quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Hoje ainda não é o dia em que isto vá acontecer...


Mas quem sabe um dia... :)


Gosto de me pensar assim... Sinto-me mais eu assim do que de qualquer outra forma...

https://www.washingtonpost.com/news/soloish/wp/2015/12/22/why-im-happily-spending-christmas-alone/?tid=sm_fb

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015



Acho que ando a precisar de "rezar" este texto.
Ano novo, vida nova.


Que venha pelas razões certas e me leve aos sítios certos, às pessoas certas.
Ao caminho certo para mim.


"Check your motive. If you say yes to becoming a manager, think carefully about why you are saying it. Is your primary motive ambition or contribution? Is it about looking good or doing good? If you want power to gratify your ambition, your leadership will be all about you. You’ll fail to cultivate the legitimate trust of your team. You’ll guard your power jealously rather than being generous with it. You’ll obsess over others respecting you rather than doing the right thing. And all of that will hobble your capacity to be bold and decisive. Danny Meyer says that the gift of fire isn’t “power over” it is “power to.” The organization is willing to grant it to you if your intent is to be a steward, not a monarch."
Harvard Business Review


quinta-feira, 26 de novembro de 2015




O discurso... Finalmente a ver a Jessie J a ser mais do que uma imagem bonita.

Gosto de pessoas que são mais do que uma imagem bonita.
E gosto deste acreditar... Aceitar... Resolver...

sábado, 21 de novembro de 2015

Música de casamento

"Wanna pack your bags, Something small Take what you need and we disappear Without a trace we'll be gone, gone The moon and the stars can follow the car And then when we get to the ocean We gonna take a boat to the end of the world All the way to the end of the world Oh, and when the kids are old enough We gonna teach them to fly You and me together We could do anything, Baby You and I, we're not tied to the ground Not falling but rising like rolling around Eyes closed above the rooftops Eyes closed, we're gonna spin through the stars Our arms wide as the sky We gonna ride the blue all the way to the end of the world (...) We can always look back at what we did All these memories of you and me baby But right now it's you and me forever girl And you know we could do better than anything that we did" Dave Matthews

segunda-feira, 2 de novembro de 2015



 Uma música ideal para uma noite de férias... Esta calma. Estes sonhos.


"The dawn is filled with dreams
So many dreams, which one is mine?
One must be right for me
Which dream of all the dreams?
When there's a dream for every star
And there are oh so many stars, so many stars
...
So many smiles
Which one to choose? Which way to go?
How can I tell? How will I know?
Out of oh so many stars, so many stars
So many stars, so many stars"

domingo, 4 de outubro de 2015



Dar corda a uma caixa de música.

Voltas e voltas até que soa a primeira nota. Muito suave. Muito doce. Numa ópera monumental...


La valse d'Amélie entoa então na ópera de Paris.


O simples e o sofisticado. O humilde  e o onoroso. Que se entrelaçam em som.
No fim há sorrisos de quem percebe o momento,

O vermelho vai deixando o seu rasto na cidade (como nos quadros que vi à beira do Sena).

Também os perfumes se perdem no meio da correria.

E onde outrora se ouvia "o murmurar dos vestidos amarrotados", ouve-se agora o burburinho dos turistas misturado com flashes e ipods.

Ser contemporâneo também é construir a história que um dia será contada a alguém para contar os nossos tempos. As vidas que vivemos. Como as vivemos.
E no fim poderão dizer que em alguns aeroportos para celebrar um qualquer dia ligado ao piano foram deixados pianos à disposição de quem lhes quisesse dar vida. Para que se embale as partidas e as chegadas.

Dirão ainda que surgiu uma nova forma de escrever. Como esta que utilizo. Por meio de teclas em vez dos antigos lápis e caneta.

Estes são os tempos que se vão acrescentando à história. Um dia alguém a há-de recontar e repisar estes passos. Percebendo que o aqui e agora pode ser tão relativo. E que os mesmo sitios, as mesmas coisas podem ser vividas e tocadas de maneira tão diferente. Gosto de imaginar que os que a viveram nos vêem a revivê-la e sorriem.



Guardo a música do carrossel que roda e o piscar da torre Eiffel.


domingo, 16 de agosto de 2015


E chegamos devagarinho às 10000 visualizações...


Continuemos...


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Espiritualidade nas acções...



http://iwasheredreaming.blogspot.pt/2015/08/3-lideres-ao-servico-3-lideres.html

domingo, 26 de julho de 2015

Andar desencontrado.

Andarmos todos desencontrados.

Sem encontro à vista.

Tanta gente, tantos caminhos. Nenhum que queira seguir.


Ouvia de um grande actor: a espiritualidade que anda perdida. O consumo sobrevalorizado. O consumo que nos consome até ao vazio que ...



Os arcos dourados de felicidade e as curvas de crescimento dos maus tempos.



Gosto de uma palavra em específico: "humble".

quarta-feira, 22 de julho de 2015


Gosto de escritos "random".

Não gosto de moldar muito com o pensamento aquilo que escrevo.
Parece que tiro essência às palavras.

