domingo, 3 de novembro de 2019

Caixas de cores

Caixas.
Sermos vistos como caixas.
Inertes. Sem expansão. Completamente definidos e imunes a mudanças.
Incomoda-me que sejamos todos colocados em caixas com determinadas etiquetas.
E aí tenhamos que permanecer a não ser que estejamos preparados para desafiar as percepções que os outros têm de nós.
Sempre o melhor. Sempre o mais sábio. Sempre o mais certinho. Sempre o perdido. Sempre o alegre. Sempre... qualquer coisa.
Como se fosse possível sermos apenas uma coisa de cada vez.
Gosto de pensar que temos muitas cores cá dentro.
Que nem sempre mostramos. Ou por medo ou por acharmos que não vale a pena.
Gosto de pensar que algumas pessoas só veêm algumas cores e acham que já conhecem o nosso arco íris. E assim nos definem. Se nos atrevemos a mostrar uma cor a mais do que previsto. Talvez seja considerado um desvario, escape ou insanidade. E não apenas mais uma cor.
E gosto de pensar naqueles que sabendo que não cohecem todas as nossas cores, têm a paciência de irem esperando pelas nossas diferentes cores.
Não para as validarem, mas apenas para as admirarem.
Gosto de muitas cores.
Apesar de muitas vezes ser muito preto no branco. Mas também gosto disso.

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