

"Eu gostava de ser dessas pessoas positivas que andam pela vida cheias de planos para amanhã
Que dizem frases feitas mas têm suas próprias manias
Que os outras gostam delas porque elas são mesmo assim

Eu gostava que no fundo o mundo fosse simples
Que o dia fosse um barco e a noite fosse um cais
Se tudo fosse sim ou não para mim era mais fácil
E eu não tinha que magoar as pessoas que gosto mais

Eu gostava de ser mais ajuda para a família
De aprender a fazer bolos em casa da minha avó
Porque ela me quer lá e até faz alguns petiscos com a minha mãe a ajudar para que ela não se sinta só

Eu gostava de me lembrar mais de algumas coisas que a vida foi levando em tratamento de choque
De me recordar de cheiros de barulhos e dos discos com que a minha irmã me ensinou a ser alguém do rock

Mas ando pela vida feito placa de auto estrada que ensina o caminho aos outros mas pouco sabe de si
Mas ando pela vida por ver andar meus amigos
E confesso que por vê-los nem me custa andar ai

Eu gostava de ser qualquer coisa mais peculiar
O blog da filipa e os textos que lá diz
Um assunto que tivesse algum efeito nas pessoas
Como os poemas da Ines ou as anedotas do Luis

Eu gostava de me dedicar aos trocadilhos
Que me fazem perder tempo e não fazem rir ninguém
Que há coisas que não são para rir
São só para ter pinta
Já dizia o meu pai e eu só agora entendi bem

Mas ando pela vida cinzentão e esbatido
Sem ter a coragem de convidar gente para dançar
Mas ando pela vida sem ter a lata do Hugo
Que é capaz de fazer tudo para a malta se animar

Eu gostava de saber explicar bem o que sinto
Não mentir como minto quando digo que estou bem
Porque todos temos dores e para cheirar as flores
Desbravamos os caminhos com a ajuda de quem vem

Eu gostava de ser qualquer coisa mais bonita
Fosse o sorriso da Rita fosse o carinho da Rute
Lutar cegamente por aquilo que se acredita
Porque há lutas que se perdem mas precisam que alguém lute

Mas ando pela vida às vezes sem ser sincero
Lá me vai pesando quando é hora de deitar
Finjo ser a pessoa que eu quero que os outros gostem
E acabo a não ser nada que valha a pena gostar

São só bocados de mim
São só bocados de nós
São só bocados que eu enfim deixei ir na minha voz"


sábado, 10 de julho de 2010

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Ergue-te ao sol



Quando acordares
Olha para mim
Quero que vejas
O que eu já vi e aprendi

Vi na memória
De um homem bom
Que há muito tempo
Se ouviu um som
Que se perdeu

Que som foi esse
Que aconteceu
Foi uma voz
Que nos chamou
Nos alertou

Disse que a vida
É muito mais
Do que a soma
Do que queremos
Quanto mais temos

Anda comigo e sente a razão
Olha em frente e lá está o teu irmão
Dá-lhe a tua mão

Ergue-te ao Sol
Brilha
E canta a canção
Do que ela fala é de uma revolução
A do coração

Quando acordares
Olha para mim
Há outra vida que vive em ti
Foi o que eu vi

Vi que há cá dentro
Dentro de nós
Alguém que canta
E só se ouve
Se estamos sós

Anda comigo e sente a razão
Olha em frente e lá está o teu irmão
Dá-Ihe a tua mão

Ergue-te ao Sol
Brilha
E canta a canção
Do que ela fala é de uma revolução
A do coração

Quando acordares
Olha para mim
Pensa que um dia
Vai ser diferente
Para toda a gente

sábado, 26 de junho de 2010

Amizade é isto:


Há uma amiga minha que é sem dúvida, uma forma que Deus arranjou, para me ajudar a crescer e a ver as coisas sempre de outra perspectiva.
 Acho que nunca ou quase nunca agradecemos pelos amigos que temos, não é?
Tomamos isso como algo adquirido, como o nascer do sol… Dizemos que é normal… Mas se pararmos e formos capazes de ver mais fundo, descobrimos que cada pessoa na nossa vida acaba por ter uma missão, que tem algum caminho a mostrar-nos. Outras vezes não nos mostra o caminho… ainda nos baralha é mais… Mas também há quem diga que “Às vezes é preciso perdermo-nos para nos encontrarmos”.
E nós nas vidas que cruzamos? Será que mostramos caminhos? Será que somos capazes de ver e o mostrar outra prespectiva? Será que somos mesmo rosto de Cristo para os outros?

