domingo, 15 de maio de 2011

Descalça e em silêncio

Um fim de semana de memórias...

Começa com um excerto que me traz tantas lembranças... Tantas saudades!

“A conversa após jantar falava da gente que vivia ali, dos missionários das outras missões e do trabalho ainda por fazer... (...)
Na estação seca chove todos os dias, não há estradas de asfalto neste lugar, a vegetação é luxuriante, tropical, uma temperatura sempre a rondar os 30 graus e muito húmido, as crianças quando ouvem os carros, correm junto das picadas a gritar. (...) a sorrir e a dizer adeus (...)
O luar ilumina o pátio da missão onde os pirilampos pirilampam como faróis de costa a indicar abrigos, portos à deriva é o que são, intermitentes sinais, códigos genéticos perdidos netse lugar com sentido que nos fazem questionar a Vida de uns e de outros.”
Do livro “Câmara de Reflexão – uma imagem, mil palavras”


Saboreei este fim de semana uma importante, senão das mais importantes lições de vida, senti-a!

“Diante do sofrimento humano, na maior parte dos casos, as palavras são sempre demais. Aproximarmo-nos do sofrimento, o nosso e dos outros, implica fazê-lo em silêncio, com um coração humilde, um coração de irmão. O sofrimento humano é “um terreno no qual devemos caminhar descalços” e diante do qual não podemos virar a cara ou simplesmente fechar o coração.”
De “Cartas p’ra Missão” – Grupo missionário JP2


Aqui bem perto, mais perto até do que julgava (como muitas vezes acabamos por perceber) descalcei-me e encontrei este silêncio, fiz parte deste silêncio. Um silêncio que não se cala, mas que escuta e vê.
Um silêncio que partilha esses olhos em que as lágrimas não se escondem, nem as lembranças que se preferiam esquecidas.
Um silêncio que muitas vezes acompanha a escuridão.
Mas nem sempre é preciso ver, para saber que estás ai...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ás vezes somos super-heróis... outras vezes apenas fugimos!

domingo, 8 de maio de 2011

"Eu sei que é fácil de montar o aparato da menina que é culta"


Zero a zero, não me espanta o impasse
Se você quer, escondo o medo sem mostrar como o faço
No entanto amargo a cada som que não me sai, que adormeço
Tenho cara de quem morde mas apenas sou o que mereço
Uma oração pra perder o meu embaraço
Em hora sã hei-de por termo ao que só me traz cansaço
A cada cara à minha volta que me fita só que eu não posso ver
Que tem a fé num perfeito que eu não sei fazer
E eu sei de mais ou menos cem
Quiçá eu não apareço hoje....
Quero ficar bem a sós
Amuada no meu canto e a aquecer a voz.

Eu sei que é fácil de montar o aparato da menina que é culta
Mas também, sorrir sai mais barato que cuspir pensamentos à solta
E olha quem, tem a fome da sinceridade ao menos não te dei a volta
E eu não volto a jogar à cabra-cega com usted

Nunca sei porquê o maltrato é um unguento
Que sem ninguém ver vai guardando cimento
A cada cara à minha volta vou lhe dizer só que eu não posso mais...
Quero sedar o meu som confinar-me a afinar em silêncio

Eu sei que é fácil de montar o aparato da menina que é esperta
Mas também, fugir pra ti faz parte de investir na pessoa certa
E olha quem vem agora pra ficar é que eu ao menos não deixei aberta
A minha porta a ver quanto tempo sobra pra quem vem
A minha porta a ver quanto tempo sobra

(...)

E eu não volto a jogar à cabra-cega...






"Como acontece nos melhores intérpretes e autores, o que importa é o que não é dito, são as entrelinhas, o silêncio que Márcia deixa respirar e que é onde está tudo o que não é possível dizer através das grades das palavras. Seja apenas acompanhada pela viola ou com arranjos que juntam mais instrumentos, como acontece no seu óptimo álbum de estreia, esse silêncio – essa verdade - está sempre presente. E ouve-se bem, e tantas vezes é igual a nós."
Nuno Miguel Guedes

quarta-feira, 4 de maio de 2011

...

