quinta-feira, 21 de março de 2013

"Palavras repetidas"

A Terra tá soterrada de violência
De guerra, de sofrimento, de desespero
A gente tá vendo tudo, tá vendo a gente
Tá vendo, no nosso espelho, na nossa frente
Tá vendo, na nossa frente, aberração
Tá vendo, tá sendo visto, querendo ou não
Tá vendo, no fim do túnel, escuridão
Tá vendo no fim do túnel escuridão
Tá vendo a nossa morte anunciada
Tá vendo a nossa vida valendo nada
Tô vendo, chovendo sangue no meu jardim
Tá lindo o sol caindo, que nem granada
Tá vindo um carro-bomba na contramão
Tá vindo um carro-bomba na contramão
Tá vindo um carro-bomba na contramão
Tá vindo o suicida na direção

"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar, a verdade não há"

A bomba tá explodindo na nossa mão
O medo tá estampado na nossa cara
O erro tá confirmado, tá tudo errado
O jogo dos sete erros, que nunca pára
7, 8, 9, 10... cem
Erros meus, erros seus e de Deus também
Estupidez, um erro simplório
A bola da vez, enterro, velório
Perda total, por todos os lados
Do banco do ônibus ao carro importado
Teu filho morreu? meu filho também
Morreu assaltando, morreu assaltado
Tristeza, saudade, por todos os lados
Tortura covarde, humilha e destrói
Eu vejo um Bin Laden em cada favela
Herói da miséria, vilão exemplar
Tortura covarde, por todos os lados
Tristeza, saudade, humilha e destrói
As balas invadem a minha janela
Eu tava dormindo, tentando sonhar

"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar, a verdade não há"

Sou um grão de areia no olho do furacão
Em meio a milhões de grãos
Cada um na sua busca, cada bússola num coração
Cada um lê de uma forma o mesmo ponto de interrogação
Nem sempre se pode ter fé
Quando o chão desaparece embaixo do seu pé
Acreditando na chance de ser feliz
Eterna cicatriz
Eterno aprendiz das escolhas que fiz
Sem amor, eu nada seria
Ainda que eu falasse a língua de todas as etnias
De todas as falanges, e facções
Ainda que eu gritasse o grito de todas as Legiões
Palavras repetidas
Mas quais são as palavras que eu mais quero repetir na vida?
Felicidade, Paz, Fé...
Felicidade, Paz, Sorte
Nem sempre se pode ter Fé, mas nem sempre
A fraqueza que se sente quer dizer que a gente não é forte.

Gabriel o Pensador

quarta-feira, 20 de março de 2013


E bem hoje começa a primavera e ironicamente celebra-se um mês que foi a minha cirurgia. Espero que isso seja um bom presságio...




quarta-feira, 6 de março de 2013

"Os amigos são mestres do silêncio"



"O silêncio é um instrumento da amizade. Ao que parece,durantes anos, o compositor Jonh Cage sondou a possibilidade de uma obra sem sons, mas impedia-o duas coisas: a dúvida, se uma tarefa assim não estaria, desde logo, votada ao fracasso, porque tudo é som; e a convicção de que uma composição tal seria incompreensível no espaço mental da cultura do Ocidente.(...) em agosto de 1952, estreia a sua peça 4'33". A proposta (...) era completamente insólita: os músicos deviam subir ao palco, saudar o público, sentar-se ao instrumento e permanecer, em silêncio, por quatro minutos e trinta e três segundos, até que, de novo, se levantassem, agradecessem à plateia e saíssem."
em "Nenhum caminho será longo" de José Tolentino Mendonça

sexta-feira, 1 de março de 2013

É mais fácil ser bonito a preto e branco do que a cores

 






Curioso… em fotografia ou em moda há esta definição: é mais fácil trabalhar o brilho de uma foto a preto e branco do que a cores.





As cores dispersam-nos da imagem e da sua beleza essencial.





Também com as nossas memórias e sonhos acontece assim, tudo parece mais bonito, tudo parece mais perfeito… quando a preto e branco, quando não vivido e apenas imaginado.


E no entanto, as cores devolvem-nos a perfeição de darmos cor a tudo o que a preto e branco desenhamos, de vivermos o desafio da cor, do presente. Daquilo que depois de vivido se tornará preto e branco novamente.


Apesar de achar o preto e branco bastante charmoso, acho que prefiro o lado pragmático das cores. Mas acho que vale a pena continuarmos a viver a cores e a sonhar a preto e branco para percebermos a diferença. Porque às vezes a diferença entre o sonho e a realidade é apenas a cor que nela colocamos ou deixamos de lado…
  

Dedicado à Little Miss Sunshine
(afinal de contas a luz monocromática do sol, 
não é mais que um arco-íris compactado)






terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

"Nos anos 70, Marina Abramovic viveu uma intensa história de amor com Ulay. Durante 5 anos viveram num furgão realizando todo tipo de performances. Quando sentiram que a relação já não valia aos dois, decidiram percorrer a Grande Muralha da China; cada um começou a caminhar de um lado, para se encontrarem no meio, dar um último grande abraço um no outro, e nunca mais se ver.

23 anos depois, em 2010, quando Marina já era uma artista consagrada, o MoMa de Nova Iorque dedicou uma retrospectiva a sua obra. Nessa retrospectiva, Marina compartilhava um minuto de silêncio com cada estranho que sentasse a sua frente. Ulay chegou sem que ela soubesse e... Foi assim."