Brincar com as palavras gosto às vezes.

Brincar com aquilo que sinto. Nunca.

E por isso, isto é um "commitment".

Hoje estou numa de misturar idiomas. Suavemente.





ON/OFF






Tudo o que não é decidido. Não é arrumado. Revira-se e desarruma tudo.

Vou começar a apanhar as folhas das histórias em que não quero entrar. E vou começar a apagar as frases das histórias em que não sinto que estou como quero estar. E bem, parece-me que vão haver capítulos que vão continuar sem mim.

Mas não gosto de cinzentos. Definitivamente. Mas desta vez vou escrever esta frase.
Como se fosse um felizes para sempre no fim da folha.



terça-feira, 21 de julho de 2015


Gostava de adivinhar o futuro.

Gostava de não ser pr(e)crastinadora.

Gostava de ser serena.

Gostava de sentir o caminho certo por baixo dos meus pés. Aquela sensação que a areia deixa em nós. Que tudo é moldável. Que tudo se adapta.

Gostava que a plenitude se acomodasse em mim...

Gostava de encontrar esse olhar, que sei que procuro. Mas deixei de acreditar que é nele que vou encontrar aquilo que perdi no meu.

Gostava que houvesse a poção mágica que faz tudo ficar bem.

Vou sonhar com o momento em que arranjar o estalar dos dedos que faz tudo virar magia.

segunda-feira, 13 de julho de 2015



I used to be pure...

We used to be...

I miss that...

domingo, 12 de julho de 2015

é a minha cara :)

domingo, 21 de junho de 2015



Era uma vez...
Dizia o convite... (se me lembro bem claro!)

Com um brilhozinho nos olhos dizia a música...


Encontrei muitos brilhozinhos nos olhos. (e nem gosto do diminutivo, porque foi mesmo só para rimar). Brilhos! Aqueles que se acendem quando estamos com a atenção suficiente para os encontrar, descobrir. E em alguns casos construir.

Gosto destes amigos do mundo, que me mostram que os sonhos são por vezes cortinas de fumo, que nem sempre nos mostram o fim do caminho, mas em muitos casos apenas uma das etapas do mesmo.

E estes sorrisos cheios de brilho no olhar, estes abraços e esta cumplicidade que temos, porque nos sabemos mais do que éramos, porque percebemos o crescimento que alcançámos... O já não te via há tanto tempo e o estarmos tão crescidos e completos. Descobri pessoas que não foram o sonho de primeira instância, mas que se tornaram um projecto de vida tão bonito, na sua humildade, simplicidade. Na sua capacidade de serviço. Não sei se é uma questão de cultura, mas se for temos muito a aprender. Tenho ainda mais para aprender. (Guardo-te na imagem deste sentido de serviço, foi uma bela primeira impressão)


Há frases que ouvimos no ar, que se encaixam nas nossas perguntas mais desacomodadas. Aquelas que continuo a tentar responder, sem pedir ajuda, porque sei que a resposta será minha. E porque sei que não quero que seja influenciada. Às vezes também é bom como dizias termos um espaço só para crescerem as ervas daninhas, mesmo que o restante esteja impecavelmente tratado. Para que aí não haja regras.


Testemunhei uma história com muita dor pelo meio, mas que se transformou numa história de encontro que é quase, como dizer? O que tem de ser, mais cedo ou mais tarde acontece. Com todo este cuidado, carinho e amor. Para se amar é preciso ser simples. Definitivamente é o que vejo em vocês.

A rebeldia de ouvir dizer "não acredito em milagres", e perceber depois a história que leva a esta frase. Perceber o confronto entre uma fé tão forte e um sentimento de injustiça que entra em combate, quando a morte nos enfrenta. Quando a morte se faz uma prova última de fé, na sua aceitação e na aceitação da nossa pequenez perante um todo superior.

Foi uma tarde inteira, completa, mais cheia que alguns dias inteiros. Senti o tempo a passar pelos meus tempos. Os passos vagarosos, a passagem do tempo sem pressa. O de partilhar o horizonte que tenho e o de descobrir que há horizontes por perto que não são assim tão diferentes.

E ficou-me por fim, o teu horizonte tão grande, o tanto que és e que acredito que tenhas para dar, atado numa quase já falta de esperança que o melhor ainda há-de vir. Apeteceu-me dizer-te para não desistires de encontrares o que procuras. Mas acho que o disse por outras palavras.

E no final da noite, todos olhámos as estrelas de óculos e binóculos nas mãos. Tentar ler as estrelas não é fácil, nem a vida... É bom quando encontramos algumas constelações que ao nos orientarem na organização das estrelas, também nos ajudam a encontrar o norte.




(hoje deixo aqui a música das estrelas, foi aquela com que fiquei ontem à noite)


quinta-feira, 30 de abril de 2015

Aprender a ser sereno...

Aprender a ser sereno.
O que pode querer dizer hoje numa palavra cheia de marketing… aprender a ser resiliente.

Não sei se se mede isto em reuniões de sala e em conversas de entrevista de forma adequada. Acho por isso engraçado que se diga que é uma característica importante nos empreendedores.
Acredito que na prática é que se vê, quem vai a jogo.