Ando a falar de vazios em nós.

A percepcioná-los em mim e em quem me rodeia.


Dizemos que é... 
da cidade onde estamos, 
dos grupos a que pertencemos, 
do trabalho que temos ou mesmo de não o termos, 
das pessoas de quem nos afastámos ou que se afastaram.



No final de contas, não será antes da nossa incapacidade em sabermos o que queremos e onde queremos chegar?


Temos que começar a definir rotas. Tenho? Tenho mesmo!


Vou procurar um mapa e a luz para o caminho.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

"You're gonna find yourself somewhere... somehow"




Vais encontrar-te...
Um dia destes...
De alguma forma...
Em algum lugar...

domingo, 24 de abril de 2011

My hope is found

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Dear Mr. God

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Às vezes... Sou eu! :)


Sometimes the Stars from The Audreys on Vimeo.


"Here I am confessing
that you’re lost to me now
I’m on the train telling strangers about you
and how you’re still looking fine
how you eased my worried mind
with long summers and wine

yeah you saved me
but sometimes the stars seem closer than they should
like the more I knew the less I understood
and the further that you got from me
the more I felt like I could see
and the more I wondered if I should trust the stars"

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Tens cola?...

Porque ...

sexta-feira, 8 de abril de 2011




Esta letra... é mesmo maravilhosa!!!


"Tens que largar a mão
P'ra eu sair de pé
Sou o teu anjo e não me vês
A parte calma do que és

Tens que largar a mão
E sair de pé
Sou o teu anjo a procurar
A parte quente do que vês

Mas há portas por fechar
Com o chumbo a prender
É mais forte do que quero acreditar
E se tudo vai com o vento a escorrer
Não sou eu quem vai lutar agora

Se eu não for quem vai ser
Se eu não for quem vai
Ter o teu melhor
Se eu não for quem vai seguir a tua mão
E levar-te como só
Eu sei

Vais aprender a olhar quando a dor vier
Vais aprender a desvendar a parte fraca do que és

P'ra descobrir depois quando a luz voltar
Tens um jardim a procurar
Que precisa de saber
Quanto tempo vai durar
Este muro a prender
É mais forte do que queres acreditar
E se tudo vai com o vento a escorrer
Não sou eu quem vai lutar agora..."

domingo, 27 de março de 2011

O meu relógio é dos antigos. Ouves o tique-taque?


















Voltas e voltas ao relógio até que os nossos ponteiros se cruzassem.
Marcava uma hora bem diferente daquela que consigo agora ler no relógio.

Foi apenas um minuto que durou... O da hora certa!

Mas logo fomos avisados  que a hora iria mudar em breve e com a pressa de nos atrasarmos...
Adiantámo-nos!
Tanto... Que nos desencontrámos!

A partir daí,
eu marcava as horas para te encontrar e
tu os minutos para te despedires.
Acho que apenas nos resta um segundo.
Aquele que chega antes do fim da minha hora e do início do teu minuto.
Embora fugaz faz diferença!

Engraçado como o relógio não pára e como estes segundos se sucedem...

Mas...
Começo a sentir que o relógio está a ficar sem pilhas,
pois pressinto o meu ponteiro a andar cada vez mais devagar.

E com isso... As horas demoram mais a passar
E com o tempo...
O meu ponteiro parará numa hora qualquer, assim como o teu num qualquer outro minuto.


Mas gosto de pensar que assim deixarei de marcar horas para te encontrar,
pois tu deixaste de marcar minutos para te despedires.


E de repente, não ouves as badaladas?

É meia-noite...