domingo, 20 de junho de 2010

Coimbra de autocarro


Coimbra é sem dúvida uma cidade que nos dá lições de vida a toda a hora…
As minhas viagens de autocarro proporcionam-me momentos de pura esperança. Vejo mesmo autênticos testemunhos de esperança. Porque apesar de sempre nos queixarmos que tudo vai mal, ainda há muita coisa boa a acontecer à nossa volta.

Desde um senhor de cerca de 50 anos que todos os domingos acompanha a sua mãe na sua volta de autocarro… uma senhora muito reguila por sinal. Sempre que o filho se senta antes dela, ela faz questão de se sentar em outro lugar, obrigando-o a ir ter com ela.
E se fazendo isto uma vez, talvez isso não tivesse qualquer problema. Da forma repetida que é, é impressionante ver a paciência com que o filho vai ter com ela todos os domingos, em que ela se decide trocar-lhe as voltas nos bancos do autocarro.

Outro exemplo é o de uma família que faz questão de andar sempre de sorriso na cara. E quando vamos a ver, tanto o pai como a mãe são cegos. E assim lutando, vão fazendo da sua vida, apenas mais uma vida normal. E sublinho… Andam sempre a sorrir!!!! É um grande sinal não?
Muitos exemplos poderia contar. Porque felizmente há muitos mais.  Posso dizer que foi uma coisa que me marcou, quando ainda era caloira. Coimbra é uma cidade aberta a todos. E ainda não é perfeita em termos de acessibilidade, mas é quase perfeita na integração de pessoas com incapacidades, pelo menos naquilo que vejo.
Que continue assim, e que aprendamos com estes rostos de Cristo a sermos também melhores dia após dia.
E claro, sempre com um sorriso nos lábios! Mas um sorriso sincero! ;)

sábado, 12 de junho de 2010

Quem está por detrás do blog...

Acho que isto dos blogs é bem engraçado.

Quando não conhecemos quem escreve, a maioria dos pormenores passa despercebida. Quando conhecemos quem o faz, percebemos que cada pormenor faz toda a diferença e mostra sempre um bocadinho da pessoa que está por detrás. Acho que é quase como quando entramos na casa de alguém e olhamos para uma vela, uma foto ou para um qualquer objecto de decoração e dizemos... Isto é mesmo a tua cara!

Acho que há blogs assim também... são a cara da pessoa que os fez e descobrir isso é mesmo divertido! :)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

A minha alma... Será?

terça-feira, 1 de junho de 2010

Dá-me um abraço



Simplesmente linda!
o videoclip está um pouco lamechas, mas não encontrei outro melhor :P

Bem como sinalização de mensagem no meu telemóvel já está. e por um lado nem sei se o devia ter feito... Acabo por estar a banalizar uma música de que gosto tanto. Mas como os meus dias andam. Se não for assim quase que não tenho tempo para ligar o computador, rádio, o que for para a ouvir.
 É mesmo um doce de música :)

E aqui fica um abraço para todas as crianças...

sexta-feira, 14 de maio de 2010

"Making of" do filme "Do you know Benedict XVI?"

O meu último post foi apenas um filme, mas um filme que diz mais deste Papa que se tornou tão próximo de nós nestes dias. Sou sincera que a ele me converti, sem dúvida. Tornou-se o meu avozinho na fé. :)

Hoje decidi colocar um bocadinho da história do filme que postei, porque acho que é sem dúvida uma forma de fazer missão, dar a conhecer o Papa aos outros. assim aqui fica um pequeno relato. Eu achei-o maravilhoso:

"

15 horas de trabalho, 1.000 fotografias, mais de 1.400 desenhos... Vários universitários produziram um vídeo intitulado "Do you know Benedict XVI?" que, em poucos dias, recebeu inúmeras visitas na Internet.

2010/03/28
Santiago González-Barros

Vídeo Do you know Benedict XVI?