Acredito que ainda me falta esta serenidade. E quem sabe esta fé. De acreditar que devemos lutar e devemos acima de tudo acreditar, que o que é nosso será nosso. E que os nossos sonhos têm limites concretos onde se tornam palpáveis, mais cedo ou mais tarde. É só continuar a trabalhar para isso.

Hoje numa reunião de trabalho encontrei-me com este filme. Embora tenha um quê de marketing, acredito em muito do que diz…


Realço...
(deixei na versão português do Brasil)

“Não há nada tão poderoso do que uma mente modificada.
Você pode mudar seu cabelo, sua roupa, seu endereço, seu parceiro, sua residência.
Mas se não mudar sua mente.
As mesmas experiências se repetirão para sempre.
Porque todo o exterior muda, mas nada no interior mudou.

(...)

É difícil, a maioria das pessoas passa a vida sem nunca descobrir quais os seus talentos.
A maioria das pessoas nunca desenvolve seus talentos.
A única coisa que vai te deixar feliz, meu amigo, este ano e o próximo, é arriscar!
É elevar o nível, descobrir do que você é capaz e sentir este incrível poder de seguir insistindo do que estiver lhe agarrando.
E chegar ao outro lado do seu eu verdadeiro.

Esse é o jogo.
Quando você pisa em seus medos e continua avançando, continuando.
Algo acontece para você.

Se você vê alguém de sucesso e diz:
"Uau, ele é incrível, um gênio"
Você deve olhar mais fundo e lembrar que as pessoas são recompensadas em público pelo que fizeram por anos sozinhas.

Se você não desenvolver a coragem para fazer o que deve ser feito e passa muito tempo tentando convencer os outros, tentando conseguir aprovação.
O que vai acontecer é que você vai perder a calma e os outros lhe convencerão de que o que você está fazendo não tem valor.
E você vai desistir de seus sonhos

A maioria de nós não usamos as coisas que o Universo nos deu.

Se quer algo, tem que ser implacável
Você tem que aprender a ter sucesso, a ser criativo!
O poder de resistir, apesar das circunstâncias
A energia para aguentar, esta é uma qualidade dos vencedores
A fome, a habilidade de aguentar derrotas uma após a outra
Sem desistir!
Estas são qualidades dos vencedores
O que faz este poder, não sei dizer, tudo o que sei, é que ele existe e está disponível só quando um homem ou mulher está neste estado de mente quando ele ou ela sabe exatamente o que quer e está completamente determinado, que não vai desistir até que consiga

Tem que aprender a controlar as críticas de fora e as críticas de dentro
Persiga sua vontade
E não permita-se que nada o detenha
EU MEREÇO ISSO!”


sexta-feira, 3 de abril de 2015

Em paz


Há exemplos para nós, que se mantêm mesmo com o passar do tempo.

São o ombro amigo,
a palavra dura,
o abanão do "agora ou nunca",
a partilha do brilho dos nossos olhos.


A partilha das nossas lágrimas e medos,
a partilha da nossa fragilidade.


Mas acima de tudo o exemplo da sinceridade e da autenticidade que tanto defendo.

Gosto que não tenhamos que ser o que os outros querem de nós.
Gosto das decisões que tomamos para sermos felizes.
Gosto que mantenhamos a vontade de sermos o melhor que podemos ser, apesar de tudo.

E admiro a coragem que isso nos exige.


(Preciso de tomar algumas, que não sei como fazer. Ainda.)


Mas sei que vão ser de agora ou nunca. De verdade ou não...

E nisso sei que tenho bons exemplos a seguir.





sábado, 21 de março de 2015


Talvez a ternura seja um grande desafio...
Talvez a doçura também o seja...

O não podermos ser mais naive perante o mundo incomoda-me...
Termos que colocar panos e panos que nos tiram a nossa cor, que nos tiram aquilo que é verdadeiramente nosso.
E depois colorirmo-nos com as cores do mundo por breves momentos de alegria, mas que se esvaiem...

Sonhar com a mudança do mundo é só para idealistas, mas se eles desaparecerem...

Pergunto-me se baixar os braços é solução, se desistir e acomodar-nos ao que é... Acomodarmo-nos a aceitar que o mundo é assim e pronto.

Talvez esta minha agitação não aceite tudo isso. E por mais que isso me tire serenidade acredito que a paz à custa da ausência de cuidado, é fugaz e sem sentido. Fecharmos a janela do nosso mundo talvez seja o pior e mais desastroso dos egoísmos.

Sonho ajudar a mudar tudo aquilo em que não acredito...





sábado, 31 de janeiro de 2015


Acolher a solidão.
Forrá-la a fita cola.
Tapá-la com esferovite.

Só para ver...
Só para ver se ela vai embora...
Mas insiste e resiste e nunca se preenche. E persiste...

Já te furava um pneu a ver se deixavas de me perseguir.

Mas com medo que te despistes e derrubes esses muros que estimo, fico apenas a jogar ao toque e foge contigo.
Às escondidas não consigo. Vês-me a luz. Não a consigo apagar.
E se não vires a luz, vês a sombra. Que não a sei fazer desaparecer.