A hora certa!



sábado, 26 de março de 2011



"Porreiro! Nada como não ser capaz de ver para onde se vai! Mas não é assim a maior parte da vida? Ano após ano ela leva-nos para moradas onde nunca estivemos, sem mapa nem manual de instruções.

Dizemos para nós próprios: Mas eu nunca fui um adolescente antes! Nunca me casei ou divorciei antes, nunca fui um padre ou papa antes! Nunca fui velho, reformado ou fiquei sozinho! Nunca tive um ataque cardíaco antes! E assim por diante. Tudo isto é novo, tudo isto é verdade. E de alguma maneira sabemos que nunca poderemos voltar aonde estivemos antes.

Em cada etapa da vida, uma porta que nos é familiar fecha-se e outra abre-se; e diante dela um novo cenário cujos contornos dificilmente conseguimos enxergar, com novas tarefas que apenas podemos entrever. 

Seremos felizes para lá dos umbrais dessa porta? 
Seremos bem sucedidos e conseguiremos cumprir as nossas tarefas? 
Estaremos preparados quando a próxima porta se abrir? Talvez.

Ou será que passaremos os nossos dias sonhando regressar aos quartos que deixámos, quartos cujas portas estão fechadas para sempre? Talvez – e que desperdício se assim for.

Tudo depende de quem está connosco quando a porta se abre. Se estivermos sozinhos, mais uma porta será demasiado, e nós simplesmente não resistiremos. Mas se tivermos agarrado a mão de Deus e tivermos o hábito de caminhar com Ele ao nosso lado, uma nova porta não nos vai meter medo. Pelo contrário, ela significará a promessa de algo mais, algo que precisamos para completar a nossa peregrinação e completarmos o nosso caminho para casa.

Se agarramos firmemente na mão de Deus, entraremos nesses novos espaços com confiança, ainda que eles sejam escuros. "


Mons. Dennis Clark
In Catholic Exchange

quinta-feira, 24 de março de 2011

Consegues ver o arco-íris?...


regina spektor - Fidelity por WBRNewMedia


                                                                                                    Então vê até ao fim ! ;)

domingo, 20 de março de 2011

Soa-me a familiar



"Os grupos continuam a moldar os seus gostos e apetências, sobretudo na área da música, que é hoje talvez um dos mais importantes fatores de sociabilidade, explica Vítor Sérgio Ferreira. "Ter conhecimentos sobre música é hoje uma exigência social. É importante gostar de uma coisa e não de outra e saber fundamentar as escolhas. E isto só acontece com a música." E porque o consumo de música é "essencialmente emocional" e "para ser experimentado", o concerto ao vivo é um dos formatos preferidos.
A tecnologia potencia o desejo de contacto direto, tanto com os amigos como com os artistas. "Já não precisam de um telefone fixo para combinar um concerto, nem sequer do telemóvel. Usam o Facebook e partilham ficheiros do YouTube ou os álbuns de que fizeram 'download' para convencerem o grupo de que aquele é o concerto a não perder."


"Os jovens (...) são, sem dúvida, os portugueses que mais leem", garante Soares Neves, baseando-se no Inquérito à Leitura de 2006/2007, do OAC, que não distingue as leituras técnicas (as que são feitas para uma cadeira da faculdade, por exemplo) das de lazer (ficção). Mas são também os que mais ouvem música, sem excluir o cinema, o teatro e até a dança (esta última mais raramente). "São autênticos omnívoros culturais", diz este sociólogo de 52 anos. "São ecléticos e cumulativos. E se, assim, parecem pouco coerentes nos seus gostos isso é uma marca da contemporaneidade", acrescenta Vítor Sérgio Ferreira, do Observatório da Juventude. "É difícil ter uma perspetiva histórica sem ser impressionista, porque os dados são muito escassos. Mas creio que a cultura ganhou público em praticamente todas as áreas desde 1990. E hoje já não encontramos discursos tão dramatizados como há 20 anos atrás sobre a falta de público jovem no teatro ou no cinema."
Para estes jovens, a rapidez é determinante, assim como a diversidade de escolhas, a liberdade do acesso, o contacto direto com os amigos, a experiência do concerto.
A vida deles, diz Carlos Fortuna, é um somatório de "agoras", em que o tempo é permanentemente interrompido pelo "email", os SMS e o Facebook. Mas é pela plataforma digital que passa grande parte dos seus consumos culturais. "A cultura está-lhes no ADN, marca os seus dias, os seus territórios, no computador e na cidade."