Tudo começou quando decidimos apresentarmo-nos no congresso UNIV que decorre em Roma, anualmente, na Semana Santa. No ano passado tínhamos já filmado uma apresentação em vídeo e tínhamos sido premiados pela qualidade técnica, mas este ano pretendíamos ir mais longe. Somos um grupo de cinco estudantes da Faculdade de Comunicação da Universidade de Navarra e frequentamos o Colégio Mayor Mendaur.

Opus Dei - Santi, editor do vídeo.
Santi, editor do vídeo.
O nosso ponto de partida era claro: produzir um vídeo que mostrasse Bento XVI e a sua capacidade para transmitir grandes ideias de maneira simples. Queríamos deixar claro que o Papa chega aos jovens com uma mensagem renovadora de elevado nível intelectual; ou seja, não é uma figura longínqua, antiquada, incompreensível ou anciã, mas antes alguém muito próximo de nós.

Ideias inovadoras... mas sem tempo
No entanto, não sabíamos ainda como fazer avançar essa ideia. O Miguel Rojo, estudante do terceiro ano de Publicidade e Relações Públicas, não nos acompanhara no ano anterior e tinha muita vontade de participar no projecto, especialmente se nos decidíssemos a fazer algo realmente criativo. O Miguel é um grande desenhador e tem ideias originais.

Entre ele e eu fomos amadurecendo a ideia durante pouco mais de um mês enquanto continuávamos com os nossos respectivos cursos universitários e com outros projectos. Como a arte também me atrai muito, optámos por criar algo que tivesse uma estética inovadora, algo que ninguém tivesse ainda feito para um tema na aparência tão sério como a figura do Santo Padre.
Opus Dei - Tudo eram boas ideias mas o tempo escasseava...
Tudo eram boas ideias mas o tempo escasseava...

Pensámos em fazer “kinetic typography” (letras em movimento com programas de efeitos especiais) ou uma animação por computador com Flash ou 3D ou uma animação com desenhos ao estilo da Disney, etc … Eram tudo ideias prometedoras, mas o tempo escapava-se-nos.

A noite anterior

Chegou o dia anterior à entrega do material e apenas tínhamos a ideia inicial. Álvaro Piquer, estudante de Jornalismo, tinha conseguido toda a informação necessária para um projecto destas características: a biografia do Papa, algumas das suas viagens, as suas ideias principais, comentários de outros líderes religiosos… Cada vez nos assombrava mais a figura do Santo Padre, mas continuávamos sem saber o que fazer. Chegou a noite e eu estava completamente bloqueado e céptico diante do projecto. Já não havia tempo para nenhuma das ideias tão atractivas que tínhamos tido. Só tínhamos um dia para o fazer.

Foi então que o Miguel se lembrou do “Stop-motion”. Já tínhamos falado disso alguma vez, mas parecia-nos algo demasiado simples. Agora era a nossa única esperança. Tínhamos ideias sobre o Papa, uma câmara fotográfica de um amigo e suficiente habilidade para poder fazer alguns desenhos. Fomos dormir sabendo que o Domingo ia ser um dia intenso. E isso, sem guião… Algo realmente horrível para a maioria dos nossos professores da Faculdade.

Tínhamos ideias sobre o Papa, uma câmara fotográfica de um  amigo e alguma habilidade para poder fazer desenhos.

O rotulador aguentou

No entanto, providencialmente, tudo começou a funcionar. 15 horas de trabalho, mais de 1.000 fotografias e (evidentemente) mais de 1.400 desenhos. Foi uma corrida, sem sabermos qual seria o desenho seguinte. Não sabemos ainda como resistiu o rotulador …

O Juan Camilo Pedraza ajudou-nos a fazer as fotos e fixou-se na coerência da história enquanto o Miguel e eu desenhávamos. Depois, passei as fotos para um programa de edição e tudo acabou neste vídeo. O Alberto Bonilla, também estudante de Jornalismo, encontrou uma música espectacularmente adequada para o vídeo e foi quem o apresentou na fase do UNIV de Navarra. Atribuíram-nos o primeiro prémio.
Opus Dei - O Miguel não tinha estado connosco no ano anterior e tinha muita vontade em participar no projecto.
O Miguel não tinha estado connosco no ano anterior e tinha muita vontade em participar no projecto.