E andas assim, em pés de lã à minha volta.

No intervalo de sorrisos, de lembranças.
No intervalo da chuva que resolveu juntar-se a tudo isto.


E se quanto a tudo o resto construo caminho, quanto a ti não sei destruí-los.
Talvez, seja bom esperar pelo sol, que ilumina as sombras.

"Esperar pelo fim do dia que há-de querer ficar."



https://www.youtube.com/watch?v=RyzDqV6U-a8&index=17&list=LLvy89PhtNHF86T_sW7XqUVQ

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015




Hoje vai ser mais um dia em que não o digo...
Hoje vai ser mais um dia em que sei que foi assim...

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

sábado, 20 de dezembro de 2014

Would you like to be a tourist?

sábado, 29 de novembro de 2014

Índia - Somos um (Namaste!)

Tentativa de descrição 1:... falhada

Tentativa de descrição 2: ... falhada

Tentativa de descrição 3: falhada...


Não sei como descrever...
Não sei como descrever um mundo tão diferente, tão à parte. Tão fora do meu...

É um país que abana qualquer europeu, capaz de se deixar colocar à prova.

Desde a limpeza... que padrões tão diferentes!!!

Desde a comida... Please... eu não gosto de picante. not spicy? impossible!

Desde a cultura... que tudo influencia. A falta de ordem. E a ordem nesta falta.
As buzinas consecutivas e a inacreditável falta de acidentes.

Os cheiros. Muitos! Maus? Sim, às vezes. Bons? Sim às vezes.
Há quase uma mística na mistura de incenso. Uma ciência em apagar um cheiro mau, através da absorção deste no cheiro do incenso. A essência da flor de lótus em tudo o que ela simboliza e especialmente em tudo que ela simboliza naquele país.

Há uma mística com certeza nesta falta de pressa que se vive nas cadeiras onde vive tanta gente o seu dia.
E no corrupio delirante de som que se vive nas estradas.
Faz-me diferença! Coloca o meu corrupio em questão... Isso desacomoda-te.

Religião?
Uma boa definição!
Muitas, mais que muitas. Deuses e deuses. Muitos e muitos.
Crenças que moldam vidas.
Vidas que iluminam olhares de forma serena.
Um corpo sereno com um olhar a transbordar de energia.
Talvez seja este mistério que trouxe. Este olhar que permanece no meu. Este mistério.
O de se ser feliz com tão pouco. O de se ser feliz por se querer pouco.
Chamem-lhe o que quiserem hindus, budistas, o que for...
Todos partilham o mesmo conhecimento.
O da serenidade da espera, o da esperança no que lá vem.
O da alegria do presente.
O da simplicidade do serviço.

Não me esqueço. Duvido que o faça mesmo em toda uma vida.
E gosto. Gosto de me desacomodar. E de aprender tanto com isso.

Gostei da história que me contaram sobre ti e vou continuar a deixar-me embalar pelas histórias que ainda vou descobrindo com a minhas memórias.

A razão não a sei explicar, mas sempre que oiço esta música é desta viagem que me lembro.

"Hope when you take that jump
You don't fear the fall
Hope when the water rises
You build a wall

Hope when the crowd screams out
They're screaming your name
Hope if everybody runs
You choose to stay

Hope that you fall in love
And it hurts so bad
The only way you can know
Is give it all you have

And I hope that you don't suffer
But take the pain
Hope when the moment comes
You'll say...

(...) I, I did it all
I owned every second
That this world could give
I saw so many places
The things that I did
Yeah, with every broken bone
I swear I lived

Hope that you spend your days
But they all add up
And when that sun goes down
Hope you raise your cup

I wish that I could witness
All your joy and all your pain
But until my moment comes
I'll say...

(...)

I swear I lived"


sábado, 20 de setembro de 2014


"Ser-se fiel, é ser-se só"



sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O passado que não restauramos em nós.


 Rumo a um novo sol.




Penso muito enquanto conduzo.
Revejo muito o que sinto na estrada.

Na estrada em que passo todos os dias quando vou trabalhar há agora a construção de uma nova estrada. Uma nova ponte...

Podemos fazer simbologia com tudo o que quisermos. Mas não sei, gosto de sentir que se constroem novas pontes em mim. Acredito que não se restauram passados por mais que os queiramos bem, mas acredito que há partes em cada um de nós que perdemos entretanto entre esse passado e este presente que podem ser restauradas. Criando pontes entre aquilo que fomos e aquilo que somos no agora, neste presente que nos leva ao nosso futuro. Mas que embala este passado que passou em nós.

E surgem histórias em mim.


O telefone que não mais tocou.
A pura consumação do vazio que te encontrei no olhar e que percebi que o meu espelhava também.

Cometemos tantos erros num simples pestanejar. Não sei remediar isso. Mas não sou boa a aceitar derrotas. No entanto, esta aceito como quase inevitável ou pelo menos previsível.

Onde anda esse querer bem sem egoísmos que sei que existe. Não o encontro em mim ainda.

