sábado, 21 de março de 2015


Talvez a ternura seja um grande desafio...
Talvez a doçura também o seja...

O não podermos ser mais naive perante o mundo incomoda-me...
Termos que colocar panos e panos que nos tiram a nossa cor, que nos tiram aquilo que é verdadeiramente nosso.
E depois colorirmo-nos com as cores do mundo por breves momentos de alegria, mas que se esvaiem...

Sonhar com a mudança do mundo é só para idealistas, mas se eles desaparecerem...

Pergunto-me se baixar os braços é solução, se desistir e acomodar-nos ao que é... Acomodarmo-nos a aceitar que o mundo é assim e pronto.

Talvez esta minha agitação não aceite tudo isso. E por mais que isso me tire serenidade acredito que a paz à custa da ausência de cuidado, é fugaz e sem sentido. Fecharmos a janela do nosso mundo talvez seja o pior e mais desastroso dos egoísmos.

Sonho ajudar a mudar tudo aquilo em que não acredito...





sábado, 31 de janeiro de 2015


Acolher a solidão.
Forrá-la a fita cola.
Tapá-la com esferovite.

Só para ver...
Só para ver se ela vai embora...
Mas insiste e resiste e nunca se preenche. E persiste...

Já te furava um pneu a ver se deixavas de me perseguir.

Mas com medo que te despistes e derrubes esses muros que estimo, fico apenas a jogar ao toque e foge contigo.
Às escondidas não consigo. Vês-me a luz. Não a consigo apagar.
E se não vires a luz, vês a sombra. Que não a sei fazer desaparecer.



E andas assim, em pés de lã à minha volta.

No intervalo de sorrisos, de lembranças.
No intervalo da chuva que resolveu juntar-se a tudo isto.


E se quanto a tudo o resto construo caminho, quanto a ti não sei destruí-los.
Talvez, seja bom esperar pelo sol, que ilumina as sombras.

"Esperar pelo fim do dia que há-de querer ficar."



https://www.youtube.com/watch?v=RyzDqV6U-a8&index=17&list=LLvy89PhtNHF86T_sW7XqUVQ

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015




Hoje vai ser mais um dia em que não o digo...
Hoje vai ser mais um dia em que sei que foi assim...

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

sábado, 20 de dezembro de 2014

Would you like to be a tourist?

sábado, 29 de novembro de 2014

Índia - Somos um (Namaste!)

Tentativa de descrição 1:... falhada

Tentativa de descrição 2: ... falhada

Tentativa de descrição 3: falhada...


Não sei como descrever...
Não sei como descrever um mundo tão diferente, tão à parte. Tão fora do meu...

É um país que abana qualquer europeu, capaz de se deixar colocar à prova.

Desde a limpeza... que padrões tão diferentes!!!

Desde a comida... Please... eu não gosto de picante. not spicy? impossible!

Desde a cultura... que tudo influencia. A falta de ordem. E a ordem nesta falta.
As buzinas consecutivas e a inacreditável falta de acidentes.

Os cheiros. Muitos! Maus? Sim, às vezes. Bons? Sim às vezes.
Há quase uma mística na mistura de incenso. Uma ciência em apagar um cheiro mau, através da absorção deste no cheiro do incenso. A essência da flor de lótus em tudo o que ela simboliza e especialmente em tudo que ela simboliza naquele país.

Há uma mística com certeza nesta falta de pressa que se vive nas cadeiras onde vive tanta gente o seu dia.
E no corrupio delirante de som que se vive nas estradas.
Faz-me diferença! Coloca o meu corrupio em questão... Isso desacomoda-te.

Religião?
Uma boa definição!
Muitas, mais que muitas. Deuses e deuses. Muitos e muitos.
Crenças que moldam vidas.
Vidas que iluminam olhares de forma serena.
Um corpo sereno com um olhar a transbordar de energia.
Talvez seja este mistério que trouxe. Este olhar que permanece no meu. Este mistério.
O de se ser feliz com tão pouco. O de se ser feliz por se querer pouco.
Chamem-lhe o que quiserem hindus, budistas, o que for...
Todos partilham o mesmo conhecimento.
O da serenidade da espera, o da esperança no que lá vem.
O da alegria do presente.
O da simplicidade do serviço.

