sábado, 31 de março de 2018

De coração nas mãos

domingo, 14 de janeiro de 2018

Postcard from my 30's

Escrevo agora a partir deste ponto de chegada.
Os tão falados e por tantos temidos 30 anos.

Dizem-me que textos em que nos resolvemos devem ser escritos e deitados fora. Ou serão os das nossas catarse's?

Este quero guardá-lo. Deixá-lo a voar ao vento.

Para me lembrar sempre deste ano revolucionário para sempre.

Prefiro escrever enquanto ele vai a meio. Pois tenho sempre aquele medo que quando tudo corre bem demais pode vir grande tempestade a caminho.

Assim escrevo com os olhos pousados neste sol que ilumina a fase porque passo agora.
E recordo... disse tantas coisas no passado olhando para o futuro que são agora verdade.
Sempre achei que os 30 seriam o início de uma década feliz. Sempre tive esta intuição.

Ao contrário das crises de idade, acho que esta década é a da plenitude. Começamos a alcançar objectivos que definimos antes como sendo só lá para a frente quando temos vinte's.

Lembro-me de dizer, vendo mais à frente na vida, que me via a viajar pelo mundo a trabalhar. Quase que me via sempre sentada à janela de um avião com os olhos a brilhar.

Hoje cheguei lá. Vivo o que visualizei.
Encaixo no meu papel sem ter que deixar de ser quem sou.
Encaixo precisamente porque sou como sou.
Não alcancei ainda tudo.
Falta um companheiro adequado para o diário de bordo. Mas nisso não tenho pressa.

Sabe bem esta brisa no rosto.
Sabe bem este brilho sereno.
Não precisa de barulho nem de publicidade.

Faço várias  vezes o exercício de me imaginar velhinha.
Acho que já o escrevi aqui.
E sei que vou ter um sorriso no rosto quando lembrar os meus trinta anos.
A vida foi realmente generosa comigo.

Estou agora a aprender a ciência da paz... não no mundo.
Mas em mim.
E aqui começa o mundo.


Frase da década :)

Play hard. Work hard. Travel a lot. Stay healthy. Look good.

Oh yeah!




segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Por hoje é tudo :)

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Aquilo em que acredito

sábado, 22 de julho de 2017

Em repetição


Tenho palavras em repetição na minha cabeça.

Das expectativas que as outras pessoas têm em mim.
Daquilo que acham que sou e que vou sempre conseguir no futuro. Que vou estar em grandes empresas. Que vou para fora do país.  Que estarei sempre neste redemoinho de agitação em que sei que gosto de viver.

E contraponho se o que me impede é medo ou é esta noção que tenho, que pode não estar nesta forma muitas vezes capitalista de viver a minha verdade. E por consequência a minha felicidade.

Gosto de ambientes que me dêem liberdade. Não vejo as grandes empresas e muito menos, cargos de topo com essa liberdade. Não quero ser escrava do meu trabalho. Quero que ele me preencha para além da restante vida, que quero viver. E acho que não estou disponível para sacrificar nenhuma das duas em detrimento da outra. Quero ver-me a encontrar um equilíbrio.

Percebo a exigência que trago em mim em relação a tudo e penso que é ela que produz os resultados que vão sendo vistos e reconhecidos.
Percebo também o não comodismo que me assola. E que me faz não ficar quieta.

E naquilo que me vejo a viver. Vejo-me velhinha com imensas memórias, com muitas gargalhadas e a arregalar de olhos por cada decisão que fui tomando e que foi moldando a minha vida, umas vezes mais depressa, outras mais devagar.

Espero perder o medo que ainda tenho de traçar caminhos errados, apesar do meu feitio de arriscar.
Espero ainda perder o medo que tenho de me arrepender e de me sentir como que com um fio presa a lugares que podem não me fazer feliz, mas que por medo às vezes me aprisionam.

Disseram-me estes dias... Be brave!
Acho que já o sou... Em muitas histórias que já vivi e guardo. Mas ainda quero ser mais.
Porque ser corajoso não é necessariamente a ausência de medo. É precisamente a capacidade de o enfrentar.

Espero que as amarras se soltem e que o mar chegue, com horizontes largos, precisamente como gosto deles. E com pessoas boas, com as quais possa continuar a aprender a ser cada dia um pouco mais eu, um pouco melhor.

Um brinde ao mundo inteiro que agora vive à distância de um dedo, no meu dia-a-dia e que me inunda! :)

Já aí vou mundo!

domingo, 9 de julho de 2017

Escrevi-o a pedido destes fantásticos amigos que decidiram criar o seu espaço no mundo digital e partilhar tudo o que vão descobrindo.