Mas continuo a acreditar que existem mãos que se dão como laços de lealdade, suaves como a ternura de quem quer cuidar.

E há no fim de tudo, na base de tudo, um silêncio que sabemos deixar por contar.



Espero para contemplar esse azul.



quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Poesia... encontrá-la! :)

Um sitio onde se pode saborear uma grande quantidade de poesia!

Obrigada RTP 2! Isto sim serviço público de qualidade.


  http://www.rtp.pt/play/p670/e49109/um-poema-por-semana

quarta-feira, 18 de junho de 2014



uma gargalhada verdadeira e sentida, dificilmente consegue ter uma selfie tirada a tempo certo?

terça-feira, 17 de junho de 2014

#7 / #100happydays




um café de amigos é sempre tão bom

segunda-feira, 16 de junho de 2014

#6 / #100happydays

pouparem-me de horas atrás de delegados para resolver devoluções, quando isto e feito em grande escala... é uma sensação brutal 



domingo, 15 de junho de 2014

#5 / #100happydays










"Walk on
Walk on
What you got, they can't steal it
No they can't even feel it" U2






"Todos temos as nossas máquinas do tempo
Aquelas que nos levam para trás, as memórias
Aquelas que nos levam para a frente, nos fazem avançar, os sonhos.
Porque é que não podemos mudar o passado?
Porque a única coisa que vale a pena ser mudada, é o nosso futuro."

do filme: Máquina do tempo (2002)

sábado, 14 de junho de 2014

#4 / #100happydays

(autor desconhecido)


Reconhecimento não cai do céu. E sabe tão bem.



sexta-feira, 13 de junho de 2014

#3 /#100happydays



Um desafio que termina breve, certificar o meu inglês de vez!
Exige compromisso, mas posso dizer que gosto de o fazer, gosto de me sentir a aprender. Sempre gostei, e bem a seguir a este vêm mais...
Gosto de estudar com o sol entrar pela janela.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

#2 / "100happydays



Em 10 minutos de conversação dizemos 3 mentiras... Uou! Esta é a estatística!

É um bocadinho assustador não? Não será mais ainda descobrir que há vezes em que preferimos a mentira...

Verdade vs Felicidade

Não devia uma levar à outra? Fiquei baralhada.




quarta-feira, 11 de junho de 2014

#1 / "100happydays"

#1





Porque há lugares e pessoas especiais...

domingo, 8 de junho de 2014

A advogada


Um condenado e uma lutadora, um resumo possível.



Um filme sobre injustiça. A inocência não defendida. A mentira.

Um filme sobre a paixão pela justiça. A fé na verdade. A verdade defendida pelo amor de uma irmã.

Pequenos momentos de pura fotografia e uma banda sonora muito suave, que apenas nos faz ficar presos na história.


Filme a ver!


sábado, 19 de abril de 2014

Hoje sinto que os fantasmas do passado ficam nas despedidas...
Há tempos que ficam bem apenas em memórias clareadas e aperfeiçoadas pela relativização que fazemos com o passar do tempo.
Basta voltarem dois segundos ao nosso presente e percebemos porque deixámos de lutar a determinada altura por determinada relação, por determinado amor. E no fim o que se sente é uma sensação de apaziguamento, pois não desistimos por ser mais fácil, mas antes por ser o que mais esperança nos podia trazer num futuro consistente de relação.

Racional demais? As escolhas que na vida fazemos são sempre marcos, por mais pequenas que sejam. E gosto de saber que as que tomei fazem com que no presente tenha as pessoas que sei que contribuem para o futuro que quero.

Há que peneirar o que a vida nos traz. Pois faz-nos chegar presentes, mas também nos faz viver oportunidades de crescimento, que em algumas situações no levam a mágoas e depois a um sentimento de "foi definitivamente melhor assim". Se quero príncipes encantados? Prefiro homens de valores valiosos.


 



quinta-feira, 17 de abril de 2014


E senti o relógio despertar. Senti o tempo que esteve parado. Já vi horas, minutos e segundos e continuo no vácuo do tempo, às voltas com estes círculos que não se finalizam. Que são apenas círculos intermináveis e sem propósito que se veja.

Deste uma volta e reencontraste o meu ponteiro. E sinto que apenas te posso dizer para continuares a rodar, porque já não vivo no teu compasso. Percebo agora que vivemos o tempo com passos diferentes. Talvez sejamos de relógios diferentes e por um acaso de sorte ou azar, por engano do homem do tempo acabámos no mesmo cont(r)a-tempo

Defino bem os meus objectivos e este é um claro para mim, sentir o tempo que passa e perceber quem comigo bate o mesmo compasso.


Acredito que o passado também faz parte do tempo, mas é o futuro que os relógios teimam contar. E é esse, em cada segundo que passa que quero construir com a luz que posso ver no escuro, que irradia de ponteiros fluorescentes. Aqueles que trazem luz. Estou cansada de relógios às escuras. Estou mesmo. E por isso, prefiro sair. Nem que isso faça parar o relógio. E esperar que por engano de sorte me encontre num relógio afinado a bater compassos afinados com ponteiros coordenados pelos mesmos valores de tempo e de futuro.