Não me esqueço. Duvido que o faça mesmo em toda uma vida.
E gosto. Gosto de me desacomodar. E de aprender tanto com isso.

Gostei da história que me contaram sobre ti e vou continuar a deixar-me embalar pelas histórias que ainda vou descobrindo com a minhas memórias.

A razão não a sei explicar, mas sempre que oiço esta música é desta viagem que me lembro.

"Hope when you take that jump
You don't fear the fall
Hope when the water rises
You build a wall

Hope when the crowd screams out
They're screaming your name
Hope if everybody runs
You choose to stay

Hope that you fall in love
And it hurts so bad
The only way you can know
Is give it all you have

And I hope that you don't suffer
But take the pain
Hope when the moment comes
You'll say...

(...) I, I did it all
I owned every second
That this world could give
I saw so many places
The things that I did
Yeah, with every broken bone
I swear I lived

Hope that you spend your days
But they all add up
And when that sun goes down
Hope you raise your cup

I wish that I could witness
All your joy and all your pain
But until my moment comes
I'll say...

(...)

I swear I lived"


sábado, 20 de setembro de 2014


"Ser-se fiel, é ser-se só"



sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O passado que não restauramos em nós.


 Rumo a um novo sol.




Penso muito enquanto conduzo.
Revejo muito o que sinto na estrada.

Na estrada em que passo todos os dias quando vou trabalhar há agora a construção de uma nova estrada. Uma nova ponte...

Podemos fazer simbologia com tudo o que quisermos. Mas não sei, gosto de sentir que se constroem novas pontes em mim. Acredito que não se restauram passados por mais que os queiramos bem, mas acredito que há partes em cada um de nós que perdemos entretanto entre esse passado e este presente que podem ser restauradas. Criando pontes entre aquilo que fomos e aquilo que somos no agora, neste presente que nos leva ao nosso futuro. Mas que embala este passado que passou em nós.

E surgem histórias em mim.


O telefone que não mais tocou.
A pura consumação do vazio que te encontrei no olhar e que percebi que o meu espelhava também.

Cometemos tantos erros num simples pestanejar. Não sei remediar isso. Mas não sou boa a aceitar derrotas. No entanto, esta aceito como quase inevitável ou pelo menos previsível.

Onde anda esse querer bem sem egoísmos que sei que existe. Não o encontro em mim ainda.

Mas continuo a acreditar que existem mãos que se dão como laços de lealdade, suaves como a ternura de quem quer cuidar.

E há no fim de tudo, na base de tudo, um silêncio que sabemos deixar por contar.



Espero para contemplar esse azul.



quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Poesia... encontrá-la! :)

Um sitio onde se pode saborear uma grande quantidade de poesia!

Obrigada RTP 2! Isto sim serviço público de qualidade.


  http://www.rtp.pt/play/p670/e49109/um-poema-por-semana

quarta-feira, 18 de junho de 2014



uma gargalhada verdadeira e sentida, dificilmente consegue ter uma selfie tirada a tempo certo?

terça-feira, 17 de junho de 2014

#7 / #100happydays




um café de amigos é sempre tão bom

segunda-feira, 16 de junho de 2014

#6 / #100happydays

pouparem-me de horas atrás de delegados para resolver devoluções, quando isto e feito em grande escala... é uma sensação brutal 



domingo, 15 de junho de 2014

#5 / #100happydays










"Walk on
Walk on
What you got, they can't steal it
No they can't even feel it" U2






"Todos temos as nossas máquinas do tempo
Aquelas que nos levam para trás, as memórias
Aquelas que nos levam para a frente, nos fazem avançar, os sonhos.
Porque é que não podemos mudar o passado?
Porque a única coisa que vale a pena ser mudada, é o nosso futuro."