Lá chegou o dia em que  fui desafiada e mesmo sem perceber bem o que era esperado, preferi não tentar muito sobre quais os objectivos e deixar fluir aquilo que gosto de contar sobre esta Índia inesquecível.

Aqui ficam mais recordações...


http://w360.pt/2017/06/19/india-os-cheiros-as-cores-os-brilhos-no-olhar/

sábado, 8 de julho de 2017


Para quem gosta de viajar...

Resultou da minha semana inteira sem computador... :)



segunda-feira, 3 de abril de 2017

The minimalists

Inspiradores...

Para procurar, ler e reler e integrar.

O site:
http://www.theminimalists.com/


O livro:
https://www.youtube.com/watch?v=AuFaXJOX-qU

O filme (trailer):
https://www.youtube.com/watch?v=0Co1Iptd4p4



Totalmente recomendado!!

sábado, 18 de março de 2017

Pierre...


De brilho de miúdo nos olhos,
Óculos de quem muito viu,
Olhar de quem sabe que somos todos apenas pequenos grãos neste grande mundo.

Sorriso simples,
Gargalhada envergonhada e surpresa, em resposta ao meu olhar sincero e demasiado transparente para esconder o brilho que me fazias irradiar.

De bicicleta orgulhosa, com todos as vantagens que me fazias acreditar que tinha. E eu a dizer-te que apenas de carro andava.

Ouvir-te ler em francês perfeito. Como se me contasses histórias.
Ouvir-te dizer o português que sabias. Assim como eu tentava dizer-te o francês que pouco sei.

Falar de arte e Le Corbusier.
Contares-me qual a tua cidade natal e eu saber que havia um filme de cinema sobre ela. Sorrimos.
Percebermos a sintonia e perdermo-nos em olhares que racionalmente tentámos sempre contrariar. Porque nem sempre é o momento.

Procurar a tua bicicleta e saber que a sua ausência, significava a tua ausência.
Saber que somos rasgos de eternidade nos nossos passos finitos.


Sorrindo digo-te Pierre:
À demain! :)



Convite para afastar a solidão


Muitas vezes sinto que apenas existem convites para afastar a solidão.
Amizades que apenas existem de forma utilitária... Que dependem do nosso estatuto social, dos nossos conhecimentos, das nossas possibilidades...


Quando tudo está bem vivemos demasiado bem nas nossas vidinhas, alienados de tudo o resto, de todos os outros que nos querem bem e que nesse momento passam a ser restos distantes de uma vida que passou.

Quando tudo corre mal, passam a ser a tábua de salvação em mar alto, como se sempre estivéssemos lá, para partilhar tudo.

Lia hoje num artigo a diferença entre amor e utilidade.
Transferi o paralelismo para a amizade.


"É interessante você saber fazer as coisas, mas acredito que a utilidade é um território muito perigoso porque, muitas vezes, a gente acha que o outro gosta da gente, mas não. Ele está interessado naquilo que a gente faz por ele. E é por isso que a velhice é esse tempo em que passa a utilidade e aí fica só o seu significado como pessoa. Eu acho que é um momento que a gente purifica, né? É o momento em que a gente vai ter a oportunidade de saber quem nos ama de verdade.




Porque só nos ama, só vai ficar até o fim, aquele que, depois da nossa utilidade, descobrir o nosso significado. Por isso eu sempre peço a Deus para poder envelhecer ao lado das pessoas que me amem. Aquelas pessoas que possam me proporcionar a tranquilidade de ser inútil, mas ao mesmo tempo, sem perder o valor."

Padre Fábio de Melo


Quero por perto aqueles que percebem o meu significado, que se preocupam em me ler, mesmo quando nada digo (escrevo).

Quero por perto aqueles que não me deixam para última prioridade (oportunidade).

Quero por perto a verdade de estar presente e o interesse da partilha.

Quero por perto os passos que vejo ao meu lado, sem nada ter que dar em troca, apenas a minha partilha silenciosa, sem conveniência.

Amizade, é isto...
Amor, é isto...

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

2016 - Ano de coragem (uma pitada de um título que não é meu, mas que ressoa no meu ano)



Descubram...

http://www.contioutra.com/2016-ano-que-exigiu-da-gente-coragem/

sábado, 17 de dezembro de 2016

Brilhos...

Brilhos... Nos meus olhos...
Partilhados nos teus olhos...
Vejo o que escondes de forma límpida. Encontrei e não temos medo!
Oiço ainda as gargalhadas, os saltos de felicidade, a música partilhada entre auscultadores.