Já chega de segundos fora de minutos e de minutos dentro de horas que nada lhes acrescentam. E só para que se saiba... Senhor do tempo, já chega de andar às voltas! Pode ser?


sexta-feira, 21 de março de 2014

Coragem




a definição original de coragem quando entrou pela primeira vez no léxico Inglês - 

provém da palavra em latim cor, que significa coração - 

e a definição original era contar a história de quem somos com todo o nosso coração. 



a maior das vulnerabilidades...

domingo, 23 de fevereiro de 2014


A bater a várias portas a ver qual se abre e eu queira entrar...

Afinal de contas acho que quando nos desacomodamos grandes coisas vêm daí certo?

Hoje esta música diz tudo... "gone, gone, gone" e não há como voltar atrás...

"Like a drum, baby, don't stop beating... my heart never stop speeding"... acho que é isto que o meu coração faz quando sabe o que quer... a determinação é algo que me marca e isso cedo ou tarde traz resultados. Por vezes, devemos agradecer as pedras que nos aparecem no caminho. Primeiro, tropeçamos, depois seguimos em frente.

E deixamos essas pedras para trás, mas percebemos o que acrescentaram em nós.

"gone, gone, gone"




domingo, 16 de fevereiro de 2014


"Hoje, é um bom dia. Olhamos em redor, como cegos que readquiriram a vista, e olhamos uns para os outros. Nunca nos tínhamos visto ao sol: alguém sorri. Se não fosse a fome!
Pois a natureza humana é feita de tal forma, que os sofrimentos e as dores que acontecem ao mesmo tempo não se somam inteiramente na nossa sensibilidade, mas escondem-se, os menores atrás dos maiores, segundo uma lei prospectiva definida. Isto é providencial e permite-nos viver no campo. E é esta também a razão pela qual tantas vezes, na vida livre, se ouve dizer que o homem é insaciável: pelo contrário, mais do que de uma incapacidade humana para um estado de bem-estar absoluto, trata-se de um conhecimento sempre insuficiente da natureza complexa do estado de infelicidade, pelo que às suas causas, que são múltiplas e hierarquicamente dispostas, se dá um único nome: o da causa maior; até que esta venha eventualmente a faltar, e então fica-se dolorosamente surpreendido ao ver que atrás dela existe outra; e na realidade, uma série de outras. Por isso, logo que o frio, que durante todo o Inverno nos parecera o único inimigo, cessou, apercebemo-nos de que tínhamos fome: e, repetindo o mesmo erro, assim hoje dizemos: «Se não fosse a fome!...»
Mas como se poderia pensar em não ter fome? O Lager é fome, nós próprios somos fome, fome viva."

em "Se isto é um homem" de Primo Levi








domingo, 9 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Declaração de (in)dependência



Hoje soou-me a isto... mais que nunca...

Há aquele arrepio que nos dá naquilo que somos. Naquilo de que não conseguimos abdicar sejam quais forem as consequências que daí advenham...

Há uma autenticidade em mim... que não se vende...
Sinto isso e sinto que não estou disposta a deixá-la fugir...

E quem sabe haja males que vêm por bem... Gosto de acreditar nisto... Sou uma entusiasta se calhar...

(desabafos de um dia de frio na alma...)


"Hey, baby
whats going on?
We lost control and you lost your tongue
You lost me
Deaf in my ear
Nothing you can say is gonna change the way I feel"
Kings of convinience


domingo, 19 de janeiro de 2014

encontrado por aí


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

o filme


Na minha cozinha existe um pequeno quadro de plástico colado à parede com uma caneta, que pode ser usada por quem quiser...

Um dia escreveram e eu deixei ficar...
A mensagem era bonita e ao mesmo tempo nova.

Hoje encontrei este filme e achei que davam as mãos. O filme e a frase:




"Não somos amados porque somos bons, somos bons porque somos amados."

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Uma grande visão, que afinal cabe num corpo nem por isso assim tão grande...

"os homens não se medem aos palmos não é?"


(o filme está em inglês e sou sincera que não encontrei as legendas)

acho que mesmo assim vale a pena ver

domingo, 5 de janeiro de 2014



Para ler e sonhar...


http://acidadenapontadosdedos.com/2014/01/05/como-recordar-o-que-nunca-aconteceu/

sábado, 28 de dezembro de 2013

Ser mulher & Ser mãe - uma revolução a fazer ainda...

Muitos estereótipos existem acerca disto, mas acredito que nesta visão me encontro e que só sei ser assim. Sem falsos idealismos e com alguma revolução à mistura, porque precisamos dela e precisamos de crescer com ela... Há que criar raízes para esse Portugal que se deseja... É tempo de pensarmos sobre isto e de o colocar em prática, não há países melhores ou piores, há países com mentalidades mais evoluídas que outros, é o que penso.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013




Hoje deixo-vos uma mensagem que se marca pela diferença, não é apenas e só mais uma mensagem de natal, mas é acima de tudo uma consciência de natal, daquelas que fazem com que natal seja todos os dias, para todos os que nos rodeiam, ou pelo menos para todos com os quais nos preocupamos.