É verdade que faltam dados e, quiçá, não seja muito profissional, mas cremos que essa espontaneidade é o que dá frescura e graça a um vídeo que, mais do que pelo conteúdo, apoia o Papa com o gesto de uns jovens estudantes que mostram a sua própria visão da sua pessoa."

de Noticias Opus Dei

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Papa Bento XVI

Como só podemos amar quem conhecemos...

E que tal conhecer melhor o papa?

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Eu acredito!

E tu?

sábado, 1 de maio de 2010

Aqui dentro de casa...




Foi há tantos anos, foi há dois mil anos
Que vi no amor o meu Cristo
Que me mostraste um amor imprevisto
Que me falaste na pele e no corpo a sorrir

Meus olhos fechados, mudos, espantados
Te ouviram como se apagasses
A luz do dia ou a luta de classes
Meus olhos verdes ceguinhos de todo para te servir

Mariazinha fui, em Marta me tornei
Vou daquilo que fui pr'aquilo que serei

Filhos e cadilhos, panelas e fundilhos
Meteste as minhas mãos à obra
E encontraste momentos de sobra
Para evitar que o meu corpo pensasse na vida

Teus olhos fechados, mudos e cansados
Não viam se verso, se prosa
O meu suor era o teu mar de rosas
Meus olhos verdes, janelas de vida fechados por ti

Mariazinha fui, em Marta me tornei
Vou daquilo que fui pr'aquilo que serei

Pegas-me na mão e falas do patrão
Que te paga um salário de fome
O teu patrão que te rouba o que come
Falas contigo sozinho para desabafar

Meus olhos parados, mudos e cansados
Não podem ouvir o que dizes
E fico à espera que me socializes
Meus olhos verdes
Boneca privada do teu bem estar

Mariazinha fui, em Marta me tornei
Vou daquilo que fui pr'aquilo que serei

Sou tua criada boa e dedicada
Na praça, na casa e na cama
Tu só vês quando vestes pijama
Mas não me ouves se digo que quero existir
Meus olhos cansados ficam acordados
De noite chorando esta sorte
De ser escrava prá vida e prá morte
Meus olhos verdes
Vermelhos de raiva para te servir

A tua vontade, justiça igualdade
Não chega aqui dentro de casa
Eu só te sirvo para a maré vaza
Mas eu já sinto a minha maré cheia a subir

Meus olhos cansados abrem-se espantados
Prá vida de que me falavas
Pra combater contra os donos de escravas
Meus olhos verdes
Que te vão falar e que tu vais ouvir

Mariazinha fui, em Marta me tornei
Sei aquilo que fui e que jamais serei

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Welcome - Bem vindo - O filme







“Ele quer como todos os outros que desfilam neste posto de policia, alcançar a Inglaterra. Há-de chegar lá, custe o que custar.”
Encontrei o filme por entre umas conferências realizadas em parceria com a Faculdade de Economia de Coimbra. E sinceramente achei que foi uma ideia GENIAL!!! Pois para além de se tratar de cinema grátis, ainda era dado um livro de apoio ao filme, que me permitiu contextualizar a temática do filme nos dias de hoje e perceber o porquê de ter sido premiado pelo Parlamento Europeu. Alguns excertos deixo de seguida, alguns comentários meus também. J