(Traduzido por Rodrigo Robleño)



terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

first, second, third, fourth, fifth, sixth... e são estes os passos portanto... soa-me bem esta música e soa-me bem esta letra.. e é assim que nos vamos separando, é assim que nos vamos afastando é assim que "vamos largando o que é em vão..." devagar, mas com um bom feeling, de que o que lá vem é melhor... porque é a isso que estamos destinados...

domingo, 27 de janeiro de 2013


É bom andar devagar quando não queremos mais do que aquilo que temos de momento...

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Acho que sim... que aprendi a fazer isto...

... "Carry on"

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Eu bem que digo.. que há pessoas que sabem sentir as coisas, ou neste caso as outras pessoas... uma boa descrição da minha casa de sonho... "devias morar ali! e ter uma varanda virada para o Mondego, uma mesa bonita e um banco almofadado e muito castiço, devias então convidar-me e preparavas um chá quente Lucia Lima num dia em que o Mondego rompia num dia de neblina e ouvias o rio a seguir a sua marcha natural rumo à foz." Mal tu sabias que ainda ontem descrevia a minha casa de sonho como uma casa de grandes vidraças e virada para um rio...

sábado, 8 de dezembro de 2012

Começar por fazer play no video (meras instruções... )

Imagino a tua mão dada à minha,
os teus beijos no meu cabelo,
o meu sorriso despregado
e o meu olhar brilhante de ternura.

Mas... sinto ainda este sangue que me foge, esta ferida que não sara.
Acho que posso dizer que tenho o coração esmurrado...

Mas já decidi, vou pôr-lhe um pouco de brilhantina.
Aí sim, imagino-o a olhar-se ao espelho, a sorrir e a dizer...
- "Chico fininho, uuuh!"
E pronto... sai à rua e apresenta-se ao teu.




Consigo ouvir o teu a abanar a cabeça e a dizer:
- Para quê essa farpela toda de sedução?
Acho que deviamos andar mais vezes com uma farpela a condizer connosco.
Assim uma que dissesse: - Sou genuinamente isto!
Poupávamos enganos não?



quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Gostava de te abraçar.
Que me amparasses,
que me deixasses chorar até que a minha alma se iluminasse de novo.
Pura na minha paz e nos meus sonhos de novo.

Estarás mesmo por aí?


Hoje não me apetecem discursos optimistas,
hoje não me apetece acreditar...


sábado, 1 de dezembro de 2012


A propósito de concursos revolvi de novo as fotografias que planeio escolher e imprimir, as fotografias que ainda não sei como guardar, as fotografias que sempre me fazem voltar...

Revolver fotografias é sem dúvida revolver memórias e perceber o quanto aprendemos.

Aprendi lá longe que precisamos de muito pouco para saborearmos a felicidade.
Sem electricidade, água canalizada...

Aprendi que só precisamos de ter cá dentro a generosidade de nos sabermos dar.





terça-feira, 27 de novembro de 2012

Se - Sophia de Mello Breyner Andresen



Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas de Amor se eternizassem

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Pudesse Eu - Sophia de Mello Breyner Andresen


Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil faces transbordantes
Suspensos na surpresa dos instantes
Para poder responder aos teus convites!
Sophia de Mello Breyner Andreson
Poesia, Antologia
Moraes Editores, 1970

terça-feira, 13 de novembro de 2012



Vagueio agora por esta cidade de escombros, cheia deste vazio sombrio que a solidão tacteia.

Podia dizer que me dói a alma, mas vendi-a.
Vendi-a em nome deste nada que foi tudo.

E assim vou caminhando. Tornando em pó cada ruína que piso e sentindo o vento em nortadas, que de novo trazem o sentir. Nem que seja apenas pelo frio que nos desagasalha.



domingo, 11 de novembro de 2012

Espreitem e saboreiem...

  http://minimoajuste.blogspot.pt/2012/10/manuela-de-freitas-antonio-botto-o-mais.html


domingo, 28 de outubro de 2012

 

Porque há pessoas que nos sentem sem palavras... Sem olhares... É como se fossem apenas mais uma artéria que nos nasce do coração. Ou apenas as coronárias que lhe dão vida. Numa partilha não dita, não pensada, mas vivida... Obrigada! E já sabes que nem isto seria preciso, porque tudo dizemos no silêncio das palavras.

A ti... minha catita de vestido rosa "de tafetá"... sinto-te... ;)

sábado, 20 de outubro de 2012



"O passado é um sitio engraçado para visitar,
mas não é certamente um bom sítio para ficar"

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

"Escolher servir é acima de tudo uma forma de estar na vida, independentemente da profissão ou da especialização que já se escolheu. Optar por esta via é assumir a condição nobre de marcar a diferença de exceder as expectativas de todos quantos se cruzam connosco, mesmo daqueles que nos poderão levar a pensar que não são merecedores do nosso tratamento top service. É provável que alguns não o sejam de facto, mas não o fazemos só por eles: fazemo-lo em primeiro lugar por nós próprios!

Servir é uma missão de vida!"

"Top service - A escolha é sua" de Carla Carvalho Dias

sábado, 29 de setembro de 2012





É bonito quando descobrimos apenas no brilho dos olhos de quem é fotografado, quem é o fotógrafo.


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