Podem lê-lo no quentinho deste natal, que mais não é que um tempo de partilha, daquilo sentimos, mais do que daquilo que temos e podemos comprar.

Bom Natal!

para ler...
http://visao.sapo.pt/ser-ou-ter=f762812

sábado, 7 de dezembro de 2013

domingo, 10 de novembro de 2013


Gosto de boa fotografia,
Gosto de bons fotógrafos que nos mostram o nosso mundo de uma forma como nunca o vimos antes,
Gosto de fotógrafos que captam pessoas, essências naquilo que são
Gosto de momentos que são captados sem serem alterados por isso
Gosto de memórias que se revisitam em fotografias.

E gosto da imagem do tempo a passar por nós em constante rodopio...




sábado, 26 de outubro de 2013



A despedida, o deixar ir... voar com a eternidade das memórias que guardamos...





"Til your eyes share into dust
 Like two strangers turning into dust
 Til my hand shook with the weight of fear
 I could possibly be fading    Or have something more to gain."

segunda-feira, 21 de outubro de 2013



Hoje apetece-me só deixar-lhe uma música de que gosto e que não sei porquê faz-me lembrar de princesas que não param até terminarem a sua história. Acho que ela é uma boa personificação disto... Deixei-me ficar apenas embalada por esta música... a imaginar o que lá longe se passa e que direito temos de permanecer parados e quietos sem nada fazer para mudar este futuro que é o nosso também enquanto Humanidade.






Recentemente foi distinguida pela Academia com o seu Award Humanitário, sendo a actriz mais jovem a receber este reconhecimento perante o trabalho que já realizou apesar da sua idade. Conhecida por muitos como uma das mulheres mais sexys do mundo, prova ao mundo que é muito mais do que isso.


 Comecei hoje a ler o diário das suas viagens que se refere ao período em que foi nomeada embaixadora da boa vontade para os refugiados (ACNUR) e é indiscritivel sequer imaginar o que ela descreve com o seu coração e sensibilidade. Sente-se o que lhe tocou a alma e sinto-me inquieta e tocada pela generosidade e simplicidade que coloca nos seus pensamentos.

Leiam e inquietem-se...





sábado, 12 de outubro de 2013


Há que manter isto no espírito! Há dias assim...

quinta-feira, 12 de setembro de 2013


"And so it goes
One foot after the other
Til black and white begin to color in
And I know
That holding us in place
Is simply fear of what’s already changed"
                                             Sara Bareilles - Manhattan

segunda-feira, 9 de setembro de 2013





doce...               

domingo, 8 de setembro de 2013























 Eu e os meus irmãos.


O Miguel e a Rita.
Lembro-me da tarde e daquela luz espelhada nas casas de pedra.
Eu subia e descia e voltava a subir e descer cada vez mais reguila. As escadas pequenas à minha medida, mas ingremes que obrigavam a grandes ginásticas e eu de vestido e descalça a desafiar uma queda.
Lembro-me das cores, preto, cinzento e castanho e dos traços de cimento a dividir as pedras que pisava.

Brincávamos, fazíamos das folhas e paus que por ali andavam bonecos com braços e pernas. Bem trajados a rigor, que afinal nesse dia havia música por perto...
E depois com a magia das nossas mãos transformávamos um boneco num jogo do galo. Não tinhamos cruzes, mas tinhamos dois tipos de folhas pequeninas, umas verdes e outras castanhas que eram exactamente as necessárias para o jogo que ia preencher as nossas horas.

Jogávamos ao galo a ouvir música clássica, daquelas de filme e no entanto, parecia que estávamos distante desta vida normal... Miúdos de ar loiro e reguila ouviam a música e gritavam bem alto alegres: - Eu conheço esta música! - Eu conheço esta música. Não há muitos mundos destes pois não? Um pai hippie com um filho de cinco anos com um ouvido afinado. Há imagens que não se esquecem, nem que seja pela irrealidade que parecem transportar.

Lembro-me dessa música... Flautas jovens, que em si têm já a eternidade da arte.
A eternidade desta infância.
O som destas memórias talvez seja o que precisamente me leva até elas de volta.
E no fim de contas só os nomes inventei, por já não me lembrar que nome vos dei.


domingo, 1 de setembro de 2013






But we carry on...

Até que um dia os preenchemos de novo...

sexta-feira, 23 de agosto de 2013


Será que o destino nos faz seguir caminho?
Ou permanecemos em encruzilhadas várias, em que constantemente mudamos de direcção para fugirmos aos olhares em que mutuamente nos descobrimos?
Sabemos que temos medo…
Sabemos que gostamos de o dizer, mas não gostamos de o sentir…
Sei que fujo assustada do teu toque e tu perdido ficas nesta fuga.
Mas sei que ao pouco me entregas a tua máscara e eu te entrego a minha. E a pouco e pouco, bem devagarinho te descubro e tu a mim. Ou descubro que já me encontraste e ainda não me disseste.