Depois? A confusão. Os malentendidos. As dúvidas e o controlo. Esse fantasma que teima em surgir.
Desfazem-se os brilhos. Apagam-se as luzes. Porque amanhã é um novo dia para um coração decidido.

Estes brilhos continuam a aparecer, de quando em vez quando estamos distraídos demais para sermos envergonhados. E no fim és tu, apenas como és. E eu apenas como sou.
Olhamo-nos de longe e sabemos que gostamos do brilho um do outro. E isto basta.

Um brilho e um até já.
Ou até sempre.

Estas histórias que gosto de viver e guardar. E saber que em mim foram puras. Acredito que estas histórias nos purificam de alguma forma, fazem-nos descansar deste mundo em correria e de competição. Que se repitam com mais pessoas e mais lugares. Mas sempre de forma simples. Sem confusões que as encham de pó.

À coragem de assim viver! (que este seja um brinde do ano novo que aí vem)



quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Em principio sim... de Tiago Bettencourt

Sublime

http://tbettencourt.tumblr.com/post/125891617101/em-principio-sim
Without words

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Definitivamente só queria uma porta que fosse fácil de abrir. E parece que não.
Que tem que haver sempre janelas. E não me apetece mais janelas. Estou mesmo definitivamente cansada de janelas.

Eu quero uma porta caramba! E não quero que me troquem as voltas.

Segundas opções não me convencem.



sexta-feira, 15 de julho de 2016

Let it all go

Em contagem decrescente, para mais um marco.
 A três dias da defesa do meu MBA.
O final de muito esforço, muito empenho, muita aprendizagem, muita descoberta, muitos desafios, algumas pessoas bonitas de forma genuína. Mudar a forma como mudamos o mundo. Enganei-me a escrever esta frase. Queria escrever mudar a forma como vemos o mundo, mas saiu assim, se calhar até faz mais sentido assim.

 A acabar uma grande viagem.
Todas as experiências que tive até hoje sempre me deixaram com a sensação que são sempre apenas pequenos começos para o que aí vem. Gosto de sentir este assim também, um fim como recomeço. Já renasço em muitos sentidos agora. Há tantas oportunidades que nem as podemos sonhar. A nossa vida pode mudar tanto e tão depressa. Continuo a adorar que a vida me surpreenda e continuo a preparar-me para que ela sempre assim permaneça.

Há dias como hoje em que ouvimos falar de um golpe de estado lá longe na Turquia e de gente que morre num dia de festa, mais uma vez em França. Sentimos a guerra a aproximar-se de nós. A arrepiar-nos de forma profunda.
Penso que a vida pode ser efémera, e este nosso mundo ou a forma como o concebemos pode mudar de forma mesmo muito rápida, espero que vá mudando para melhor e não à custa de mortes e tragédias.

Era bom que estas palavras chegassem a quem precisa de as ouvir. Era bom viver mais uns tempos de forma serena, construindo os sonhos que trago.


Que a guerra demore a chegar e que a paz não tarde.


sábado, 18 de junho de 2016


Tudo dito...

domingo, 29 de maio de 2016





G-R-O-W



If you never try you never know...

You know it all

sexta-feira, 11 de março de 2016

Gosto de me entusiasmar.
De ouvir pessoas novas, que já viveram tanto. Que vêem tantos mundos dentro deste grande que partilhamos.
Gosto de me entusiasmar com a paixão com que falam e com a sua simultânea não pretensão de saberem tudo.
Há portugueses que vão, há outros que voltam.
Gosto dos que continuam a inscrever no mapa este cantinho, querendo sem arrogância serem os melhores do mundo. Esta forma de pensar apaixona-me!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Nunca tinha pensado nisto...

Se pensarmos numa comunidade, população, conjunto de pessoas que moram em um qualquer lugar do mundo.

E pensarmos de seguida nas necessidades básicas...


Sempre me viria à cabeça a saúde. Óbvio!


No entanto, para que esta exista há algumas exigências de base. Água potável, energia.
Nunca tinha visto a energia como uma forma de ajudar as pessoas.
Sei que não é só na área farmacêutica que existem lobbies. Na energia também.

Mas acho que quero começar a descobrir o meu caminho na energia... E percebê-lo como um passo para ajudar o mundo. Neste caso a ser melhor e mais limpinho. Menos poluído.

Tenho sempre que dar estas noções de missão ao meu trabalho não é? Sempre foi assim desde que comecei a trabalhar. Preciso de grandes objectivos para me inspirar. E agora aqui vamos nós.

Está quase esta mudança de vida do dia para a noite.

Que venha por bem. :)

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