Lucinda Canelas
In Público (Ípsilon), 4.3.2011
10.03.11 

terça-feira, 15 de março de 2011

"I know you wanna be my salvation"



"Just have a little patience
I'm still hurting from a love I lost
I'm feeling your frustration
Any minute all the pain will stop.

Just hold me close inside your arms tonight
Don't be too hard on my emotions.

'Cause I
Need time
My heart is numb, has no feeling
So while I'm still healing
Just try and have a little patience.

I really wanna start over again
I know you wanna be my salvation
The one that I can always depend.

I'll try to be strong
Believe me I'm trying to move on
It's complicated but understand me.

'Cause the scars run so deep
It's been hard but I have to believe
Just have a little patience..."

domingo, 6 de março de 2011

A vida... em dois minutos de dança!




"This bitter earth
What fruit it bears
What good is love
That no one shares
And if my life is like the dust
That hides the glow of a rose
What good am I
Heaven only knows

This bitter Earth
Can it be so cold
Today you're young
Too soon your old
But while a voice
Within me cries
I'm sure someone
May answer my call
And this bitter earth
May not be so bitter after all" 

de Dinah Washington

sábado, 5 de março de 2011

Um dia? :)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Príncipes do Nada




"Os nossos sofrimentos são pequenos quando comparados com outros. Numa altura em que há uma evidente crise financeira, há que relativizar o sofrimento para que não se fechem os olhos aos outros." A frase é de Catarina Furtado, embaixadora da Boa Vontade das Nações Unidas há dez anos, e que volta a abrir os olhos aos outros a partir de sábado na RTP1, com a estreia da segunda temporada de Príncipes do Nada.
Consciente da urgência de cumprir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio até 2015, Catarina Furtado sabe que há ainda muito para fazer. "Para esta segunda série, voltei a alguns sítios onde tinha estado há três/quatro anos. Notei que houve alguns avanços, por exemplo, ao nível da escolarização. Mas há ainda tanto para fazer. Tanto, tanto", enfatiza a apresentadora que, quando regressa a casa, não consegue libertar da pele os cheiros, a dor e o sofrimento.


A Associação de Telespectadores classificou 'Príncipes do Nada', apresentado por Catarina Furtado e transmitido pela RTP1, como o melhor programa de televisão de 2010.
Na sua análise anual sobre os programas de televisão, a associação explica que o programa impôs-se mostrando "o outro mundo do nosso mundo de uma forma sóbria, através de um jornalismo sem sensacionalismo nem gongorismos".


Durante este ano de 2011 o programa tem continuado...

“É a 2.ª série de 13 programas. Cada programa inclui duas a três histórias de vida passadas em diferentes países de expressão portuguesa. Catarina Furtado viaja por Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Timor-Leste e Guiné-Bissau e relata na primeira pessoa o trabalho feito, nestes países em desenvolvimento, por voluntários, organizações não-governamentais, organismos da ONU, organizações religiosas e pela Cooperação Portuguesa, através do IPAD. São sempre histórias humanas que apelam à nossa consciência de cidadãos e a uma urgência de actuação. E que nos mostram como o mundo é profundamente desigual e injusto apesar do grande esforço de muitos.”


Um programa que sigo e aconselho vivamente!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Uma semana em que só me resta uma palavra... Unbelievable!!!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Achas que sabes dançar?




Música de Gavin DeGraw - Belief




E agora? :)

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