Ainda não acredito no final feliz, porque tendo acreditar que destas histórias só existem mesmo… histórias. E nem sempre, estas histórias são bem vindas… Vês o que custa quebrá-las?
O amor deve levar a boas acções não? Será que somos uma nódoa de comportamento?
Sei que não consigo afastar-me, nem afastar-te. E sei que partilhamos luz. Sei que ainda estamos longe, mas caramba… o caminho que queres para ti está a cruzar-se com o meu… É destino ou é vontade? Que a vontade manifeste este destino que persiste em baralhar-me e que o caminho nos ilumine sobre que direcção seguir. Até lá, seguimos caminho…

segunda-feira, 12 de agosto de 2013


Qual a sensação de estar em frente ao universo de braços abertos à espera que ele te devolva tudo o que esperas?

Qual a sensação de estar no cimo da montanha e ao mesmo tempo que tens uma paisagem celestial, estás a um passo do precipício?

Sei que gosto de extremos.

Gosto de pessoas que se levam ao extremo e ironicamente conheço duas assim.
Dois extremos que se auto-destroiem com a mais rápida volatilidade e sempre com um sorriso no rosto como alguém que faz uma escolha... a de se perder sem vontade de se encontrar.

Gosto desse... "onde andas?" ou "tens um minuto para mim?"...
Gosto deste cuidar sem amarras...
Gosto destes laços e de os deixar aqui atados... até já forasteiros!



quinta-feira, 8 de agosto de 2013

domingo, 4 de agosto de 2013


Compramos e Vendemos Sentimentos - Emotions Market from Francisco Sousa on Vimeo.

sábado, 3 de agosto de 2013


Podem ir procurar... ;)

http://acincograusdegreenwich.blogspot.pt/2013/08/latitudes-e-temporalidades-onde-e-quando.html

sábado, 27 de julho de 2013

domingo, 21 de julho de 2013


Sei que gosto de te ver ao longe. Não porque é melhor, mas porque é mais fácil. A distância de um palmo é difícil. Vejo as imperfeições da tua pele e da tua alma e torna-se impossível que não vejas as minhas... e isso assusta-me de morte!


Largar Mais 2013 - Especial 100 000 fãs from mafalda veiga on Vimeo.

quinta-feira, 18 de julho de 2013


A vida é 
muitas vezes 
um estalar de dedos 
que nos suspende 
numa inspiração rápida e profunda 
como quem nos prega um susto...


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Pelas vezes em que em rasgos de segundos vemos, vemos que não soubémos amar nem ser amados.

Vezes em que aceitamos amores que não nos merecem, por termos medo de querer mais do que aquilo que pensamos. Ou seja... sonhamos..

Hoje oiço as contradições que há em nós e as que vamos deixando morrer.

Porque há processos que ainda há pouco começaram... E são memórias que guardo que me permitem continuar...

"Se és de ferro queres quebrar,
se és de pedra queres sentir,
se és de vento queres ter paz,
mas se encontras queres fugir.
se tens vida queres mudar, mas se mudas não te vês.
quem procura encontrar, quem encontra para esquecer.

quando acordas queres amar, e que o mundo faz-te frio,
como água quer ser mar a chuva quer ser rio.
se és semente queres crescer, mas sem água vais secar,





vais ser tu a ir buscar o que o mundo não te der.


(...)
queres o espaço impossível, queres arder o que apagou,
queres a escolha que passou.
mas tudo é o que tem que ser, tudo flui ou te faz correr.
levo para o mar, tudo é o que tem que ser, tudo é o que tem que ser.

quando dói não vais gostar, mas não sais sem repetir.
quando voltas dói-te mais, mas não sabes resistir.

 (...)
tudo é o que tem de ser... "
Tiago Bettencourt


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Caminhos de passos seguros e calmos.

Com cada passo sinto o pó que se levanta.

A textura do chão na palma do pé e os pequenos grãos de terra que me saltam para o sapato e os trago comigo. Marcas do caminho que vou fazendo.


Saborear o deixar pegadas  que mostram o que moldamos no caminho que percorremos e a textura de nós que deixamos.

Fazendo com que os novos grãos que trazemos, também pelo caminho os deixemos, mas agora numa mistura com novos grãos de terra que assim se encontram em novos caminhos.



quarta-feira, 5 de junho de 2013

"Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,
e vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
e em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distracção animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero.
Quero só pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar."

de "Eu só penso no sol - Poesia de Alberto Caeiro"


domingo, 12 de maio de 2013

rasto de luz

Abriste a mão e deixaste-me ir.

 Forcei-te a abri-la e forcei-me a voar, por saber o céu azul que me esperava,
Abriste-a e abriste-me o mundo. E eu voei, em primeiro num voo de fuga e depois num voo pleno de asas abertas e coração cheio.

E deixo-me agora planar nesse sentimento de pertença a um céu que me deixa ser e ir… Sem limites, sem fronteiras e sem quartos escuros.

Para ti sou o bicho-da-seda, para mim sou borboleta de cores de fogo. Que a cada bater de asas espalha um rasto de luz que ilumina o meu caminho, para que me possas seguir.





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