do filme: Máquina do tempo (2002)

sábado, 14 de junho de 2014

#4 / #100happydays

(autor desconhecido)


Reconhecimento não cai do céu. E sabe tão bem.



sexta-feira, 13 de junho de 2014

#3 /#100happydays



Um desafio que termina breve, certificar o meu inglês de vez!
Exige compromisso, mas posso dizer que gosto de o fazer, gosto de me sentir a aprender. Sempre gostei, e bem a seguir a este vêm mais...
Gosto de estudar com o sol entrar pela janela.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

#2 / "100happydays



Em 10 minutos de conversação dizemos 3 mentiras... Uou! Esta é a estatística!

É um bocadinho assustador não? Não será mais ainda descobrir que há vezes em que preferimos a mentira...

Verdade vs Felicidade

Não devia uma levar à outra? Fiquei baralhada.




quarta-feira, 11 de junho de 2014

#1 / "100happydays"

#1





Porque há lugares e pessoas especiais...

domingo, 8 de junho de 2014

A advogada


Um condenado e uma lutadora, um resumo possível.



Um filme sobre injustiça. A inocência não defendida. A mentira.

Um filme sobre a paixão pela justiça. A fé na verdade. A verdade defendida pelo amor de uma irmã.

Pequenos momentos de pura fotografia e uma banda sonora muito suave, que apenas nos faz ficar presos na história.


Filme a ver!


sábado, 19 de abril de 2014

Hoje sinto que os fantasmas do passado ficam nas despedidas...
Há tempos que ficam bem apenas em memórias clareadas e aperfeiçoadas pela relativização que fazemos com o passar do tempo.
Basta voltarem dois segundos ao nosso presente e percebemos porque deixámos de lutar a determinada altura por determinada relação, por determinado amor. E no fim o que se sente é uma sensação de apaziguamento, pois não desistimos por ser mais fácil, mas antes por ser o que mais esperança nos podia trazer num futuro consistente de relação.

Racional demais? As escolhas que na vida fazemos são sempre marcos, por mais pequenas que sejam. E gosto de saber que as que tomei fazem com que no presente tenha as pessoas que sei que contribuem para o futuro que quero.

Há que peneirar o que a vida nos traz. Pois faz-nos chegar presentes, mas também nos faz viver oportunidades de crescimento, que em algumas situações no levam a mágoas e depois a um sentimento de "foi definitivamente melhor assim". Se quero príncipes encantados? Prefiro homens de valores valiosos.


 



quinta-feira, 17 de abril de 2014


E senti o relógio despertar. Senti o tempo que esteve parado. Já vi horas, minutos e segundos e continuo no vácuo do tempo, às voltas com estes círculos que não se finalizam. Que são apenas círculos intermináveis e sem propósito que se veja.

Deste uma volta e reencontraste o meu ponteiro. E sinto que apenas te posso dizer para continuares a rodar, porque já não vivo no teu compasso. Percebo agora que vivemos o tempo com passos diferentes. Talvez sejamos de relógios diferentes e por um acaso de sorte ou azar, por engano do homem do tempo acabámos no mesmo cont(r)a-tempo

Defino bem os meus objectivos e este é um claro para mim, sentir o tempo que passa e perceber quem comigo bate o mesmo compasso.


Acredito que o passado também faz parte do tempo, mas é o futuro que os relógios teimam contar. E é esse, em cada segundo que passa que quero construir com a luz que posso ver no escuro, que irradia de ponteiros fluorescentes. Aqueles que trazem luz. Estou cansada de relógios às escuras. Estou mesmo. E por isso, prefiro sair. Nem que isso faça parar o relógio. E esperar que por engano de sorte me encontre num relógio afinado a bater compassos afinados com ponteiros coordenados pelos mesmos valores de tempo e de futuro.


Já chega de segundos fora de minutos e de minutos dentro de horas que nada lhes acrescentam. E só para que se saiba... Senhor do tempo, já chega de andar às voltas! Pode ser?


Arquivo

Mensagens populares

Seguidores