Testemunhos de voluntários
Jean-Claude Lenoir, membro da Salam (organização que ajuda os clandestinos) já conheceu de tudo: termo de identidade e residência, escutas telefónicas, perseguições. “Tornámo-nos mesmo paranóicos”, consta, em dado momento “mudava de percurso, tinha a obsessão, tinha o medo de ser espancado”. Alojou no seu pavilhão um sem número de clandestinos, utilizou mesmo nomes falsos. “Os policias sabem efectivamente que nunca ganhei um só cêntimo. Mas vejam em que estado estão os clandestinos! Quando os nossos filhos julgarem a história, que ideia é que terão de tudo isto?”
A realidade do filme mostra que AINDA HOJE, há uma história mundial que desconheço. Ainda hoje se sofre por ser estrangeiro, ou por se ser diferente do que se diz “normal”. E não apenas por se sentirem marginalizados, mas sim porque muitas vezes pagam os seus sonhos com a própria vida. Sou sincera, que nem sempre consigo ver quais os estragos que advêm, por um lado de tanta discriminação e por outro lado de tanta indiferença. O filme serviu precisamente para eu perceber isso, tendo sido realizado de forma a demonstrar quais as consequências práticas do artigo L 622-1 do código da estada dos estrangeiros em França.
“Qualquer pessoa que, por ajuda directa ou indirecta, tenha facilitado ou tenha tentado facilitar a entrada, a circulação ou a estada irregular de um estrangeiro em França será punida com prisão por um periodo de cinco anos e uma multa de 30 000 euros. Os deputados socialistas defenderam no ano passado despenalização de qualquer ajuda, quando a salvaguarda da vida ou a integridade fisica do estrangeiro estiver em causa, excepto se esta ajuda der lugar a contrapartidas. Assim, não entraria no âmbito da lei “o simples facto de levar no seu veiculo um estrangeiro qualquer que seja o trajecto” (como acontece no filme).
Outro facto com o qual me confrontei no filme e nunca me tinha apercebido antes foi com a morte dos estrangeiros clandestinos. Morrem muitas vezes sem atingirem os seus destinos ou mesmo atingindo, caso não se legalizem acabam por morrer longe das suas familias. Familias que nunca chegam a saber da sua morte.
“Pois conhecemos o número dos que chegam, mas nunca o dos desaparecidos. Morrem quando estão quase a alcançar o fim pelo qual tinham aceitado tantos sofrimentos e privações. Mortos, sem sepultura, sem nome, solitários e mudos na morte.”
E isto tudo aqui na nossa Europa!!!!
Por isto, é importante não baixar os braços e defender também os direitos humanos. Nesta linha se insere uma posição do papa Bento XVI quando afirma: “Convido todos a olharem olhos nos olhos os seus vizinhos e pessoas próximas e a olharem e verem a sua alma, a sua história e a sua vida e dizer para si: é um homem e Deus ama-o como Deus me ama a mim”. “Temos de ir ao  cerne da questão, ao significado e à importância do ser humano”. “
Assim: “Chegar vivo: um milagre. E finalmente contente: uma raridade”
Outra delicia do filme é a ténue ironia que se encontra subjacente à banda sonora do mesmo, pois o filme é francês, mas a banda sonora foi realizada pela orquestra de Roma. Onde está a ironia? Pois bem, é que para além de França também Itália adoptou este tipo de políticas “anti-estrangeiros”.

No entanto, e para acabar em bem. O amor não podia faltar e também ele atravessa todo o filme....
“O amor, valor universal acima de qualquer outro encontra-se simbolizado no anel, que passa de gerações em gerações, que é entregue a Bilal e que é depois entregue a Minar em sinal do amor deste. E se virmos bem é do amor de Bilal e de Simon que fala o filme. Do amor que luta contra tudo e todos...”
Professor da Faculdade de Letras de Coimbra

terça-feira, 13 de abril de 2010

Põe no teu sorriso

segunda-feira, 5 de abril de 2010

"Crónica de muito amor "

Este fim de semana foi (sem dúvida) um dos melhores que vivi até hoje. Uma páscoa sem dúvida diferente. Iamos para ajudar que outros vivenciassem a Páscoa e no meu caso foram mesmo os que nos receberam, que me ajudaram a dar sentido à minha. Deixo agora um post que é um pedacinho de uma crónica de António Lobo Antunes.


Crónica de muito amor

"Há um estar ali que é já tanto. Diz-se sem as palavras e percebe-se que se diz e o que se diz porque o clima, não sei explicar de outra maneira, se torna diferente. Não falamos do que cada um faz: a gente sabe. Do que cada um sente: a gente sabe. Não se fala do sofrimento, não se fala da alegria: a gente conhece. É melhor desta forma. (...) Depois cada um no seu carro, sem mais palavras. Um atrás do outro e, a certa altura, separamo-nos, com um sentimentozito de despedida que custa. Quer dizer não custa assim tanto, custa um bocadinho e passa. Eu vou fazer redacções, ele vai fazer não sei o quê: pouco importa. Importa que durante uns momentos estivemos juntos"               da revista Visão

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Será que o sapo vira principe?



Talvez não seja preciso... ;) ai cocas, cocas!

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